O Inter Miami, de Lionel Messi, sofreu mais um fiasco e foi eliminado pelo Nashville SC na Concacaf Champions Cup. O time americano não consegue embalar resultados e o futebol apresentado também passa longe do esperado. Na MLS, está na 3ª colocação na Conferência Leste, mas a tendência é não ir tão longe na competição.
O desastre na Concacaf: eliminação precoce e o gol histórico de Messi
A eliminação na rodada de 16 da Concacaf Champions Cup 2026 representou o ponto mais baixo da era Messi no Inter Miami. Após empate sem gols no primeiro jogo em Nashville, o segundo confronto em Fort Lauderdale terminou em 1-1, com o Nashville avançando pelo critério de gols fora.
Lionel Messi abriu o placar aos 7 minutos com um belo chute de pé esquerdo após assistência de Sergio Reguilón, marcando seu 900º gol na carreira profissional, um marco histórico que não evitou a frustração coletiva.
O gol de Cristian Espinoza aos 74 minutos, em uma jogada desorganizada na defesa do Miami (com interferência de três jogadores próprios no goleiro Dayne St. Clair), decidiu a série. Essa foi a última partida do time no Inter Miami CF Stadium (Chase Stadium) em Fort Lauderdale antes da mudança para o novo Nu Stadium em abril.
O resultado chocou porque o Miami havia batido o Nashville anteriormente na Leagues Cup 2023 e nos playoffs da MLS Cup 2025, mas falhou no momento crucial.
O técnico Javier Mascherano assumiu a responsabilidade: “A verdade é que não tenho nada a reprovar nos jogadores. Eles deram tudo, e o responsável por essa eliminação sou eu”. Ele escalou o time titular após rodízio na MLS anterior (empate sem gols com Charlotte FC), mas o ataque não converteu chances e a defesa cedeu em erro coletivo.
As contratações da offseason que ainda não renderam
Após conquistar a MLS Cup 2025 (vitória por 3-1 sobre Vancouver), o co-proprietário Jorge Mas declarou abertamente que o objetivo principal de 2026 era a Concacaf Champions Cup para garantir vaga no Club World Cup 2029. O clube investiu pesado na offseason para reforçar o elenco após aposentadorias de Sergio Busquets e Jordi Alba.
Principais chegadas incluíram:
- Germán Berterame (US$ 15 milhões do Monterrey): Atacante mexicano com bom histórico na Concacaf, mas zero gols em sete jogos até agora (MLS + Champions Cup), sem impacto ofensivo.
- Rodrigo De Paul (recorde de US$ 17 milhões): Médio argentino que não dominou o meio-campo; a dupla com Yannick Bright foi superada pelo ataque de Nashville (Espinoza, Mukhtar, Madrigal, Surridge).
- Sergio Reguilón (lateral esquerdo ex-Tottenham): Saiu lesionado aos 39 minutos, continuando tendência de lesões desde a chegada no verão anterior.
- Dayne St. Clair (goleiro, MLS Goalkeeper of the Year 2025 do Minnesota): Teve dificuldades na distribuição e foi prejudicado por desorganização defensiva no gol sofrido.
Essas contratações visavam substituir ícones e elevar o nível continental, mas falharam em entregar resultados imediatos. A equipe do Inter Miami mostrou desequilíbrio, especialmente na defesa (fragilidade em bolas paradas e transições) e na criação além de Messi.
O que sobra na MLS e as grandes perguntas para o futuro do Inter Miami
Na MLS 2026, o Inter Miami ocupa a 3ª posição na Conferência Leste após poucas rodadas (cerca de 4-7 jogos disputados, com recorde aproximado de 2-1-1 ou similar em amostras iniciais, 7 pontos, saldo neutro).
Apesar da posição razoável, o desempenho é inconsistente: empates sem brilho e falta de domínio mesmo contra times médios. A tendência aponta para dificuldades em playoffs profundos, sem o mesmo brilho de 2025. As grandes questões agora:
Messi (aos 38 anos) continua decisivo (900 gols, contribuições constantes), mas precisa de mais suporte coletivo. O time depende excessivamente dele? As novas contratações vão se adaptar e justificar os investimentos, ou o elenco segue vulnerável?
Mascherano mantém confiança da diretoria após eliminação precoce, ou mudanças táticas/contratações adicionais são necessárias? O sonho de Club World Cup 2029 (via título continental) está adiado, forçando foco total na MLS para resgatar a temporada.
O fiasco na Concacaf expôs fragilidades apesar do investimento. Com a mudança de estádio e pressão por resultados, o Inter Miami precisa reagir rápido para não desperdiçar o talento de Messi. Sem rumo claro, o projeto “Freedom to Dream” enfrenta seu maior teste.


