Na última terça-feira, foi anunciado por Tom Pelissero, insider da NFL, que o Denver Broncos chegou a um acordo com o running back JK Dobbins para um contrato de um ano (US$ 5.25 milhões) com a franquia. Em 2024, Dobbins jogou pelo rival de divisão, Los Angeles Chargers, onde tentava se firmar na liga após uma passagem marcada por lesões pelo Baltimore Ravens.
Seus números foram bem honestos para quem buscava um recomeço: 13 partidas (11 como titular), 905 jardas terrestres (1058 jardas de scrimmage) e 9 touchdowns terrestres. Sua temporada de reafirmação na NFL lhe rendeu o segundo lugar na votação para o “Comeback Player of the Year“, perdendo para Joe Burrow.
Qual o impacto que JK Dobbins terá no Broncos?
A surpreendente temporada no time de Mile High se deu muito por conta do talento do quarterback Bo Nix. A aposta no produto de Oregon funcionou, onde o camisa #10 mostrou que pode comandar um ataque de forma competente e levando o time aos playoffs pela primeira vez desde os tempos de Peyton Manning (2015).
Porém, um fator que pesou contra Denver foi o jogo terrestre. Os números foram medianos no quesito (13º em jardas terrestres totais), onde o líder do time foi Javonte Williams (513), seguido de Jaleel McLaughlin (496) e do próprio Nix (430). Com Williams voltando de lesão e não sendo o jogador de outrora (e saiu para assinar com o Dallas Cowboys na free agency), coube ao time optar por uma repaginada e buscar novos nomes.
Nesse sentido, entra Dobbins. Vindo da temporada onde mais atuou desde o ano de calouro, ele chega para trazer a experiência e um nome mais tarimbado para o Broncos. Além da sua vinda, o time já havia selecionado RJ Harvey na segunda rodada do último draft. Apenas McLaughlin e Audric Estimé retornam para 2025, mostrando um grupo repaginado para carregar a bola e trazer melhores resultados em Colorado.
Pensando em fantasy
Para quem está fazendo o draft em ligas dynasty, a ida de Dobbins pode acabar diminuindo o valor de RJ Harvey para a primeira temporada, no mínimo. O produto de UCF teve números sólidos pela universidade no ano passado (1.578 jardas, 22 TDs terrestres) e para um time sem um RB1 garantido, era um nome que pairava entre os 5 RBs calouros mais visados nessas ligas.
O que não pode espantar o “GM” de escolhê-lo é pelo fato de ter ganhado uma concorrência. Pois outro fator para não fazê-lo(a) pensar duas vezes é justamente Dobbins. Pois o recém-contratado pela equipe só atuou em 15 jogos numa temporada no seu primeiro ano de liga. Infelizmente, ele é um jogador propenso a lesões. Então, a surpresa maior seria Dobbins passar ileso nesse quesito.
Para ligas redraft, manter a aposta para as rodadas medianas para o final do seu draft. No momento em que este texto está sendo publicado, Dobbins aparece como o RB61. No Fantasypros, ele aparece na Tier 7 junto com os seus companheiros de time, exceto Harvey (Tier 4 – RB27).
Para uma aposta de tiro curto, é o que colocamos como risco calculado. Mesmo com seu longo histórico de contusões, o novo running back vai complementar bem os demais jogadores de sua posição no Broncos, dará ao calouro Harvey um bom mentor e pode elevar o nível do jogo terrestre de Denver. Ter um ataque que não seja unidimensional já é um começo e ajudaria a aliviar a pressão em cima de Bo Nix. Um jogo terrestre eficiente é o melhor amigo do quarterback (Philadelphia Eagles e Detroit Lions são exemplos na NFL atual).
Caso as lesões continuem a ser um fator, será um vínculo de apenas um ano. Se a experiência não ter certo, o time volta a procura de outro nome para compor esse grupo em 2026.
