João Fonseca se tornou o tenista mais jovem a vencer uma partida na Laver Cup. Mesmo que seja um torneio de exibição, a postura e qualidade do brasileiro no jogo chamaram a atenção. Além disso, mesmo não valendo nada para a ATP, todos ali querem ganhar, o que ficou bem claro com a irritação de Alexander Zverev e Carlos Alcaraz em seus confrontos.
A vitória de João gerou diversos elogios, com alguns ex-tenistas e lendas comprovando que a empolgação com o carioca é real. Patrick Rafter, vice-capitão do Time Mundo e ex-número 1, afirmou:
“Ele é incrivelmente maduro, tem um ótimo cérebro para o tênis. É calmo, aberto a sugestões, aprende rápido. Isso mostra o quanto pode evoluir. Em um ano será grande, em dois anos pode ser excepcional. O jogo dele já tem sinais de maturidade: saque agressivo, pressão no ponto seguinte, boa devolução.”
Em outro momento, em participação no podcast tal, o australiano apontou João como alguém que pode desafiar Carlos Alcaraz e Jannik Sinner no futuro. Ainda fez questão de dizer: “esse garoto, se fosse seu filho, você ficaria feliz. Me dá vontade de chorar falando sobre ele. Todos os atributos apontam que será um dos grandes.”
Empolgação com João Fonseca é mundial
No começo, muitos brasileiros se mostravam empolgados com a promessa João Fonseca. Mas, quanto mais o jovem de 19 anos evolui, mais é mostrado que as expectativas são justificadas. Não só isso, mas pessoas do meio também estão cada vez mais ‘fonsequizados’. Durante a partida de João, Andre Agasse, capitão da Equipe Mundo, estava em êxtase.
Depois do confronto, a lenda do tênis elogiou o atleta: “É confiante. É como se houvesse uma segurança que ele tem dentro de si que é um verdadeiro trunfo em uma quadra de tênis. Ele não busca validação de ninguém, acredita que pode melhorar sempre e eu adoro isso. É uma combinação difícil.”
E continuou: “Tive a oportunidade de estar perto dele por alguns dias, o que tem sido muito empolgante, ver o jogo dele de perto, mas também ver a maneira como ele processa, a maneira como se comporta, como ele pensa, a mentalidade dele. Cada parte do jogo dele é competitiva.”
Outras lendas, que estavam de fora, também fizeram questão de elogiar Fonseca. Andy Roddick, em uma edição especial de seu podcast, Served, direto do local onde está acontecendo a Laver Cup, também rasgou elogios ao brasileiro:
“Vimos os melhores momentos dele antes de você chegar e as pessoas puderam assistir naquele monitor. Ele deu seis forehands que deixaram todos boquiabertos. O ritmo que ele consegue imprimir é incrível. Parece que ele está aprendendo a jogar tênis em tempo real, mas essa velocidade na raquete não se ensina.”
O americano ainda comparou com Alcaraz e Sinner, reconhecendo que ainda não é uma posição justa: “Não quero comparar com o Carlos, pois é injusto, mas estou dizendo que dos jogadores do circuito, Sinner faz isso às vezes, Carlos pode disparar de qualquer lugar. Fonseca nessa quadra quando tem tempo… Quer dizer, foi uma loucura ontem (sexta-feira).”

Longo caminho pela frente
Apesar dos enormes elogios, também é importante reconhecer que João Fonseca só está no começo de sua carreira. Como Rafter e Roddick apontaram no podcast, muita coisa ainda precisa dar certo para que o brasileiro concretize as expectativas. E alguns desses fatores sequer podem ser controlados pelo tenista.
Como o fato de não sofrer lesões e ficar saudável, por exemplo. No entanto, o que vemos agora é um atleta que está no caminho certo. E, se nada der errado, João Fonseca tem grandes chances de ficar entre os melhores do mundo nos próximos anos.
Foto: Ezra Shaw/Getty Images for Laver Cup



