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Inglaterra e Espanha aplicam nova regra contra cera dos goleiros; mudança seria excelente no Brasileirão

Na última semana, a Inglaterra anunciou nova regra para combater a cera de goleiros em suas competições. Dessa vez, foi a Espanha quem aderiu às normas e irá testá-las nesta temporada. Assim como foi na Copa do Mundo, há um foco grande das federações em diminuir o desperdício de tempo durante os confrontos.

E o Brasileirão precisa seguir estes exemplos.

David Raya, Unai Simon e Joan Garcia, goleiros da Espanha na Copa 2026 — Foto: Reuters/Nathan Ray Seebeck
Goleiros da Espanha na Copa do Mundo de 2026. Foto: Reuters/Nathan Ray Seebeck

Inglaterra e Espanha testam nova regra

A Federação Inglesa de Futebol (FA) informou que, quando o goleiro se lesionar, um jogador de linha será obrigado a sair de campo por pelo menos um minuto. Por enquanto, haverá apenas testes, mas serão aplicados em todos os torneios profissionais no país, sejam masculinos ou femininos.

A International Football Association Board (IFAB) aprovou a regra e a Real Federação Espanhola (RFEF) decidiu que irá usá-la na nova temporada. O técnico do time do goleiro lesionado será o responsável por escolher quem sai de campo. Se não apontar alguém após 10 segundos da autorização da entrada médica, o capitão será obrigado a deixar o campo.

Há exceções: faltas nos goleiros, sangramento ou necessidade de atendimento urgente. Em qualquer outra situação em que o arqueiro caia e sinalize que precisa de atendimento, alguém irá sair de campo. Nos últimos anos, foi observada uma tática em que o goleiro cai para permitir uma conversa dos treinadores com os outros atletas. O comunicado da RFEF foca neste ponto.

“Este protocolo de testes está relacionado com as simulações táticas do goleiro — que são desleais e concedem ao treinador a oportunidade de transmitir instruções ou orientações táticas aos jogadores. Essa tática evoluiu porque as regras não obrigam o goleiro que recebeu atendimento e/ou tratamento médico a deixar o campo de jogo; portanto, não existe nenhuma medida dissuasória para a solicitação de tal atendimento ou tratamento.”

Pelo mundo todo, isso tem acontecido cada vez mais, incluindo no Brasileirão. Dessa forma, seria mais uma excelente regra que poderia ser importada pela CBF.

Goleiro Rafael, do São Paulo, recebe atendimento médico em campo — Foto: Fabio Giannelli/AGIF
Rafael, goleiro do São Paulo, recebe tratamento médico em campo. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

Brasileirão precisa desta regra

Os goleiros estão protegidos pelas próprias regras do futebol. Se estão lesionados e precisam de atendimento, o jogo é paralisado para que isso ocorra. Contudo, os clubes passaram a abusar dessa situação, com cada vez mais arqueiros simulando sentir dores e precisando pausar a partida.

A partir dessa parada, os técnicos conversam com os jogadores e passam novas instruções. O problema é que, além de algo tático, também é usado como cera, gastando tempo em que a bola deveria estar rolando em campo. Não é uma novidade e já foi observado diversas vezes no Brasileirão, na Copa do Brasil ou em qualquer outra competição nacional.

Em 2025, chegou a ter uma grande polêmica quando Léo Jardim, jogador do Vasco, recebeu dois cartões amarelos por retardar o reinício da partida. O árbitro Flavio Rodrigues de Souza entendeu como cera; por isso, aplicou as punições, resultando na expulsão do goleiro. Depois, o clube chegou a afirmar que houve uma lesão e pediu afastamento do juiz, mas nada aconteceu.

Entretanto, se uma regra como a que será testada na Inglaterra e na Espanha estivesse em vigor, a polêmica não teria acontecido. Com tantas situações em que a arbitragem vira o centro das partidas, uma nova como essa também serve para proteger todos os envolvidos.

No Brasil, cera tem sido cada vez mais usada, assim como simulações, o que anda irritando quem assiste ao futebol brasileiro. A norma aplicada ao goleiro é essencial para uma tentativa de melhorar a situação por aqui.

Foto: Fernando Moreno/AGIF