O 1º dia do Draft da NBA aconteceu nesta terça-feira (23), com AJ Dybantsa sendo selecionado pelo Washington Wizards na 1ª escolha geral. Embora existissem chances remotas de a franquia seguir outro caminho, o GM de Washington, Will Dawkins, afirmou que o ala de BYU era uma ‘escolha clara’ para a organização.
GM dos Wizards não deixa dúvidas sobre a escolha de AJ Dybantsa

Entre os especialistas em Draft, não havia consenso de que AJ Dybantsa seria a escolha do Washington Wizards. Darryn Peterson havia realizado workout apenas com a franquia e reunia argumentos para ser selecionado, enquanto Cameron Boozer também surgia como uma alternativa plausível para a 1ª escolha geral.
Mas o GM dos Wizards, Will Dawkins, explicou a escolha pelo jogador de BYU: ‘Eu acho que, para nós, era sobre garantir que escolhêssemos o jogador certo, que se encaixasse no nosso grupo e tivesse a oportunidade de nos impulsionar para frente,’
Dawkins completou: ‘E, no fim das contas, ficou bastante claro que ele era o cara certo, justamente por causa da sua versatilidade. Estamos procurando jogadores que consigam tomar decisões com e sem a bola, mas que também sejam atletas de impacto dos dois lados da quadra. Ele é um atleta superior. Pelos nossos parâmetros, ele é o melhor atleta que testamos desde que (o presidente da equipe Michael Winger) e eu chegamos aqui.’
AJ Dybantsa também falou sobre o significado de ser a 1ª escolha do Draft: ‘Significa muito. Obviamente, isso é apenas um degrau. Obviamente, ainda tenho muito trabalho a fazer. Mas (isso) é um testemunho de todo o meu trabalho duro, disciplina e dos sacrifícios que faço.’
Papel de AJ Dybantsa parece muito bem definido nos Wizards
Mesmo que Cameron Boozer e Darryn Peterson tenham talentos surreais, AJ Dybantsa de fato parecia ser a escolha ideal para o Washington Wizards. O elenco conta com uma variedade de jogadores jovens, como Alex Sarr, Bilal Coulibaly e Kyshawn George, além de ter adquirido dois jogadores de grande impacto, Trae Young e Anthony Davis, na trade deadline.
No entanto, nenhum jogador oferece o potencial de pontuação que Dybantsa possui, sendo capaz de desestruturar as defesas adversárias em diferentes situações de jogo e em variadas áreas da quadra. Ele pode ser o nome que melhor complementa Trae Young, oferecendo maior conforto ao armador, que ficará com a bola na maior parte das posses ofensivas da equipe.
Ainda não é garantido que Anthony Davis estará nos Wizards quando a temporada começar, mas, caso não esteja, a equipe ainda terá potencial para surpreender, embora isso possa não acontecer de forma imediata. Ainda assim, a chegada de AJ Dybantsa também impacta o ambiente externo, tanto pela sua mentalidade competitiva quanto pela visibilidade que ele traz.
As principais qualidades de AJ Dybantsa e o que ainda precisa evoluir

Além de ser um potencial pontuador de três níveis, AJ Dybantsa se destaca pela habilidade de criar o próprio arremesso, sendo eficaz em situações de isolation. Seu trabalho de pés refinado, aliado ao bom controle corporal e equilíbrio no contato, permite que ele gere vantagem sobre defensores sem depender de esquemas ofensivos bem estruturados.
Dybantsa também mostra qualidade em jogadas de pick-and-roll, podendo operar como ball-handler secundário em ações de bloqueio direto, recurso cada vez mais central no ataque moderno da NBA. Sua capacidade de tomar decisões rápidas em situações de vantagem o torna funcional em diferentes esquemas ofensivos.
AJ Dybantsa possui um atleticismo de elite e excelente coordenação motora, o que o diferencia de jogadores que dependem apenas da explosão física. Ele é capaz de realizar ações explosivas no ataque, mas também mantém controle corporal e boa leitura de espaço.
No entanto, mesmo sabendo tomar decisões rapidamente com a bola, o jogador ainda pode sofrer do chamado ‘tunnel vision’, apresentando dificuldades em perceber o que acontece ao seu redor. Isso pode levá-lo a ignorar companheiros em boas situações de pontuação, deixando de escolher a melhor opção disponível em determinada jogada. Ele também pode ter dificuldades em ações sem a bola nas mãos, por ser algo raro ao longo de sua carreira.
FOTO: Brad Penner/Imagn Images



