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Automobilismo Fórmula 1

GP de Miami mostra evolução da Aston Martin, mas equipe admite: “ainda há uma grande diferença”

A temporada 2026 da Aston Martin começou de forma extremamente complicada. Problemas de confiabilidade, vibrações no motor Honda e abandonos consecutivos colocaram a equipe entre as maiores decepções do início do campeonato.

No entanto, o GP de Miami trouxe os primeiros sinais positivos para o time britânico. Pela primeira vez no ano, os dois carros conseguiram completar uma corrida, mostrando que parte dos problemas mais críticos finalmente começou a ser resolvida.

Mesmo ainda longe da zona de pontuação, a equipe acredita e torce para que Miami possa representar um primeiro passo importante para uma recuperação ao longo da temporada.

Aston Martin priorizou confiabilidade em Miami

Enquanto várias equipes levaram grandes pacotes de atualizações para Miami, a Aston Martin decidiu seguir um caminho diferente.

Durante a pausa de cinco semanas antes da etapa, o foco principal da equipe foi solucionar os problemas já existente, como mecânicos e de vibração que causaram quatro abandonos nas primeiras corridas do ano, disputadas na Austrália, China e Japão.

Os problemas começaram ainda nos testes de pré-temporada no Bahrein e rapidamente se transformaram na principal preocupação da parceria entre Aston Martin e Honda.

As vibrações geradas pela unidade de potência acabavam afetando outros componentes do carro, comprometendo diretamente a confiabilidade do AMR26.

Problemas continuam, mas cenário já parece diferente

O fim de semana em Miami esteve longe de ser perfeito. Logo no primeiro treino livre, uma falha no sistema de potência atrasou o trabalho dos dois carros na garagem.

Mesmo assim, a equipe conseguiu se recuperar minimamente ao longo do fim de semana. Na Sprint, Fernando Alonso terminou em 15º, enquanto Lance Stroll ficou em 17º.

Na classificação para a corrida principal, os dois carros novamente ficaram no fundo do grid, mas a equipe comemorou o fato de finalmente completar tanto a Sprint quanto o GP sem problemas graves de confiabilidade.

Para um time que sequer conseguia terminar corridas no início do ano, isso já foi tratado internamente como uma evolução importante.

Alonso vê evolução, mas mantém cautela

Mesmo em um cenário ainda difícil, Alonso demonstrou um pouco mais de otimismo após o GP de Miami. O espanhol destacou que os problemas de vibração parecem finalmente estar controlados e classificou isso como um alívio importante para a equipe.

Apesar disso, o bicampeão deixou claro que a Aston Martin ainda está muito distante das equipes do meio do grid e que a primeira metade da temporada deve continuar complicada.

Segundo Alonso, a equipe já decidiu concentrar praticamente todos os esforços de desenvolvimento para a segunda parte do campeonato, quando novas atualizações aerodinâmicas devem chegar ao carro.

Honda confirma avanço importante

A Honda Racing Corporation também confirmou que as medidas adotadas nas últimas semanas funcionaram. Segundo os engenheiros da fabricante japonesa, o trabalho conjunto entre Honda e Aston Martin foi essencial para controlar as vibrações da unidade de potência, já que o problema envolvia tanto o motor quanto o chassi do carro.

Um dos fatores que ajudou no processo foi a decisão da Aston Martin de deixar um dos carros no Japão após o GP disputado em Suzuka. Isso permitiu que a Honda analisasse o problema diretamente em Sakura, sede da empresa.

Agora, com a questão da confiabilidade aparentemente mais estável, o foco da equipe passa a ser outro: melhorar dirigibilidade, gerenciamento de energia e desempenho aerodinâmico.

Aerodinâmica vira nova prioridade

Com os problemas mais graves aparentemente sob controle, a Aston Martin agora começa a direcionar seus esforços para ganhar desempenho real na pista. Atualmente, a equipe segue sem marcar pontos na temporada, ao lado apenas da Cadillac.

O principal problema agora parece ser a falta de downforce e potência, algo citado pelo próprio Lance Stroll após a corrida em Miami.

A expectativa interna é de que as próximas grandes atualizações do carro apareçam apenas depois da pausa de verão, quando a equipe pretende apresentar um pacote muito mais agressivo de desenvolvimento.

Equipe admite tamanho do desafio

Apesar da evolução recente, a Aston Martin reconhece que a recuperação não será rápida. Mike Krack, um dos principais nomes da equipe na pista, afirmou que ainda existe uma grande diferença para as equipes do meio do grid e que esse déficit não será eliminado em poucas semanas.

Segundo ele, Miami mostrou progresso importante em confiabilidade e dirigibilidade, mas o carro ainda está longe do potencial desejado.

A equipe acredita que ainda existe desempenho escondido no pacote atual, principalmente em aspectos ligados ao gerenciamento de energia e comportamento do carro.

Segunda metade da temporada vira esperança

O planejamento da Aston Martin deixa claro que o objetivo principal agora é sobreviver à primeira metade da temporada enquanto prepara uma reação mais forte para o segundo semestre. Com Adrian Newey envolvido no projeto e a parceria com a Honda ganhando estabilidade, existe a sensação de que a equipe ainda pode evoluir significativamente ao longo do ano.

Por enquanto, a realidade continua sendo dura: a Aston Martin ainda está no fundo do grid. Mesmo assim, depois de um início tão problemático, terminar corridas em Miami já foi visto como um passo importante na tentativa de reconstruir a temporada 2026.