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IndyCar: Hollinger compara a experiência de ser proprietário na Indy e na Fórmula 1

Brad Hollinger, coproprietário da equipe Juncos na IndyCar, está entre os poucos que viveram os mundos da Fórmula 1 e da IndyCar na perspectiva de um proprietário de time.

Em 2014, o americano que nasceu na Pensilvânia mergulhou no auge do automobilismo e se tornou o segundo maior acionista e membro do conselho da Williams. Ele passou seis anos com a equipe inglesa antes de vender sua participação de 15%, e em 2021, investiu em uma visão apresentada por Ricardo Juncos e se tornou Coproprietário da Juncos Hollinger Racing (JHR) e foi para a IndyCar series.

Em quase três temporadas na categoria, a JHR evoluiu ano após anos, a ponto de quase chegar ao pódio há duas etapas, onde o francês Romain Grosjean conquistou o quarto lugar em Laguna Seca, conquistando o melhor resultado da equipe na categoria.

Hollinger: Lembranças de sua passagem na Williams

Estando nas mesmas funções em ambas as categorias, Hollinger compartilhou em entrevista ao site Motorsport.com sobre suas ideias sobre como as duas categorias de monoposto se comparam.

”De certa forma, é quase idêntico”, disse Hollinger. ”O prazer, a paixão, a emoção, é muito parecido, sem dúvida. Acontece que eu acertei perfeitamente com a equipe Williams.

”A equipe fracassou depois do acordo com a BMW, então eles trouxeram Totó Wolff e ele fez algumas mudanças, todas para o bem da equipe. Trouxeram Pat Symonds, que fez um ótimo trabalho de reconstrução.

”A primeira corrida que fui depois que comprei foi o GP da Áustria em 2014; nos classificamos em primeiro e em terceiro naquela prova, terminamos em terceiro lugar no campeonato mundial e na temporada de 2015. Então, foi como um conto de fadas muito bom, para dizer o mínimo.

”Então, como eles tendem a fazer na Fórmula 1, o dinheiro secou um pouco. Claire (Williams) assumiu o lugar do pai e ficou difícil ser competitivo, aí não ficou tão divertido. Tornou-se mais um negócio ouro e muito menos um esporte divertido e apaixonante”.

Ida para a IndyCar

Em 2021, Hollinger partiu para os Estados Unidos em busca de uma nova aventura na IndyCar, numa função diferente do que tinha na equipe inglesa na F1 e fez comparações sobre o modo de controle das equipes.

”Compare isso com a IndyCar, onde uma equipe totalmente nova. Ricardo fez um ótimo trabalho ao criar uma equipe na categoria de base, IndyNXT, mas eu sei que tinha participação de uma prova no calendário, a Indy 500, alguns anos antes de entrar no grid principal”, disse Hollinger.

”Eu queria entrar na categoria, como também eu adoraria entrar na F1. É sigficativamente diferente. A corrida, para mim, é infinitamente melhor. É muito competitiva e com os carros muito mais próximos. Mas o que eu amo de verdade é a atmosfera, porque para mim é muito mais agradável, muito mais aberta, não tendo muitas coisas fechadas que você tem na F1.

”Tipo, meu deus, você não pode tirar uma foto; eles escondem tudo. É tipo, ‘pelo amor de deus, rapazes, é corrida!’. Então é uma atmosfera muitos mais legal. Na IndyCar as pessoas se ajudam. Sim, há um pouco de acirramento e pilotos se rivalizando e todo esse tipo de coisa. Isso é normal em qualquer esporte, seja ele qual for, seja futebol americano, baseball, basquete.

”Então, eu realmente gosto muito da IndyCar porque ela simplesmente é muito mais divertida”, finalizou.

Levando alguns conselhos da F1 para organizar a JHR

Este ano, em particular, a JHR fez mudanças significativas para impulsionar o seu time. Durante o período de férias. eles trouxeram Mark Myers, um veterano de 22 anos no automobilismo, incluindo quatro anos na Arrow McLaren, para assumiu o papel de diretor de Marketing, juntamente com a promoção interna de Lee Zohlman, que assumiu o cargo de diretor comercial após atuar como consultor sênior da equipe.

Em maio, a JHR anunciou a chegada de David O’Neill, ex-diretor esportivo e gerente da equipe Haas F1, como seu novo diretor de equipe. Hollinger acredita que seus aprendizados na F1 como parte do conhecimento do que implementar na IndyCar em um esforço para encontrar mais sucesso na categoria.

”Certamente trazer Myers e O’Neill foi um grande passo para toda a equipe”, disse Hollinger. ”Esses são caras que vem de organizações significativas como Haas e McLaren. Eles estão fazendo uma estrutura organizacional e um modelo que funciona muito bem nas corridas. Para chegar ao topo, acho que é exatamente isso que preciso.

”Você não precisa ter a visão certa, a paixão certa e a cultura certa, como também precisa ter um time que conheça a hierarquia, que saiba e faça quais são as responsabilidades. Acho que essa ordem é necessária e, com o talento que temos agora, conseguimos fazer isso”.