A Suécia está de volta à Copa do Mundo. Jogando em casa, na Strawberry Arena, a equipe venceu a Polônia por 3 a 2, em um jogo movimentado e cheio de alternâncias, garantindo a vaga na edição de 2026.
Agora, a Suécia entra num grupo equilibrado e complicado com Holanda, Japão e Tunísia. A Polônia, por sua vez, desperdiça a última chance de Robert Lewandowski de jogar uma Copa do Mundo e começa a planejar o ciclo para 2030 sem seu maior astro.
O jogo
A partida teve um roteiro interessante porque não foi dominada por apenas um lado. Pelo contrário, a Polônia teve mais controle em vários momentos, especialmente no primeiro tempo, mas a Suécia foi mais eficiente. E, em jogos decisivos, isso costuma fazer toda a diferença.
Logo na etapa inicial, os poloneses mostraram mais presença ofensiva. Tiveram maior posse de bola, circularam melhor e conseguiram finalizar com mais frequência. Era um time mais confortável em campo, ditando o ritmo e tentando pressionar a defesa sueca. Ainda assim, faltava transformar esse volume em vantagem no placar.
E foi justamente aí que a Suécia se destacou. Mesmo com menos ações ofensivas, foi cirúrgica quando teve oportunidade. Aos 19 minutos, Anthony Elanga apareceu bem e abriu o placar praticamente na primeira finalização da equipe. Um exemplo claro de eficiência: pouco volume, mas muita precisão.
A Polônia não demorou a reagir. Seguiu insistindo, criando boas chances e esbarrando em uma atuação segura do goleiro Nordfeldt. Até que, aos 33 minutos, Nicola Zalewski conseguiu o empate, fazendo justiça ao que o time produzia em campo naquele momento.
O jogo parecia caminhar para um empate no intervalo, mas a Suécia voltou a surpreender. Já na reta final do primeiro tempo, Isak Hien apareceu livre na área após cobrança de falta e marcou de cabeça. Mais uma vez, os suecos aproveitaram bem uma oportunidade pontual para retomar a vantagem.
Na volta para o segundo tempo, o cenário não mudou muito. A Polônia manteve a postura ofensiva, continuou buscando o jogo e não se abateu com o placar adverso. Isso ficou evidente logo aos 10 minutos, quando Karol Swiderski empatou novamente após boa jogada coletiva.
Nesse momento, o jogo ficou completamente aberto. A Polônia parecia mais próxima da virada, pela consistência e pela forma como ocupava o campo ofensivo. Já a Suécia passou a sofrer mais, com dificuldades para manter a mesma organização defensiva dos minutos anteriores.
Mas foi justamente nesse momento de pressão que apareceu a principal estrela da equipe. Viktor Gyokeres decidiu. Aos 43 minutos do segundo tempo, já perto do fim, o atacante mostrou oportunismo e garantiu o gol da vitória, selando a classificação sueca.
Esse tipo de lance resume bem o jogo: enquanto a Polônia construiu mais, a Suécia foi mais decisiva nos momentos-chave. Em partidas eliminatórias, isso costuma ser determinante.
Suécia não brilha, mas volta à Copa do Mundo aos trancos e barrancos
Com a vitória, a Suécia confirma sua 13ª participação em Copas do Mundo. A última havia sido em 2018, quando fez uma campanha sólida e chegou até as quartas de final. Agora, retorna ao cenário mundial com um time competitivo, ainda que com pontos a ajustar.
Além disso, existe a possibilidade de um confronto com o Brasil no mata-mata, dependendo da classificação. Isso adiciona ainda mais expectativa para a campanha sueca no torneio.
Do lado polonês, fica a frustração. A equipe teve momentos melhores no jogo, criou mais oportunidades e mostrou capacidade de competir em alto nível. No entanto, falhou nos detalhes, especialmente na marcação em bolas paradas e na eficiência defensiva.
Jogadores como Zalewski e Swiderski fizeram sua parte ofensivamente, mas o time não conseguiu sustentar o resultado nos momentos decisivos. E, em um jogo desse nível, pequenos erros acabam sendo decisivos.
No fim, a partida deixa uma leitura clara: a Suécia soube jogar o jogo eliminatório. Não precisou dominar, mas foi eficaz quando teve chances. Já a Polônia, apesar do bom volume, não conseguiu transformar desempenho em classificação.
Agora, os suecos seguem para a Copa com moral, mas conscientes de que precisarão evoluir. A eficiência que garantiu a vaga pode não ser suficiente contra adversários mais fortes. Ainda assim, a vaga veio, e isso é o que realmente importa neste tipo de confronto.
(Foto: Getty Images)