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Automobilismo Fórmula 1

Fórmula 1: por que Aston Martin, Audi e Cadillac podem surpreender em 2026

A Fórmula 1 promete ser a mais imprevisível dos últimos tempos em 2026. Com mudanças radicais no regulamento técnico e esportivo — como o fim do DRS tradicional, nova arquitetura das unidades de potência com maior participação elétrica, aerodinâmica redesenhada e limites de peso e dimensões dos carros — fica extremamente difícil projetar o desempenho de cada equipe para a abertura do campeonato, marcada para 8 de março, no GP da Austrália.

Nesse contexto de incerteza, três equipes despontam como candidatas a surpresas — não necessariamente ao título, mas capazes de balançar as expectativas: Aston Martin, Audi e Cadillac. Abaixo, o Playmaker Brasil mostra os motivos para acreditar no trio azarão na Fórmula 1 de 2026.

Aston Martin tem um plano

A Aston Martin aparece no radar justamente pelo movimento ousado que vem fazendo nos bastidores em preparação para 2026. A equipe britânica investiu em mudanças estruturais profundas, como a chegada de Adrian Newey, um dos engenheiros mais respeitados da história da Fórmula 1, para liderar o projeto técnico e assumir papel central na equipe.

Além disso, a parceria com a Honda para fornecimento de motor e a construção de um novo carro — o AMR26, que foi recentemente ligado pela primeira vez com seu novo power unit — reforçam o esforço em competir de forma mais agressiva.

O foco total no projeto de 2026 ficou claro ao longo da última temporada, com a equipe redirecionando grande parte de seus recursos e atenção para as exigências do novo regulamento. Fernando Alonso, líder experiente da equipe, e Lance Stroll terão à disposição um carro fruto dessa reestruturação, capaz de explorar eventuais brechas técnicas que o novo conjunto de regras ofereça. A combinação de reestruturação técnica, poder de investimento e foco no longo prazo pode fazer da Aston Martin uma das surpresas mais interessantes da temporada.

Audi de Bortoleto está evoluindo

A chegada da Audi à Fórmula 1 como equipe de fábrica — assumindo totalmente o projeto que antes era da Sauber — é uma das histórias mais observadas para 2026. Embora a expectativa em torno da equipe alemã não seja de imediato brigar pelo título, há um certo otimismo cauteloso em relação ao trabalho inicial que vem sendo feito nos testes do carro sob o novo regulamento. Em relatos recentes, o projeto tem recebido feedback positivo dos pilotos, que indicam que o modelo é mais fácil de pilotar e amigável, um ponto crucial em um ano de tantas mudanças técnicas.

Apesar desse tom de otimismo, os próprios dirigentes da Audi reconhecem que partem de uma desvantagem significativa em relação às grandes equipes estabelecidas, devido aos anos menos competitivos da Sauber, infraestruturas mais modestas e processos de trabalho ainda em consolidação.

Ainda assim, a combinação de garantia técnica de fábrica, pilotos talentosos como Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg, e uma filosofia de evolução sustentável e constante pode fazer da Audi uma surpresa no bloco intermediário e até desafiar algumas equipes mais tradicionais logo nos primeiros GPs.

Além disso, Damon Hill, campeão mundial em 1996, comentou à TalkSPORT que viu os testes recentes da Audi em Barcelona e “viu coisas que gostou”, um sinal de que observadores experientes estão atentos ao progresso da montadora na F1.

Cadillac, a estreante da Fórmula 1

A grande novidade para a temporada de 2026 é a entrada da Cadillac como a 11ª equipe no grid, um fato histórico que por si só já gera especulação e interesse. Confirmada oficialmente pela Fórmula 1 e FIA, a Cadillac chega com forte investimento e ambições de estabelecer uma base sólida na categoria, iniciando sua trajetória com a utilização de motores Ferrari e a promessa de desenvolver powertrains próprios nos anos seguintes.

A equipe apostou na experiência acima de tudo ao escolher pilotos consagrados como Sergio Pérez e Valtteri Bottas, capazes de fornecer feedback técnico valioso e acelerar o desenvolvimento de um projeto completamente novo. Essa escolha indica um plano pragmático: não apenas competir, mas aprender e evoluir rapidamente em uma temporada que deve ser marcada por muitos ajustes. O primeiro shakedown recente da Cadillac em Silverstone, com Pérez ao volante, já mostra que o projeto está ganhando tração e proporciona dados práticos para acelerar sua curva de aprendizagem.

Foto: Getty Images