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Henry Cejudo pode fazer sua última luta no UFC 323; relembre a trajetória dele

Henry Cejudo é, sem sombra de dúvidas, um dos nomes mais marcantes da história recente do MMA. Com uma trajetória que une excelência atlética, superação pessoal e conquistas únicas, ele se consolidou como uma lenda viva do esporte.

Agora, prestes a enfrentar Payton Talbott no UFC 323, em uma luta anunciada, Cejudo pode encerrar uma jornada brilhante, digna de todas as homenagens possíveis. Caso aconteça a aposentadoria definitiva do Triplo C, o evento ganhará um motivo para se tornar histórico.

Campeão olímpico de wrestling, aos 21 anos, nos Jogos de Pequim em 2008, Cejudo foi o mais jovem norte-americano a conquistar o ouro na modalidade. Essa conquista, além de histórica, mostrou desde cedo a capacidade competitiva e a mentalidade vencedora que o acompanhariam ao longo de toda a sua carreira.

Após encerrar seu ciclo na luta olímpica, ele migrou para o MMA, estreando profissionalmente em 2013 e chegando ao UFC em 2014, onde foi dono de uma trajetória fantástica, digna de Hall da Fama.

Henry Cejudo: Do ouro olímpico ao ouro duplo no UFC e o status de lenda do esporte

Dentro do Ultimate, Cejudo rapidamente se destacou por sua base de wrestling inigualável e pela impressionante evolução técnica. Em 2018, alcançou um dos maiores feitos de sua carreira ao derrotar Demetrious Johnson, considerado imbatível naquele momento, e conquistar o cinturão peso-mosca. A vitória veio por decisão dividida no UFC 227, encerrando o longo reinado de “Mighty Mouse” e abrindo caminho para uma nova era na divisão.

No ano seguinte, Cejudo subiu para o peso-galo e, no UFC 238, venceu Marlon Moraes por nocaute técnico, tornando-se campeão simultâneo em duas categorias de peso, um feito raríssimo na organização. Com isso, nascia o apelido “Triple C”: campeão olímpico, campeão peso-mosca e campeão peso-galo. Essa marca o colocaria definitivamente no panteão dos grandes da história do MMA.

Henry Cejudo foi campeão dos moscas e galos do UFC
Henry Cejudo foi campeão dos moscas e galos do UFC (Imagem: Divulgação UFC)

Após defender o cinturão dos galos contra Dominick Cruz no UFC 249, em 2020, Cejudo surpreendeu ao anunciar sua aposentadoria. A decisão foi recebida com respeito, mas também com lamento, já que ele se afastava no auge de sua forma.

No entanto, sua inquietação competitiva falou mais alto, e ele retornaria ao octógono em 2023, desafiando Aljamain Sterling pelo título dos galos, luta a qual perdeu por decisão dividida.

Em 2024, enfrentou Merab Dvalishvili, também sem sucesso, e em 2025 foi derrotado por Song Yadong por decisão unânime. Apesar dos resultados, sua presença continuava gerando interesse e admiração.

Agora, aos 38 anos, Cejudo se prepara para encarar o jovem talento Payton Talbott, no UFC 323, em Las Vegas, nesse que pode ser um adeus definitivo ao octógono mais famoso do mundo.

Talbott representa a nova geração, um lutador em ascensão, mas Cejudo entra com a responsabilidade e o prestígio de quem já venceu tudo o que havia para vencer. Será um choque de eras e, para Cejudo, uma última oportunidade de encerrar sua carreira com a cabeça erguida e mais uma vitória para sua já impressionante galeria.

O legado de Henry Cejudo vai muito além das estatísticas. Ele é um exemplo de versatilidade, inteligência de luta, disciplina extrema e coragem para se reinventar. Não apenas venceu grandes nomes como Johnson, Dillashaw, Moraes e Cruz, como também enfrentou críticas, retornou do topo, aceitou desafios arriscados e nunca se escondeu de nenhum oponente.

Fora do octógono, tornou-se uma personalidade influente, com presença constante nas mídias especializadas, ajudando a construir narrativas e a educar o público sobre a complexidade do esporte.

Se de fato essa for sua última luta, Henry Cejudo se despede como um dos atletas mais completos da história das artes marciais mistas. Um campeão de verdade, que carregou não apenas cinturões, mas a honra de representar seu país, sua disciplina e sua paixão pelo combate.

O nome de Henry Cejudo já está eternizado na história do UFC e do esporte mundial, e sua última caminhada ao octógono será, antes de tudo, uma celebração da grandeza deste personagem icônico da história do MMA Mundial.

(Imagem de capa: Divulgação UFC)