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Futebol Brasileirão

Internacional encerra jejum histórico, vence a Chapecoense e ganha fôlego na luta contra o Z-4

O Internacional finalmente voltou a vencer no Brasileirão. Depois de 10 partidas sem conquistar três pontos, uma das piores secas do clube na história da competição, o Colorado derrotou a Chapecoense por 2 a 1 neste sábado (12), na Arena Condá, pela 27ª rodada. O resultado também encerra um jejum de cinco anos sem vitória do Inter no estádio.

Mais do que a atuação, o resultado tem peso pelo momento que o time atravessava. O Internacional chegou a Chapecó pressionado e precisava interromper uma sequência que vinha comprometendo sua situação no campeonato. Não apresentou um futebol dominante durante os 90 minutos, mas foi mais eficiente nos momentos decisivos e soube resistir à pressão na reta final.

A Chapecoense, por sua vez, termina a partida com a sensação de que poderia ter conseguido mais. Teve volume, principalmente no segundo tempo, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio territorial em chances suficientes para buscar o empate.

Inter é eficiente em um primeiro tempo equilibrado

A Chapecoense começou encontrando espaços para atacar. Aos cinco minutos, Bruno Pacheco colocou a bola na área e Everton e Túlio Eduardo tiveram uma boa oportunidade em uma sequência que terminou com a finalização para fora.

O Inter, porém, encontrou seu caminho para o gol aos 24 minutos. Carbonero recebeu uma inversão de jogo, avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para trás. Bruno Henrique apareceu na entrada da área e bateu forte, sem dar chances para Anderson.

Foi uma jogada que resumiu uma das principais características do Colorado na partida: objetividade quando conseguiu acelerar.

A Chapecoense continuou buscando o ataque e encontrou o empate no fim do primeiro tempo. Aos 45 minutos, Marcinho fez um excelente lançamento para Garcez, que apareceu entre os defensores e cabeceou contra o movimento de Matheus Cunha.

O 1 a 1 refletia um primeiro tempo equilibrado, com os dois times conseguindo explorar momentos específicos.

Chapecoense cresce, mas Inter volta a marcar

A diferença entre volume e eficiência ficou ainda mais evidente na etapa final.

Aos 11 minutos, a Chapecoense já tinha 59% de posse de bola, nove finalizações contra três e duas grandes chances, contra nenhuma do Internacional. A pressão também aparecia em campo: aos 15, Túlio Eduardo recebeu pela esquerda e finalizou colocado, obrigando Matheus Cunha a fazer uma grande defesa.

O momento era favorável à equipe da casa.

Só que o Internacional encontrou novamente uma oportunidade para mudar a partida. Aos 21 minutos, Anderson iniciou a construção, Eduardo Doma não conseguiu dominar e Carbonero aproveitou. O atacante recuperou a bola, driblou o defensor e bateu. A finalização passou por baixo do goleiro e colocou o Inter novamente na frente.

Foi um erro grave da Chapecoense, mas também um momento em que o Colorado fez o que vinha faltando durante seu longo jejum: aproveitou a oportunidade.

Carbonero decide e Matheus Cunha sustenta

Carbonero foi o grande personagem do Internacional. Participativo nos dois gols, apareceu justamente nos momentos em que o Colorado conseguiu transformar suas oportunidades em vantagem.

Mas a vitória não pode ser explicada apenas pela eficiência ofensiva.

Depois do segundo gol, o Internacional recuou e passou a defender com uma linha de cinco, priorizando a proteção da vantagem. A Chapecoense ficou ainda mais com a bola, mas encontrou dificuldade para transformar a posse em perigo real.

Matheus Cunha também teve papel importante. Além da defesa no chute de Túlio Eduardo, mostrou segurança nas bolas levantadas para a área e, aos 41 minutos, interceptou um cruzamento antes que a jogada pudesse ganhar maior perigo.

O Inter não controlava a partida pela posse. Tentava controlar os espaços que a Chapecoense precisava para chegar ao empate.

Reta final mostra estratégias opostas

As substituições reforçaram essa diferença.

A Chapecoense colocou Bolasie, Bruno Matias, Rubens, Fernando e Borrero em campo, aumentando a presença ofensiva na tentativa de encontrar o empate. O time continuou avançando e passou a exercer pressão ainda maior nos minutos finais.

O Internacional fez o movimento contrário. João Victor, Juninho, Sanabria e Ronaldo entraram para reforçar a estrutura defensiva, enquanto Alan Patrick e Paulinho deixaram o campo. Carbonero, autor dos dois gols, também saiu aos 39 minutos.

A estratégia era clara: abrir mão de parte do protagonismo com a bola para aumentar as chances de sustentar o resultado.

Nos minutos finais, o clima ainda esquentou. Alan Patrick e Bernabei discutiram fortemente, enquanto Villagra e Marcinho protagonizaram outra confusão perto da linha de fundo. Em campo, a tensão refletia o peso dos três pontos para os dois lados.

Uma vitória que vale pelo contexto

O Internacional não sai da Arena Condá com a impressão de ter resolvido seus problemas. A equipe sofreu em diferentes momentos, permitiu que a Chapecoense tivesse mais posse e precisou defender muito na reta final.

Mas, diante do contexto, o resultado tem enorme valor.

O Colorado precisava voltar a vencer. Depois de 10 rodadas sem conseguir isso no Brasileirão, qualquer triunfo teria peso especial. Conseguir os três pontos fora de casa, justamente contra um adversário que também luta contra o rebaixamento, interrompe uma sequência que já ganhava proporções históricas.

E ainda encerra o tabu de cinco anos sem vitória na Arena Condá.

Para Paulo Pezzolano, é um respiro importante. A pressão não desaparece depois de uma única partida, especialmente porque a situação na tabela continua delicada. Mas o treinador agora tem uma vitória para recuperar parte da confiança do elenco e trabalhar com um ambiente diferente.

A Chapecoense precisa olhar para o que produziu e também para o que deixou escapar. Teve volume, pressionou o Internacional e criou boas oportunidades, sobretudo no segundo tempo. Faltou, porém, transformar essa superioridade em gols.

No fim, a partida foi decidida pela eficiência.

A Chapecoense teve mais bola e pressionou mais. O Internacional aproveitou melhor os momentos decisivos e soube proteger a vantagem quando precisou. Não foi uma vitória construída pelo domínio, mas pela capacidade de punir o erro adversário e resistir quando o jogo ficou desconfortável.

Depois de 10 partidas sem vencer, era exatamente disso que o Colorado precisava.

Foto: Divulgação/Internacional