Fortaleza Libertadores Paiva
Futebol Libertadores

Fortaleza tem fim de ciclo decretado com eliminação na Libertadores

O Fortaleza viveu um período de ascensão considerável nos últimos anos desde o início da gestão de Marcelo Paiva, iniciando uma arrancada consistente e focada em muito trabalho para fazer o Leão do Pici deixar a 3ª divisão nacional para se tornar uma das principais forças do Brasileirão, além de ser competitivo em torneios internacionais. Com um bom currículo acumulando G-4 de Brasileirão, oitavas de final da Libertadores e um vice-campeonato da Sul-Americana, o Fortaleza trilhou esse caminho através de boa gestão esportiva dentro e fora das quatro linhas, com o técnico Juan Pablo Vojvoda sendo o fator determinante para manter o controle nas situações mais difíceis e mais empolgantes.

No entanto, o ano de 2025 está sendo marcado definitivamente por um fim de ciclo positivo para o Fortaleza. Sem o aporte de capital estrangeiro, o Leão do Pici precisava se escorar ainda mais em boas decisões de gestão esportiva para se manter relevante nacionalmente e internacionalmente. Contudo, Marcelo Paz errou consideravelmente na formação do elenco de 2025 sem a presença de um meio-campo consistente, demitiu Vojvoda após ter sustentado sua permanência durante o Mundial de Clubes e deu declarações muito antagônicas para a modernização do futebol brasileiro em termos de fair-play financeiro. A eliminação nas oitavas de final para o Vélez Sarsfield na Liberta, a briga contra o rebaixamento do Brasileirão e a saída precoce na Copa do Brasil para o Retrô são determinantes para marcar o momento atual como o fim de um ciclo vitorioso para o Leão do Pici.

Fortaleza viveu eliminação melancólica na Libertadores

Sob comando de Renato Paiva, o Fortaleza mais uma vez teve comportamento muito apático para um jogo decisivo na temporada com pouca organização ofensiva e um meio-campo sem conseguir o equilíbrio necessário para chegar ao terço final. Além disso, o sistema defensivo deixou a desejar ao sofrer dois gols nas duas finalizações certas do Vélez durante o primeiro tempo, mostrando também que Hélton Leite é um goleiro pouco confiável para a sequência da temporada.

Aproveitando a ansiedade de ambas equipes com muita correria, o Vélez abriu o placar com seis minutos de jogo com Carrizo marcando de cabeça após cruzamento de Gómez, que deixou Mancuso para trás. O Fortaleza apostou muito na construção com Prior pelo meio e Marinho pela direita, mas Deyverson acabou encaminhando a classificação adversária com um passe errado em pleno campo defensivo, permitindo que Galván recebesse na área com tranquilidade para dominar, girar e finalizar.

Depois do segundo gol sofrido, o Fortaleza acabou se tornando uma equipe completamente apática, previsível e sem padrão em campo durante o restante do primeiro tempo. Na etapa complementar, o técnico Renato Paiva tentou modificar o panorama da partida com as entradas de Lucero, Herrera e Allanzinho, mas o Leão do Pici acabou piorando seu desempenho devido à falta de companheiros para os centroavantes receberem a bola em boas condições de finalizar. Mesmo diante dessa enorme dificuldade e a eliminação encaminhada, o Fortaleza não tentou cruzar bolas na área apesar de dois centroavantes fixos na área, sendo esta uma decisão estratégia muito falha e também determinante para a eliminação.

Imagem: Mateus Lotif/Fortaleza EC