O Fluminense estava com o favoritismo nas mãos quando a bola começou a rolar nas semifinais da Copa do Brasil e tudo indicava que seria superior em relação ao seu rival no primeiro jogo após um primeiro tempo em que conseguiu ser melhor do que o Vasco, mas tudo mudou após o intervalo e a falta de competitividade (estranhamente) no time de Zubeldía comprometeram os planos do Gigante da Colina após a derrota por 2 a 1 no primeiro jogo das semifinais no Maracanã.
Vasco foi minando atuação do Fluminense aos poucos
É importante ressaltar que os 90 minutos consistiram em alternâncias que acabaram definindo o tom do clássico, com o Fluminense impondo um grande nível de intensidade e imposição física, dando a vantagem merecida após o primeiro tempo graças à jogada ensaiada bem pensada e executada depois de jogada de escanteio cedida pelo cruzmaltino.
O Tricolor das Laranjeiras conseguiu executar uma proposta bem executada na etapa inicial e foi determinante para o domínio do meio-campo, com Lucho Acosta, Soteldo e Everaldo sendo os principais protagonistas deste primeiro tempo, mas a força coletiva despareceu na etapa complementar e os principais destaques também ficaram “à ver navios”.
Tudo indicava que o Fluminense conseguiria uma boa vantagem neste primeiro jogo do clássico se tivesse mantido o mesmo nível de desempenho de outrora. No entanto, fica até difícil entender como um dos técnicos mais vibrantes do futebol brasileiro na atualidade e conhecido por impor bastante competitividade física em seus times acabou permitindo que os jogadores tivessem uma queda tão grande no desempenho.
Mesmo que estejamos em reta final de temporada, não houve sinais de desgaste por parte dos jogadores do Fluminense durante os 90 minutos. No entanto, o gol sofrido logo com quatro minutos do segundo tempo inflamou a torcida do Vasco e fez a equipe tricolor ficar perdida, sem conseguir se reencontrar até o apito final.
Sem conseguir acompanhar as mudanças táticas promovidas pelo técnico adversário e também pelo fato de ter deixado tão clara essa queda no nível de confiança, o Fluminense acabou sendo punido de forma exemplar nos acréscimos da etapa complementar, quando Vegetti foi o autor do gol de uma virada que veio aos 50′ de jogo, no último lance.
Freytes foi um dos principais culpados em permitir que toda essa situação por ter falhado nos dois gols sofridos pelo Fluminense, com maior culpa no segundo por não ter observado a aproximação do artilheiro do Vasco nas costas em jogada de bola aérea, mas fica difícil individualizar culpas quando temos uma queda tão significativa em todos os aspectos.
Fluminense pode buscar vaga caso melhore concentração
O Fluminense ainda possui condições de reverter a desvantagem por ostentar melhor qualidade técnica em relação ao seu adversário (não por acaso terminou em quinto lugar na disputa do Brasileirão). No entanto, o Tricolor das Laranjeiras enfrentará um cenário bem adverso no jogo decisivo deste fim de semana e precisará superar o bloqueio defensivo do Vasco, que sofreu muitos gols neste semestre e não entrega uma solidez defensiva segura, podendo ser este o principal trunfo para alcançar a vaga na final.
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