O Grêmio está de olho na temporada de 2024, mas também tem pensado na situação de Renato Gaúcho. Na visão da diretoria, a permanência do treinador não é vista como certa, não é atoa que estão buscando opções para substituí-lo, deixando em aberto a sua continuidade. Enquanto buscam por técnicos interessantes, o ex-jogador revelou ter sido procurado por quatro times da Série A.
O treinador de 62 anos teve uma entrevista com rádio GZH, onde falou sobre seu futuro e o atual momento do Imortal. Antes de pensar em renovação ou num novo destino, Renato com a sua atenção voltada para livrar o Grêmio de qualquer chance de rebaixamento nesta temporada. Quando o número correto de pontos for atingido, ele está pronto para sentar com a diretoria e discutir sobre seu futuro.
O ídolo gremista deixou claro que se puder continuar no tricolor gaúcho, vai decidir por essa escolha. Se ele tivesse a oportunidade, assinaria um “contrato vitalício” com o Grêmio, time onde foi ídolo como jogador e fez sucesso como treinador, sendo o ponto alto de sua carreira. Apesar do seu desejo, ele também está interessado em saber a opinião da torcida sobre essa situação.
“Por mim, faria um contrato para o resto da minha vida com o Grêmio. Minha cabeça hoje está voltada para fazer os pontos que precisamos no Brasileirão. Não posso chegar lá para o presidente do clube, para o vice-presidente, para o executivo e para a torcida do Grêmio e dizer: “Eu vou ficar”. Pode ser um desejo meu. Mas aí tem uma decisão de um presidente, de uma diretoria, de um executivo e da torcida”, afirmou.
Caso o seu futuro não seja com a equipe gaúcha, Renato Gaúcho não escondeu a procura de outros times da Série A em sua contratação. Ao longo desta temporada, o ex-jogador afirmou ter sido procurado por quatro equipes, tendo a chance de avaliá-las se a principal não quiser continuar com os seus trabalhos.
“Dois clubes grandes da Série A tentaram me tirar daqui há uns três meses. Falei para eles, costumo cumprir meu contrato. A não ser que o clube me mande embora. Nas últimas três semanas, quatro clubes da Série A me procuraram. Em uma situação dessa, jamais abandonaria o Grêmio”, declarou o técnico.
Grêmio e Renato Gaúcho
Outros trechos da entrevistas foram coletados, onde o assunto sobre a sua carreira como treinador e jogador foram pautados. Na visão de Renato, quais seriam os momentos retratados com mais carinho pelo profissional, que fez muito sucesso com a bola em seus pés, mas também, não dá pra descartar quando está com a prancheta em suas mãos.
“É difícil. Como jogador não tem como não falar, por causa dos dois gols em Tóquio. Eu sabia que me garantia. Estava lá dentro para fazer as coisas, para ajudar. Como treinador, dependo dos outros. Para ser campeão, é muito difícil. É fácil você ver o pessoal comemorando, mas a caminhada é longa para ser campeão.
Principalmente, no momento em que fui campeão, como treinador, ninguém acreditava no nosso time. Então, é um mérito maior ainda. Depois de 15 anos, o Grêmio conquistou a Copa do Brasil, uma Libertadores. E muita gente que eu trouxe para ser campeão naquele ano eram jogadores desacreditados. Fui criticado por trazer os caras. E os caras foram os campeões. O título é uma emoção muito grande. Só que, como jogador, eu podia decidir, entendeu? Eu, como treinador, tenho de tomar as decisões, mas quem decide são os jogadores”, finalizou Renato.
Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA