A Inglaterra voltou a demonstrar seu favoritismo com uma vitória por 2 a 0 sobre o Panamá na última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Com novidades na escalação (entradas de Saka e Rashford), os Three Lions sofreram para vencer a retranca panamenha, mas contaram com a estrela Jude Bellingham para aliviar o perigo não conseguir a primeira colocação no Grupo L, já que a Croácia venceu Gana nesta rodada.
O Panamá não decepcionou, chegando a levar perigo ao gol de Pickford em diversas ocasiões. Porém, a falta de pontaria acabou sendo determinante e o time da América Central terminou sua participação na Copa sendo o único a não balançar as redes.
Recorde histórico
Ao marcar o segundo gol da vitória inglesa, Harry Kane se tornou o maior artilheiro inglês da história das Copas, chegando à marca de 11 tentos, superando Gary Lineker. Na atual edição da Copa do Mundo, o camisa 9 do Bayern de Munique tem três gols marcados.

Resumo do jogo: Primeiro tempo
O primeiro tempo ficou marcado pela insistência da Inglaterra em jogar pelos lados. Se nos dois primeiros jogos isso acabou resultando em uma enxurrada de críticas à Madueke e Anthony Gordon, Marcus Rashford e Bukayo Saka tiveram, no mínimo, um desempenho mais aceitável do que a dupla que iniciou os confrotos anteriores.
A retranca do Panamá se saiu vitoriosa na primeira etapa, mas ao menos, os ingleses conseguiam oferecer alternativas para chegar ao ataque através do jogo lateral. Isso porque, quando Saka ou Rashford jogavam na amplitude, os panamenhos dobravam a marcação, chamando um zagueiro para auxiliar o lateral. Isso criava espaços para infiltrações de Bellingham ou Anderson.
Porém, com o passar do tempo, o treinador Thomas Christiansen reorganizou a marcação ao recuar ainda mais os meias Bárcenas e Harvey para marcarem os dois meias adversários individualmente. Talvez sem a pressão de buscar a classificação, o Panamá adotou uma postura ofensiva mais intensa do que nos últimos duelos.
José Luis Rodrigues, ponta esquerda, atuava como uma espécie de segundo atacante para auxiliar Tomás Rodríguez em transições rápidas. Apesar do domínio inglês, a melhor chance da primeira etapa foi panamenha: aos 26 minutos, José Rodrigues saiu nas costas da defesa pela esquerda e finalizou cruzado, forçando defesa difícil de Pickford.
Kane teve uma participação quase mínima na fase ofensiva, muito pela excelente marcação do zagueiro José Cordoba, destaque absoluto dos 45 minutos iniciais. Com dificuldade de finalizar, o time de Thomas Tuchel sentiu falta de mais incisividade do meia Morgan Rogers, principalmente com chutes de longa distância.
Segundo tempo
No início da segunda etapa, um chute colocado de José Rodrigues levantou a esperança de uma possível zebra no confronto, mas esta finalização acabou sendo a última de perigo do time da América Central. Tuchel não promoveu muitas mudanças táticas no intervalo, com exceção de liberar Bellingham e Anderson a subirem mais para o ataque.
Aos 12 minutos, Harry Kane criou a melhor chance da Inglaterra no confronto até então, recebendo lançamento de Bellingham e finalizando cruzado para excelente defesa de Mosquera. Pouco depois, o primeiro gol inglês na partida saiu.
Em cobrança de escanteio de Saka no primeiro poste, Jude Bellingham deu um leve toque na bola para enganar Mosquera e abrir o placar. Pouco depois, o camisa 10 dos Three Lions fez uma excelente jogada individual pela esquerda na linha de fundo, driblando a marcação e fazendo um cruzamento preciso em direção à Kane, que balançou as redes.
O Panamá chegou a pressionar o gol adversário após os tentos do time inglês, mas com pouquíssima precisão – no segundo tempo, o time panamenho finalizou 8 vezes, nenhuma delas em direção ao gol. José Fajardo até chegou a marcar nos acréscimos, mas o tento foi anulado por impedimento. A seleção centro-americana terminou a Copa como a única equipe sem marcar um gol.
Resultado: Inglaterra 2 – 0 Panamá
Foto principal: ANGELA WEISS / AFP