Ryuta Takahashi, de 20 anos, é o novo reforço do Guarani para a Série C do Brasileirão. O jovem meia japonês é apenas o segundo reforço do Bugre para o campeonato nacional, mas já se torna a bola da vez ao deixar seu país natal em busca de oportunidades do outro lado do mundo, após defender equipes como Gamba Osaka e Giravanz Kitakyushu.
Seguindo o roteiro de muitos atletas estrangeiros, o Japão em diversas ocasiões é um dos países que mais exportam jogadores para o futebol brasileiro, e traz a cada temporada um personagem curioso como Ryuta. A partir de agora, a Playmaker Brasil conta a história de 3 japoneses que desembarcaram em terras canarinhas e deixaram sua marca ao tentar a vida aqui, caindo no gosto popular.
Kazu Miura

Jogador mais velho em atividade no futebol, com 58 anos de idade, Kazuyoshi Miura iniciou sua carreira no Brasil, defendendo o Juventus nas categorias de base, e rapidamente se transferindo para o Santos, depois de se profissionalizar e ser o primeiro japonês a vestir a camisa do Peixe. Como o esporte em sua terra natal ainda engatinhava, o atacante passou também por Palmeiras, Matsubara, CRB, XV de Jaú e Coritiba, até fechar seu ciclo com uma nova passagem pelo Santos em 1990, voltando no mesmo ano para o Japão, onde atualmente defende o Atletico Suzuka Club.
Rei Kazu, como ficou conhecido em seu país, foi o primeiro japonês a marcar um gol no futebol brasileiro, durante sua passagem pelo XV de Jaú, e foi campeão paranaense pelo Coritiba em 1989, sendo até hoje o maior artilheiro de sua seleção, apesar de inexplicavelmente nunca ter disputado uma Copa do Mundo. A reparação foi tentada no Mundial de Futsal em 2012, no qual os japoneses se despediram ainda na primeira fase, tendo o Brasil como um de seus rivais.
Musashi Mizushima

Um dos primeiros grandes atletas da história do futebol do Japão, Musashi Mizushima também começou sua trajetória no Brasil depois de ser “descoberto” por ninguém menos que Pelé, numa de suas visitas ao país asiático nos anos 1970. Incentivado pelo Rei a se aventurar do outro lado do mundo, Mizushima inicialmente foi indicado para as categorias de base do Santos, mas ganhou uma chance real no São Paulo, onde permaneceu por 10 anos e fez apenas um jogo como profissional, se transferindo em seguida para São Bento, Portuguesa e Santos.
Apesar de ter sido aproveitado apenas na base do Tricolor, Mizushima se consolidou como estrela em seu país, e inspirou o mangá Captain Tsubasa, no qual o personagem Oliver Tsubasa era um dos craques são-paulinos na versão em português, conhecida como Super Campeões. Encerrou a carreira aos 28 anos, e se tornou treinador, estando atualmente sem clube.
Masakiyo Maezono

Terceiro japonês a vestir a camisa do Santos na história, Maezono chegou ao Brasil após viver o auge em seu país defendendo o Yokohama Flügels e a seleção olímpica que disputou os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Indicado por Emerson Leão, o meio-campista estreou pelo Peixe em 1998 marcando um gol no empate contra a Portuguesa pelo Brasileirão, e depois atuou em mais quatro jogos, se transferindo no ano seguinte para o Goiás, onde também começou bem, mas acabou pouco aproveitado no decorrer da temporada.
Com o insucesso em solo verde-amarelo, Maezono volta para a Ásia para atuar por mais quatro anos no Japão e na Coreia do Sul, onde encerrou a carreira no começo da década de 2000.
Menção honrosa: Honda no Botafogo
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Uma das passagens mais recentes de um japonês pelo futebol brasileiro ocorreu em 2020, com o meia-atacante Keisuke Honda atuando pelo Botafogo, e deixando pouquíssimas saudades na torcida alvinegra. Depois de um início promissor e estreitando laços com o Glorioso, o craque com passagens por CSKA Moscou e Milan, solicitou a rescisão de contrato ao final daquele ano depois de enfrentar problemas dentro e fora de campo com o clube, mas encerrou sua passagem em fevereiro de 2021, após o encerramento do Brasileirão, adiado em virtude da pandemia de Covid-19.
Com apenas 3 gols em 27 jogos, Honda deixou o Brasil e voltou para a Europa, passando por um período sabático no qual se tornou dirigente e técnico, tendo fundado seu próprio clube, o Edo All United, e acumulado passagens pelo futebol de países como Butão, Azerbaijão e Lituânia.
Foto: Kaz Photography/Getty Images
