O regulamento técnico da Fórmula 1 segue sendo um dos principais temas nos bastidores da categoria, mas não é o único. Durante a pausa forçada nas corridas por conta da guerra no Oriente Médio, outras decisões estratégicas vêm ganhando força. Entre elas, a definição do calendário para os próximos anos tem movimentado equipes, organizadores e países interessados em receber etapas.
A F1 busca expansão global e equilíbrio comercial. Isso abre espaço para mudanças importantes nas pistas que compõem o calendário. Alguns circuitos tradicionais podem retornar, enquanto novos mercados ganham protagonismo. A seguir, veja quatro locais que têm grandes chances de voltar à Fórmula 1 nos próximos anos.
Coreia do Sul: projeto moderno e foco em turismo
A Coreia do Sul já integrou o calendário da Fórmula 1 entre 2010 e 2013. Na época, a etapa acabou sendo retirada por dificuldades financeiras e baixo engajamento do público local. Agora, o cenário é diferente e mais promissor.
Um novo estudo de viabilidade indicou que o país pode voltar à F1 com um circuito de rua de aproximadamente 4,96 km em Songdo. O projeto envolve uma região moderna, próxima ao Parque do Festival da Lua, com forte apelo turístico.
A análise aponta que um Grande Prêmio poderia gerar centenas de milhões em receita e milhares de empregos. Isso reforça o interesse do país em voltar à Fórmula 1 até 2028. Além disso, a categoria quer ampliar presença na Ásia, o que fortalece ainda mais essa candidatura.
Índia: mercado gigante e retorno próximo à Fórmula 1
A Índia é outro forte candidato a retornar à F1. O país sediou corridas entre 2011 e 2013, no Circuito Internacional de Buddh, mas saiu do calendário por questões fiscais e logísticas.
Recentemente, autoridades locais indicaram que o retorno pode acontecer em 2027. Embora ainda não haja confirmação oficial, o interesse é claro. A Fórmula 1 vê na Índia uma oportunidade estratégica devido ao tamanho do mercado e à crescente base de fãs.
A presença da Fórmula 1 no país ajudaria a expandir a audiência global e atrair novos patrocinadores. Com isso, a volta do circuito indiano parece cada vez mais provável nos próximos anos.
África do Sul: Kyalami e o apelo histórico da Fórmula 1
A África do Sul pode recolocar o continente africano no mapa da Fórmula 1. O circuito de Kyalami já recebeu 21 Grandes Prêmios entre 1967 e 1993 e tem forte tradição no automobilismo.
Nos últimos anos, o autódromo passou por reformas importantes para atender aos padrões da FIA. Atualmente, possui homologação Grau 2 e precisa de ajustes finais para alcançar o Grau 1, exigido pela Fórmula 1.
Outro fator relevante é o apoio de Lewis Hamilton, que defende a realização de uma corrida no continente africano. A Fórmula 1 não realiza provas na África atualmente, o que aumenta a pressão por inclusão regional no calendário.
Nürburgring: tradição e demanda dos fãs da F1
O Nürburgring, na Alemanha, é um dos circuitos mais icônicos da história da Fórmula 1. Sua versão antiga, a Nordschleife, ficou marcada pelo alto nível de dificuldade e pelos riscos, especialmente após o acidente de Niki Lauda em 1976.
Desde 2013, o circuito não faz parte do calendário fixo da Fórmula 1. No entanto, voltou de forma pontual em 2020, durante a pandemia, quando sediou o GP de Eifel.
Mesmo fora do calendário regular, o Nürburgring continua sendo muito querido por fãs e pilotos. A Fórmula 1 avalia possibilidades de retorno, principalmente se surgir um modelo financeiro sustentável para viabilizar a etapa.
A combinação de tradição, apelo histórico e demanda do público mantém o circuito alemão como uma opção real para o futuro da F1.
Foto: Reprodução / Fórmula 1