Vini Jr. Real Madrid Arsenal 2025/26
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Vini Jr.: Por que grandes clubes europeus não querem contratar o craque brasileiro?

Vini Jr. não está em um bom momento pelo Real Madrid, gerando especulação de uma possível saída

O atacante Vini Jr viveu o auge de sua carreira com a conquista do prêmio The Best FIFA em 2024. O merecimento não veio à toa: o craque brasileiro estava em um grande momento. Autor de gol na decisão da Champions League contra o Borussia Dortmund, Vinicius liderou o Real Madrid em todas as fases no 15º título madrileño da competição.

Contudo, o protagonismo de Vini terminou com a chegada de Kylian Mbappé. O jogador foi gradualmente ofuscado pelo craque francês, tendo as exigências para um contrato semelhante à Mbappé ignoradas pela direção do Real.

Por conta desta situação, Vini Jr. vive um momento conflituoso com o Real. Integrantes da diretoria do Real Madrid já demonstraram insatisfação com esta atitude do atleta brasileiro.

Mesmo tendo mais um ano de contrato e vivendo este atrito com a direção, não houve nenhuma opção de transferência de equipes das cinco principais ligas da Europa.

Por que os grandes europeus não demonstram interesse no jogador?

De acordo com o jornalista francês Romain Molina, o ego do Vini Jr. e maus conselhos da agência ROC Nation influenciaram esta resposta.

“Durante a sua incrível temporada de 2023/24, o seu valor atingiu o seu auge. Naquele momento, todos queriam o Vinicius, independentemente do preço. E esse é o problema: plantou na cabeça do jogador a ideia de salários exorbitantes, enquanto negociava o maior contrato da história… na Arábia Saudita”, comentou o jornalista.

O craque poderia optar pela renovação de contrato com um bom aumento salarial e bônus de assinatura, porém, preferiu quantias exorbitantes. Ao mesmo tempo, houve negociações avançadas com clubes da Arábia Saudita por valores inacessíveis. “Mas o acordo fracassou, em parte devido a ‘parasitas’ externos que tentaram negociar nos bastidores, mesmo sem fazerem parte das negociações.”

Molina também comenta a participação da ROC Nation nesta crise interna, destacando que a empresa não aproveitou o momento. “A Roc Nation não soube aproveitar a expectativa em torno de Vinicius… Agora estão pedindo praticamente a mesma quantia. Só que o prestígio do Vini caiu no cenário esportivo. Embora algumas equipes adorariam contratá-lo, elas não têm os meios – ou o desejo – de gastar todo o orçamento com ele”, explicou o jornalista.

Ainda explica que grandes clubes não estão interessados por Vini Jr., devido aos valores caros do jogador. “Ninguém está interessado em desembolsar uma quantia considerável para o Real Madrid – cerca de 150 milhões de euros – um salário de cerca de 30 milhões de euros por ano (sem incluir impostos), um bônus de assinatura, comissão do agente e várias outras regalias e bônus”.

O depoimento é verdadeiro, afinal, as exigências do Real Madrid são excêntricas. Isso porque o valor estimado de transferência de Vini Jr. é de € 99 milhões, apresentando uma queda nos últimos anos. O curto prazo da combinação do seu contrato e o desempenho decepcionante influenciam esta trajetória decrescente.

Ao mesmo tempo, a situação acontece em meio aos questionamentos do desejo da Arábia Saudita de aumentar os investimentos no futebol. Isto causa uma incerteza no destino final de Vini Jr.

A opção de Vini Jr.

O craque brasileiro fica em uma posição delicada, deixando apenas a alternativa de permanecer no Real Madrid. Entretanto, as atitudes de Vini Jr. geram repercussões no elenco, colocando o clube também em uma situação complicada.

Para Romain Molina, as exigências não serão atendidas, fazendo com que o Real deixe a proposta mais leve para Vinicius Júnior. Nesta oferta, estariam inclusos bônus de assinatura extra e aumento salarial menor.

“Tudo depende do valor desse bônus, porque o Real Madrid corre o risco de sofrer uma reação negativa do restante do elenco: se o Vini receber isso, o que nós merecemos? Em 2023/24, isso não era um problema, já que o jogador era muito superior aos demais e claramente merecia tratamento preferencial”, completa o jornalista.

Créditos da imagem da capa: Divulgação/Getty Images