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Itália luta para evitar vexame e ir à Copa 2026; Confira

A Itália, tetracampeã mundial, continua sendo uma das seleções mais vencedoras da história da Copa do Mundo, mas vive o risco real de ficar novamente fora da fase final pela terceira edição consecutiva. Depois de não garantir vaga para Rússia 2018 e Catar 2022, a derrota por 4 a 1 para a Noruega, no último domingo, pelas Eliminatórias Europeias, em pleno San Siro, sacramentou a perda da classificação direta para o Mundial de 2026, deixando a Azzurra seis pontos atrás das líderes. Com o segundo lugar no grupo, a equipe comandada por Gennaro Gattuso foi empurrada para a repescagem — um território que nos últimos anos trouxe apenas frustrações e episódios dolorosos.

Primeiro, a Itália caiu diante da Suécia por 1 a 0 no agregado, em confrontos de ida e volta, ficando fora da Copa do Mundo de 2018. Quatro anos depois, a Azzurra sofreu uma das eliminações mais traumáticas de sua história ao ser derrotada em casa por 1 a 0 pela Macedônia do Norte, ainda nas semifinais dos playoffs, frustrando o sonho de disputar o Mundial de 2022, no Oriente Médio, mesmo após ter conquistado a Eurocopa de 2020 contra a Inglaterra, nos pênaltis, no Estádio de Wembley, em Londres.

A Copa do Mundo de 2026 — sediada por Canadá, México e Estados Unidos e marcada para junho e julho do próximo ano — contará pela primeira vez com 48 seleções. Gattuso, atual treinador da Itália, criticou o novo processo classificatório e pediu à Fifa mudanças, afirmando que em sua época como jogador os melhores segundos colocados avançavam diretamente ao Mundial. Agora, a Azzurra aguarda o sorteio da repescagem, marcado para a próxima quinta-feira (20), para conhecer seu adversário — estando a dois confrontos de voltar ao torneio, após 12 anos de ausência.

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Início turbulento deixa a Itália sob pressão e ameaçada de novo fracasso rumo a 2026

Apesar de ter levantado o troféu da Eurocopa em 2020, a Itália não disputa uma Copa do Mundo desde 2014, quando superou a Inglaterra, mas caiu diante de Costa Rica e Uruguai, parando ainda na fase de grupos. E a caminhada para 2026 começou da pior forma possível.

A derrota apática por 3 a 0 para a Noruega na estreia — com direito a gol de Erling Haaland — fez Luciano Spalletti anunciar publicamente sua própria saída dois dias depois, embora ainda tenha dirigido o time na vitória por 2 a 0 sobre a Moldávia.

Desde então, a Itália passou a correr atrás da liderança enquanto a Noruega abriu vantagem com uma campanha impecável: sete vitórias consecutivas e 33 gols marcados, sendo 14 deles de Haaland. Nesse cenário, a federação apostou em Gennaro Gattuso, ex-meio-campista combativo, bicampeão da UEFA Champions League pelo Milan e campeão mundial em 2006.

Apesar de títulos como a Copa da Itália com o Napoli, sua carreira como treinador acumula passagens breves e irregulares: 23 dias na Fiorentina sem estrear, sete meses no Valencia e cinco no Olympique de Marseille. Seu último trabalho havia sido no Hajduk Split, e sua chegada à seleção foi recebida com desconfiança.

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Objetivos claros, mas Itália tem a necessidade de evolução até março na próxima Data Fifa para encarar a repescagem

Mesmo sob críticas, a Itália ganhou fôlego sob o comando de Gennaro Gattuso, marcando 18 gols nos primeiros cinco jogos. Um 5 a 0 sobre a Estônia abriu a sequência, seguido de um eletrizante 5 a 4 contra Israel e vitórias por 3 a 1 e 3 a 0 nos reencontros com estonianos e israelenses.

Contra a Moldávia, porém, o time sofreu para encontrar espaços até marcar dois gols no fim e garantir o 2 a 0 que manteve vivas — ainda que mínimas — as chances de vaga direta, posteriormente encerradas pela vitória norueguesa sobre a Estônia.

Apesar de terminar em segundo lugar do Grupo I nas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026, a Itália terá de encarar dois jogos únicos na repescagem em março para assegurar participação no Mundial — competição que venceu em 1934, 1938, 1982 e 2006.

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Itália tenta exorcizar traumas e salvar a vaga na Copa de 2026

Mais uma vez, a Azzurra precisa superar um cenário emocionalmente delicado. Depois de outra campanha irregular, a tetracampeã volta à sempre temida repescagem — ambiente que, nos últimos anos, virou sinônimo de colapso. As eliminações para Suécia (2017) e Macedônia do Norte (2022) criaram cicatrizes profundas e transformaram qualquer jogo decisivo em um teste psicológico.

Agora, o desafio é ainda mais duro. A Itália poderá enfrentar seleções que chegam em alta após boas campanhas, como Ucrânia, Irlanda, República Tcheca e Albânia — equipes fisicamente intensas, organizadas e perigosas em transição, exatamente o tipo de confronto que tem complicado a Itália contemporânea.

O discurso interno, contudo, foca em blindagem emocional e reconstrução. Mais do que ajustes táticos, o desafio é recuperar confiança, agressividade e capacidade de controlar grandes partidas — aspectos que vêm faltando ao time nos últimos ciclos.

A repescagem também ganha equilíbrio extra por causa da Nations League: Suécia, Romênia e Irlanda do Norte, líderes de seus grupos, já asseguraram vaga no caminho alternativo. Isso torna o playoff uma mistura de seleções fortes eliminadas nas Eliminatórias com outras premiadas pela regularidade continental.

O objetivo da Itália é cristalino: impedir que a repescagem se transforme em mais um pesadelo. Garantir a vaga no Mundial não é apenas meta esportiva — tornou-se uma necessidade institucional para preservar o projeto, proteger a nova geração e recuperar prestígio global. Pressionada e cercada por dúvidas, a seleção entra na rota decisiva não apenas precisando superar adversários, mas também os próprios fantasmas.

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Mesmo sob tensão, a Itália ainda é tratada como candidata ao título do Mundial de 2026

Caso consiga confirmar a classificação e evitar um novo desastre, a Itália desembarcará no Mundial de 2026 mantendo algo raro entre seleções em crise: respeito internacional. Apesar das turbulências, analistas, treinadores e rivais ainda consideram a Azzurra uma postulante natural ao título — sustentada tanto por sua história quanto pelo talento de sua atual geração.

A percepção dominante na Europa é que, quando a Itália chega ao Mundial, quase nunca atua como figurante. São quatro títulos, uma Euro recente (2021) e uma tradição de crescer justamente nos momentos de maior pressão. Para muitos, as ausências em 2018 e 2022 não apagam a qualidade do grupo atual, que reúne jogadores capazes de competir em alto nível com qualquer potência.

A defesa segue sendo uma das mais respeitadas do continente, mesmo em renovação. O meio-campo, repleto de atletas técnicos e dinâmicos, é visto como a base para um possível renascimento. E embora o ataque enfrente críticas pela irregularidade, o país dispõe tanto de jovens promissores quanto de veteranos decisivos — especialmente em torneios curtos.

Especialistas destacam também a força mental italiana, um elemento intangível, mas decisivo. A seleção costuma ganhar estabilidade quando chega ao ambiente de Mundial, tornando-se um adversário duro para qualquer um.

Nada disso, porém, elimina o alerta: antes de pensar em favoritismo, a Itália precisa garantir presença no torneio. Os erros acumulados impedem qualquer confiança plena. Mas, uma vez classificada, a Azzurra voltará a figurar na lista de candidatos ao título — ao lado de França, Espanha, Inglaterra, Argentina e Brasil. A condição é simples: primeiro evitar novos tropeços; depois, reencontrar o protagonismo que sempre acompanhou a camisa azul.

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