Reconhecido como um dos maiores jogadores da história do futebol inglês, Paul Gascoigne continua travando sua batalha contra problemas pessoais. O ex-meio-campista, que nos últimos anos luta contra o alcoolismo, foi hospitalizado após ser encontrado inconsciente em sua residência na cidade de Poole, na última sexta-feira (18). Ele chegou a ser internado na UTI, mas seu estado de saúde é considerado estável, recebendo o apoio de familiares e amigos próximos, conforme informou o jornal britânico “The Sun”. A publicação também trouxe um pronunciamento de Steve Foster, motorista e assistente pessoal do ex-atleta, agradecendo pelas mensagens de solidariedade.
Ao longo da vida, Gascoigne passou por sete internações em clínicas de reabilitação. Na tentativa de superar o alcoolismo, chegou a gastar cerca de 23 mil euros (aproximadamente R$ 150 mil, na cotação atual) em medicamentos. Além disso, aumentou o consumo de café para tentar reduzir a vontade de beber. Na Copa do Mundo de 1990, foi o principal destaque da seleção inglesa. Revelado pelo Newcastle United, onde atuou de 1985 a 1988, também teve passagem marcante pelo Tottenham, além de defender Middlesbrough, Everton e Burnley, na Inglaterra, a Lazio, na Itália, e o Rangers, da Escócia.
Ícone inglês na década de 1990, Paul Gascoigne enfrenta há anos o alcoolismo e a depressão, passando por diversos problemas de saúde. No ano passado, ele se descreveu como um “bêbado triste” e revelou que atualmente mora no quarto de hóspedes de seu agente. Suas três filhas têm acompanhado de perto sua situação. Além delas, amigos como Paul Merson, Vinnie Jones, Peter Beardsley e Chris Waddle também recebem atualizações sobre seu estado.
Conhecido como Gazza, o ex-meia brilhou no Tottenham entre 1988 e 1992. Nesse período, marcou um dos gols mais icônicos da história dos Lilywhites, em cobrança de falta que eliminou o rival Arsenal na semifinal da Copa da Inglaterra de 1991. Do mesmo modo, Paul Gascoigne também fez história na Copa de 1990, na Itália, quando a Inglaterra terminou em quarto lugar. Pela seleção de seu país, foram 57 partidas e 10 gols, incluindo um golaço contra a Escócia na Eurocopa de 1996, durante a fase de grupos.

Paul Gascoigne não é o único; relembre 5 craques que perderam essa dura batalha
O futebol inglês amanheceu apreensivo com a internação de Paul Gascoigne. Ídolo do Newcastle, Tottenham, Lazio e da seleção inglesa, o ex-meio-campista, hoje com 58 anos, está internado em Bournemouth, no sul do país, devido a complicações de saúde. Gascoigne luta há décadas contra o alcoolismo e transtornos psicológicos, que impactaram profundamente sua carreira e vida pessoal, apesar do talento inquestionável que encantou o mundo em 1990.
A situação de Gazza reabre feridas no futebol mundial, marcado por gênios que sucumbiram aos vícios. Relembre cinco grandes nomes que tiveram um destino trágico por conta do alcoolismo ou das drogas:
Diego Maradona (1960-2020)
Considerado por muitos o maior jogador de todos os tempos, Diego Maradona atingiu o auge ao conquistar praticamente sozinho a Copa do Mundo de 1986 pela Argentina. Sua genialidade em campo era indiscutível, mas fora dele a dependência de cocaína e álcool fizeram parte constante de sua vida, causando graves problemas cardíacos, neurológicos e psicológicos. Morreu aos 60 anos, vítima de parada cardiorrespiratória, após décadas de luta contra os vícios.
Sócrates (1954-2011)
O “Doutor” foi muito mais do que capitão da seleção brasileira de 1982. Médico, politicamente atuante e símbolo da Democracia Corinthiana, Sócrates mantinha o hábito de beber diariamente desde a juventude. O consumo excessivo de álcool causou cirrose hepática, que se agravou rapidamente, culminando em choque séptico e sua morte aos 57 anos.
George Best (1946-2005)
Para muitos, o maior jogador da história da Irlanda do Norte. George Best brilhou no Manchester United nos anos 60, conquistando a Bola de Ouro em 1968. Fora dos gramados, era conhecido como o “quinto Beatle” por sua beleza e vida boêmia. Seu alcoolismo, entretanto, o destruiu, causando problemas hepáticos graves. Mesmo após receber um transplante de fígado, continuou bebendo e faleceu aos 59 anos, vítima de falência múltipla de órgãos.
Garrincha (1933-1983)
Mané Garrincha talvez tenha sido o maior driblador da história do futebol, bicampeão mundial com a seleção brasileira em 1958 e 1962. Sua infância pobre e problemas físicos não impediram sua ascensão, mas o alcoolismo o acompanhou desde cedo, piorando após a aposentadoria. Morreu aos 49 anos, vítima de cirrose hepática, em condições financeiras e sociais extremamente precárias.
Heleno de Freitas (1920-1959)
Craque e galã dos anos 40, Heleno de Freitas brilhou no Botafogo e na seleção brasileira. Com personalidade explosiva e hábitos boêmios, desenvolveu dependência de álcool e drogas, além de sífilis não tratada, que evoluiu para neurossífilis. Passou seus últimos anos internado em um sanatório em Barbacena (MG), onde morreu aos 39 anos.
Assim como esses ídolos, Paul Gascoigne carrega a marca de quem foi gênio dentro de campo, mas viu sua vida ser devastada pelo vício. Internado novamente, o ex-jogador luta para sobreviver e continuar sua longa jornada de recuperação.

Gascoigne: Um ídolo do Tottenham
Revelado pelo Newcastle, onde fez 104 jogos em três temporadas, Gascoigne transferiu-se em 1988 para o Tottenham. Lá, jogou por quatro anos e se tornou ídolo, formando dupla importante com o hoje comentarista Gary Lineker. Seu gol mais memorável pelos Spurs aconteceu na semifinal da Copa da Inglaterra, quando, em bela cobrança de falta, classificou o time para a final, posteriormente conquistada.
Após conviver com lesões e polêmicas, deixou o Tottenham e assinou com a Lazio, onde ficou por três temporadas. Depois, defendeu o Rangers, ajudando o clube a dominar o futebol escocês. Em seguida, teve passagens apagadas por Middlesbrough, Everton e Burnley, aposentando-se em 2004 pelo Boston United. Pela seleção inglesa, atuou em 57 partidas entre 1988 e 1998, marcando dez gols, incluindo participação na semifinal da Euro de 1996.
(Foto: Getty Images)