O hiato forçado entre a etapa do Japão e a etapa de Miami permitiu que as equipes pudessem realinhar seus designs dos carros de 2026, trazendo upgrades importantes em uma tentativa de deixar a Fórmula 1 mais competitiva e promover uma sorte maior nas pistas.
O consenso geral foi que as equipes pudessem efetivamente redesenhar os carros usando os erros aprendidos nas três primeiras etapas , o que se provou ter sido a coisa certa a se fazer, principalmente para as quatro principais equipes do grid atualmente.
Ferrari e sua grande lista de upgrades
A equipe italiana trouxe um total de onze upgrades para o GP de Miami, a fim de tornar o SF-26 mais competitivo durante os treinos, qualificações e corridas. Um dos maiores desafios da Ferrari atualmente na Fórmula 1 é a queda de desenvolvimento do carro durante as corridas.
Os upgrades foram pensados para melhorar o ritmo de corrida da equipe e conta com pequenas asas laterais na ponta da asa dianteira, que serão usadas para gerenciar o fluxo de ar ao redor das rodas dianteiras. A Ferrari também trouxe um difusor com formato remodelado para aumentar a carga aerodinâmica.
As outras novidades foram as estruturas adicionadas às placas terminais da asa traseira para forçar o ar para cima, limpando o fluxo na traseira e visando uma redução do arrasto aerodinâmico em retas para aumentar a velocidade final.
Uma das novidades mais comentadas foram uma nova cobertura do motor e a asa traseira, apelidada de “Macarena” pelo seu movimento de rotação único e coreográfico que a mesma realiza quando ativada.
McLaren confiante novamente?
Após um início de temporada caótico para a equipe britânica, parece que finalmente tudo está se encaixando novamente. A prova disso foi uma sessão de treino estável para os pilotos e a pole position de Lando Norris para a corrida Sprint.
A McLaren trouxe sete upgrades que incluem um assoalho e geometria de prancha inéditos, uma asa traseira para maior eficiência e venezianas, que são aberturas de refrigeração nas laterais do carro.
Esses upgrades foram especificamente feitos para o circuito de Miami, a fim de lidar com as altas exigências de refrigeração do mesmo.
Um possível retorno da dominância da Red Bull na Fórmula 1?
A Red Bull é, indiscutivelmente, a equipe que mais precisa se recuperar após um início de temporada desastroso. A equipe buscou trazer upgrades que fizessem o carro de 2026 competitivo.
Essas mudanças começaram a ser vistas no TL1 e na qualificação para a corrida Sprint, onde Max Verstappen ocupou a segunda e quinta posição respectivamente e Hadjar foi o nono colocado, tanto no treino, quanto na qualificação.
Os upgrades foram focados em revisões extensas no assoalho e na carroceria superior, que foi redesenhada para garantir que o ar chegue à traseira de forma constante e sem turbulência. A equipe austríaca também tem a sua versão da asa “Macarena”, criando o “Modo Reta”, que otimiza o carro, especificamente para velocidades máximas.
Mercedes jogando de forma conservadora
A equipe líder do campeonato parece não estar tão preocupada com o rendimento do carro ao ponto de redesenhá-lo como as outras equipes e trouxe apenas dois upgrades para o GP de Miami.
A primeira novidade foi um tubo de escape reposicionado, que é um suporte com aberturas que ajuda a gerenciar o fluxo de ar térmico e a reduzir a turbulência naquela área.
A segunda e última novidade foi um aumento na corda do rebordo do tambor dianteiro, feito para melhorar o downforce traseiro, ou seja, ajudando a selar o fluxo de ar sob o carro ou direcioná-lo para o difusor.
A Mercedes segue na liderança e com ritmo constante. As outras três equipes ainda têm seus desafios, porém, estão trabalhando duro para alcançar e, quem sabe, ultrapassar a equipe de Russell e Antonelli.
(Foto: Scuderia Ferrari)



