Guardiola, Itália, Manchester City
Copa do Mundo Futebol

Guardiola técnico da Itália? Entenda o que move esta especulação

Pep Guardiola foi cogitado para treinar a seleção italiana e há motivos que podem levar a esta contratação

A terceira tentativa fracassada consecutiva de jogar a Copa do Mundo gerou um recomeço imediato para a Itália. Desde a demissão de Gattuso, muitos técnicos foram cogitados para assumir o comando técnico da seleção italiana, incluindo Pep Guardiola.

De acordo com o jornalista Gian Paolo Laffranchi do jornal La Gazzetta dello Sport, a possibilidade existe. Os motivos para esta contratação seriam vários, passando do vínculo de Guardiola com a Itália até o desejo de treinar uma seleção nacional depois de vencer todos os títulos possíveis pelos clubes que treinou.

A relação de Guardiola com o país

No início do século XXI, Pep Guardiola jogou por clubes italianos em três anos. Atuando pela Roma e Bréscia, a passagem espanhol teve um momento conturbado em novembro de 2001, quando foi suspenso por quatro meses pelo uso da substância nandrolona.

Apesar deste episódio, Guardiola guarda as lembranças na Itália com muito carinho, especialmente a passagem pelo Bréscia. Para Gian Paolo, o vínculo afetivo do treinador pode ser uma oportunidade de comandar uma seleção nacional, desejo antigo do espanhol de 55 anos.

Seria um caminho parecido com Carlo Ancelotti. Porque o treinador italiano escolheu a seleção brasileira, após conquistar todos os títulos profissionais nos clubes que treinou.

O jornalista italiano entende que uma possível saída em bom momento pelo Manchester City seria a melhor opção a ser feita, visto que aconteceria após mais uma provável taça levantada pelo clube inglês: a Premier League de 2025/26, a sétima edição conquistada pelo comando do time.

A sensação de conseguir um sentimento diferente seria possível, assim como a exigência de descansar depois da clássica pressão competitiva clubística. Para isso, Gian Paolo compreende que Guardiola não teria pressa em fazer esta escolha, levaria apenas o tempo necessário antes de seguir um novo caminho.

Ao contrário do que vive a Itália, depois da terceira edição da Copa do Mundo sem disputa. A necessidade de conquistar resultados a curto prazo prevalece, por isso, pode convencer o treinador espanhol a aceitar este desafio.

A importância de encontrar um ambiente unido 

Em um esporte marcado pela inserção de patrocínios em contratação, a contribuição de um patrocinador para participar de um acordo de negociação seria fundamental, porém Pep Guardiola enxerga o futebol de outra maneira. Segundo Gian Paolo Laffranchi, Guardiola encara que a situação precisa acontecer em uma união de todos os sistemas do futebol.

Além disso, o aprendizado do treinador no vitorioso período em Manchester sobre a importância de encontrar um local coeso em que prevaleça a união de todos é visto como essencial para levar a Itália aos resultados que marcaram a sua história futebolística. Esta forma de ver o futebol tornou-se evidente no momento em que a torcida e jogadores apoiaram o goleiro Donnarumma depois do erro na vitória por 2 x 1 sobre o Arsenal.

O ambiente que ele encontrou nos tempos de jogador pelo Brescia se encaixa como ideal em uma possível ida à seleção italiana. Segundo Gian Paolo, Guardiola se sentiu amado, apoiado e protegido no time do norte da Itália.

Um exemplo que demonstra a paixão de Guardiola pela Itália aconteceu na final da Champions League de 2008/09, vencida pelo Barcelona sobre o Manchester United, em Roma. “Ele convidou seus amigos alvinegros, do então presidente Gino Corioni a Carletto Mazzone, um técnico que é muito querido e que ensinou a importância de ser o ponto focal de um grupo unido, homens que se respeitam e se apoiam mutuamente, acima de atletas e campeões, especialmente quando a vitória é difícil de alcançar porque seu time já não é o mais forte. Esses são princípios particularmente úteis para quem vai liderar a retomada do futebol italiano”, relembra o jornalista.

A referência do técnico Carlo Mazzone na vida de Pep Guardiola

Além do episódio citado por Gian Paolo, Mazzone ensinou para Guardiola a importância de aproveitar as qualidades dos principais jogadores, ainda que não reconstruiria a equipe em torno das características.

Bem como Mazzone foi responsável por tirar Andrea Pirlo e colocar no meio do ataque, tornando o Bréscia ousado, Guardiola reforçou o Manchester City colocando Donnarumma no gol e Haaland, deixando de lado a mentalidade do tiki-taka.

Pep faria uma Itália parecida com aquele Brescia, deixando mais improvável e ousada. A seleção teria elementos da filosofia de Guardiola, somados à harmonia e à essência do futebol arte.

Créditos da imagem da capa: Reprodução/Imago