Antes do apito inicial do juiz Glenn Nyberg, Gana era considerada favorita para derrotar Panamá, na estreia das duas seleções pela Copa do Mundo de 2026. Porém, o futebol é a prova de que o imprevisível pode acontecer em poucos minutos. Em um jogo de poucas emoções, os Black Stars venceram o Panamá por 1 a 0, gol de Yirenkyi aos 49 minutos do segundo tempo.
A seleção americana começou melhor no jogo, com ímpeto nas transições e quase abriu o placar antes dos dez minutos. Entretanto, o cenário mudou a partir dos 20 minutos. Gana equilibrou a partida, mas não criou nenhuma finalização no primeiro tempo. O Panamá jogou melhor nos 45 minutos iniciais, com mais chances a gol e superioridade na posse de bola na etapa inicial.
No segundo tempo, a postura dos Black Stars foi diferente. Com a alteração feita pelo técnico Carlos Queiroz, a seleção africana atuou mais próxima da área adversária. Ainda assim, a partida não teve grandes momentos, com uma presente ineficiência ofensiva de ambas as seleções.
Quando o 0 a 0 parecia ser o resultado do jogo, Thomas-Asante fez uma bela jogada pela esquerda e cruzou para Yirenkyi trazer a alegria de Gana. Panamá tentou empatar no lance seguinte, mas parou na defesa de Mosquera.
Com o resumo da partida feito, veja tópicos que marcaram o confronto
Poucas finalizações, mas muito controle de bola no meio de campo
Durante quase todo o primeiro tempo, os times jogaram de maneira mais cautelosa, deixando poucos espaços e prejudicando as criações de jogadas. Com isto, o jogo praticamente não teve finalizações e o principal momento foi a reclamação do Panamá por uma não marcação de pênalti.
Em contrapartida, se sobressaiu o controle de bola no meio de campo, especialmente da seleção panamenha. A predominância da bola no centro do gramado deixou a partida com ritmo pouco cadenciado.
No segundo tempo, a execução do jogo foi mais frenética, com ambas as seleções aproveitando os espaços e criando chances de gol. A letalidade apareceu do lado ganês, que marcou o gol da vitória nos acréscimos, em um rápido contra-ataque de Thomas-Asante.
A dedicada estreia de Murillo na Copa do Mundo
O gol sofrido no final trouxe sentimento amargo para o Panamá, mas não se pode esquecer da atuação de Murillo. Jogando os 90 minutos como ala e lateral, ele apresentou uma entrega física elevada e consistência defensiva. Além disso, também se destacou pela combatividade e aplicação tática.
Defensivamente, Murillo foi sólido nos duelos individuais, obtendo quatro desarmes bem-sucedidos e auxiliando na contenção das investidas dos pontas ganeses ao ataque. Com a bola nos pés, completou 37 passes precisos e procurou o apoio do setor ofensivo frequentemente.
As atuações apagadas dos principais jogadores de Gana
Antes do jogo, depositava-se grande expectativa em nomes como Antoine Semenyo e Jordan Ayew, os principais jogadores da seleção de Gana. Apesar da vitória, os dois apresentaram um futebol abaixo da média.
O jogador do Manchester City, Semenyo, é cogitado para ser um dos melhores atletas do grupo L, mas teve uma atuação completamente nula. Durante o jogo, ele errou passes básicos e foi anulado pela marcação defensiva do Panamá.
Já Jordan Ayew, capitão ganês, que disputa a terceira Copa do Mundo, pouco participou da partida. Foi um dos piores jogadores tecnicamente de Gana, obtendo lentidão e sem poder de explosão. No único lance dentro da área, demorou para finalizar e foi desarmado pela zaga panamenha.
As individualidades decisivas de Gana
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Gana não venceu o jogo apenas pela coletividade, mas principalmente pelas alterações realizadas pelo técnico Carlos Queiroz. As entradas de Thomas-Asante e Abdul Fatawu aconteceram quando o comandante percebeu o início do cansaço do Panamá.
As alterações deram certo. Os Black Stars renovaram a intensidade ofensiva e mantiveram um ímpeto em busca do gol. Thomas-Asante realizou a assistência, em um lance marcado pela velocidade e visão de jogo para encontrar o companheiro dentro da área.
Os reforços dos dois atacantes podem ser um indício de que Queiroz os escala no jogo contra a Inglaterra, na próxima terça-feira (23).
Créditos da imagem de capa: Cole Burston/AFP