O atacante Gabriel Jesus viveu, nesta terça-feira (20), uma noite que pode representar um verdadeiro divisor de águas em sua caminhada pelo Arsenal nesta temporada, sob a liderança do técnico Mikel Arteta. Após quase um ano afastado dos gramados em razão de uma grave lesão no ligamento cruzado anterior, o brasileiro voltou a corresponder às expectativas criadas pelo alto investimento do clube londrino ao marcar dois gols na vitória por 3 a 1 sobre a Internazionale, no lendário Giuseppe Meazza, pela sétima rodada da fase de liga da UEFA Champions League 2025/26.
Em sua primeira partida como titular na competição nesta edição, Jesus demonstrou que o faro de gol que o consagrou no futebol inglês segue intacto, mesmo após um longo período de recuperação. O camisa 9 abriu o placar logo aos 10 minutos, aproveitando um rebote dentro da área, e voltou a marcar ainda no primeiro tempo, desta vez completando de cabeça um cruzamento preciso. Mais do que estatísticas, os gols simbolizaram superação, resiliência e o retorno ao protagonismo em um Arsenal que sonha alto em todas as frentes da temporada.
Antes de brilhar na vitória do Arsenal sobre a Internazionale pela UEFA Champions League, Gabriel Jesus definiu a atuação como uma “noite de sonho”. Ao fim da partida, o atacante explicou que marcar no Giuseppe Meazza teve um significado especial, já que desde criança assistia a grandes jogos no estádio e imaginava viver momentos como aquele. “É uma noite dos sonhos. Ver um estádio assim e marcar aqui me emocionou, porque sempre sonhei com isso”, afirmou em entrevista ao Amazon Prime.
Para o Arsenal, que domina a Premier League e lidera a classificação geral da UEFA Champions League com 100% de aproveitamento, a grande atuação de Jesus devolve a Arteta um dilema positivo no setor ofensivo. Com o brasileiro recuperando espaço e concorrentes como Viktor Gyökeres e Kai Havertz também à disposição, o treinador passa a contar com mais alternativas para manter o alto nível ofensivo em uma temporada que promete ser exigente tanto no cenário nacional quanto internacional.
O impacto da exibição vai além do resultado. Jesus havia retornado aos gramados apenas em dezembro, acumulando poucos minutos e sendo utilizado majoritariamente como opção no banco, enquanto readquiria ritmo após 11 meses afastado. Sua última sequência relevante havia ocorrido no início da campanha atual, mas sem regularidade. Ao marcar dois gols em uma noite europeia de alta pressão — contra um adversário sólido como a Internazionale — o brasileiro voltou a se colocar no centro das atenções do Arsenal nesta temporada.
Além da satisfação pessoal, seus gols fortaleceram a campanha continental dos Gunners, que mantiveram a invencibilidade e conquistaram mais uma vitória convincente na fase de liga da UEFA Champions League. O desempenho garante vantagens importantes no formato da competição, que podem ser decisivas nas fases eliminatórias. O próximo desafio do Arsenal agora será diante do Manchester United, neste domingo (25), às 13h30 (horário de Brasília), pela 23ª rodada da Premier League 2025/26, no Emirates Stadium.
Para o atacante Gabriel Jesus, a atuação pode representar o início de um ressurgimento não apenas técnico, mas também emocional. Após enfrentar lesões graves, o atacante volta a demonstrar confiança para encarar os grandes desafios da temporada, tanto na Premier League quanto na UEFA Champions League. Se o desempenho desta terça-feira servir como parâmetro, o Arsenal tem motivos para acreditar que o camisa 9 pode reencontrar sua melhor versão justamente nos momentos decisivos.

Como Gabriel Jesus vem ressurgindo no Arsenal e por que pode ser fundamental para Arteta
O Arsenal entra em uma fase crucial da temporada e, junto com esse momento decisivo, surge uma versão renovada de Gabriel Jesus. Depois de um período marcado por lesões, falta de sequência e questionamentos sobre seu papel no time, o atacante brasileiro volta a apresentar sinais claros de que pode reassumir protagonismo no projeto de Mikel Arteta. Mais do que gols, o que se observa é um jogador recuperando confiança, intensidade e impacto coletivo — marcas que sempre definiram sua importância no futebol inglês.
O processo de retomada passa, antes de tudo, pela condição física. Após meses lidando com limitações, Jesus voltou a exibir mobilidade, explosão nos primeiros metros e capacidade de pressionar a saída de bola adversária, fundamentos essenciais no modelo de jogo do Arsenal. Arteta sempre deixou claro que valoriza atacantes participativos, e nesse aspecto o brasileiro continua oferecendo algo diferenciado em relação a outras opções do elenco.
Do ponto de vista técnico, a evolução é perceptível a cada jogo. Seu posicionamento entre os zagueiros voltou a ser mais inteligente, alternando infiltrações em profundidade com recuos estratégicos para gerar espaços. Essa leitura tática beneficia diretamente jogadores como Bukayo Saka e Gabriel Martinelli, que encontram mais liberdade para explorar os lados. Além disso, a melhora na tomada de decisão dentro da área — antes alvo de críticas — indica um atacante mais confiante e eficiente.
Outro fator relevante é a experiência em jogos grandes. Campeão da Premier League e habituado a campanhas profundas na Champions League, Jesus carrega um repertório competitivo que pesa em partidas de alta pressão. Em um elenco jovem, essa bagagem se transforma em valor agregado, tanto dentro de campo quanto no vestiário.
Para Arteta, o retorno de Jesus amplia o leque tático. O treinador passa a contar com um jogador capaz de atuar como referência central, flutuar pelos lados ou dividir funções em sistemas mais móveis. Essa versatilidade permite ao Arsenal variar sua forma de atacar sem perder identidade, algo fundamental diante de adversários que já conhecem bem o padrão dos Gunners.
Há também um impacto psicológico evidente. Um Gabriel Jesus confiante eleva o nível competitivo do grupo, aumenta a disputa interna por posições e reduz a dependência excessiva de outros jogadores para decidir partidas. Em um calendário cada vez mais congestionado, essa profundidade ofensiva pode ser determinante na luta por títulos.
O grande desafio agora é transformar boas atuações em regularidade. Se conseguir manter a forma física e o nível de desempenho, Gabriel Jesus tem tudo para voltar a ser um dos pilares do Arsenal na reta final da temporada. Para Arteta, trata-se de recuperar não apenas um atacante, mas um símbolo de intensidade, versatilidade e mentalidade vencedora — elementos essenciais para quem busca conquistas maiores.

Gabriel Jesus brilha pelo Arsenal e abre caminho para possível retorno à Seleção Brasileira com Ancelotti
A atuação de Gabriel Jesus na vitória por 3 a 1 do Arsenal sobre a Internazionale, pela UEFA Champions League, foi mais do que um grande momento individual: pode marcar um passo importante rumo ao retorno do atacante à Seleção Brasileira, em um cenário no qual Carlo Ancelotti começa a desenhar o time nacional para os desafios do ciclo até a Copa do Mundo de 2026.
Após quase um ano afastado dos gramados por conta da lesão no ligamento cruzado anterior, Jesus voltou a atuar em dezembro de 2025 e, diante da Inter, mostrou estar novamente pronto para brilhar em grandes palcos. Os dois gols no Giuseppe Meazza ajudaram o Arsenal a garantir a liderança invicta da fase de grupos da Champions League e a assegurar vaga antecipada nas oitavas de final.
A exibição no estádio Giuseppe Meazza — um dos palcos mais emblemáticos do futebol europeu — foi definida pelo próprio jogador como “uma noite dos sonhos“. Sem marcar na principal competição de clubes desde novembro de 2023, Jesus utilizou o confronto como um símbolo de recuperação de confiança e intensidade após um período longo e desafiador.
No contexto da Seleção Brasileira, a comissão técnica liderada por Ancelotti trabalha com a perspectiva de renovação e definição de um elenco competitivo para 2026. O treinador italiano, atento ao futebol europeu, tem observado de perto jogadores brasileiros que atuam em alto nível, buscando opções que possam contribuir tanto no curto quanto no médio prazo.
A situação de Gabriel Jesus, no entanto, exige cautela. O atacante já declarou publicamente o desejo de voltar a vestir a camisa da Seleção, reconhecendo que manter saúde, ritmo e impacto no clube é o caminho mais consistente para atrair novamente a atenção da comissão técnica. Sua experiência em Copas do Mundo — ainda que sem gols — pode ser encarada como um diferencial, sobretudo se acompanhada de desempenho regular em jogos decisivos.
Ancelotti, que acompanha atentamente o calendário europeu, terá nas próximas convocações oportunidades importantes para testar variações ofensivas. Amistosos previstos para março contra seleções de alto nível devem servir como laboratório para confirmar ou descartar nomes em observação.
Se Gabriel Jesus mantiver atuações de alto impacto no Arsenal — aliando gols, mobilidade e influência tática — sua candidatura a uma vaga no ataque brasileiro ganhará força. Nesse cenário, o desempenho no clube inglês se torna um argumento sólido para que Ancelotti considere o atacante como uma opção real, ao lado de outros brasileiros em destaque na Europa.
Essa possibilidade se alinha à lógica atual da Seleção: equilibrar juventude e experiência, priorizando jogadores com ritmo competitivo e capacidade de adaptação ao modelo de jogo. Após a noite memorável em Milão, Gabriel Jesus reforça sua presença nesse debate — não como uma lembrança do passado, mas como um nome renovado e pronto para voltar a vestir a camisa verde e amarela.
(Foto: Getty Images)