O Boston Celtics vive um offseason de reestruturação após a eliminação precoce nos playoffs. Com Jayson Tatum e Jaylen Brown como pilares, a diretoria busca reforços para voltar a brigar pelo título. O Draft da NBA 2026, marcado para terça e quarta-feira no Brooklyn, é o ponto de partida.
Embora seja possível que os Celtics troquem uma ou ambas as picks (27ª e 40ª), vamos analisar sete nomes que podem cair no final da primeira rodada ou no início da segunda e se encaixam bem no projeto de Boston.
Isaiah Evans, ala/armador do Duke
Isaiah Evans é um atirador de elite que se movimenta bem sem bola, melhorou o drive no último ano em Duke e tem ótimo instinto defensivo. Com 1,98 m, joga com confiança e se encaixaria perfeitamente no sistema de arremessos de três pontos dos Celtics. Seu teto e piso são altos, e ele mostrou capacidade de evolução constante.
Se Evans cair até a 27ª escolha, os Celtics devem correr para selecioná-lo. Caso contrário, uma troca para subir no draft seria interessante. Evans tem o perfil de ala moderno que Boston tanto valoriza.
Alex Karaban, ala do UConn
Natural de Southborough, Karaban construiu uma carreira brilhante em UConn. É um bom arremessador, defensor versátil e jogador extremamente inteligente. As dúvidas giram em torno de sua capacidade de criar jogadas sozinho e marcar guards rápidos.
Se os Celtics mantiverem Baylor Scheierman e Sam Hauser, Karaban pode não fazer sentido. Mas se trocar um deles, ele seria o substituto ideal. Sua experiência em campeonatos universitários e habilidade em espaços limitados seriam úteis em playoffs.
Tarris Reed Jr., pivô do UConn
Companheiro de Karaban, Reed brilhou no NCAA Tournament. Melhorou o footwork no garrafão, mas ainda tem espaço para crescer. Tem motor impressionante, é feroz e tira o melhor dos companheiros. Reed poderia aprender com Neemias Queta e disputar minutos com Amari Williams. Sua presença física e energia defensiva seriam valiosas para o garrafão dos Celtics, que precisa de profundidade interna.
Meleek Thomas, ala/armador do Arkansas
Darius Acuff Jr. roubou holofotes em Arkansas, mas Thomas foi igualmente impressionante. Com 1,96 m e 84 kg, o ala/armador acertou 41,6% das bolas de três em 5,3 tentativas por jogo. No NCAA Tournament, marcou 21, 19 e 17 pontos, com aproveitamento acima de 45% em cada partida. Thomas tem upside enorme e pode ser um roubo no draft. Seu estilo combina bem com Tatum e Brown, especialmente pela idade (19 anos). Ele seria uma adição jovem e versátil ao perímetro.
Emanuel Sharp, Armador do Houston
Sharp é uma ameaça defensiva e foi peça-chave no sucesso recente do Houston. Tem faro para a bola, alcance impressionante e joga com intensidade máxima. Apesar de ter apenas 1,91m, compensa com força física. Sharp é o tipo de jogador cuja mentalidade vencedora contagia o vestiário e costuma aparecer nos momentos decisivos. Sua habilidade de arremesso de longa distância e defesa agressiva seriam úteis no sistema de Boston.
Aaron Nkrumah, ala/armador do Tennessee State
Nkrumah é uma das boas histórias do draft. Natural de Worcester, começou no Quinsigamond College, passou por Nichols e Worcester State antes de brilhar no Tennessee State. Sob o comando de Nolan Smith, ex-Duke, ele teve média de 17,7 pontos, 5,5 rebotes e 3 assistências na última temporada. Aos 24 anos, o sharpshooter tem experiência e parece pronto para dar o próximo passo. Sua trajetória de superação seria um exemplo positivo no vestiário dos Celtics.
Joshua Jefferson, ala do Iowa State
Jefferson é intrigante por seus 2,06 m. Pode marcar pivôs no garrafão e também sair para arremessar de fora. Move-se bem para o tamanho, é passador habilidoso e tem motor alto. Parece um daqueles jogadores que, independentemente da posição exata (provavelmente ala-pivô), brilham onde forem colocados. Os Celtics precisam de mais pontuação no garrafão, e Jefferson tem potencial para ajudar nessa área.
Por que esses nomes fazem sentido para os Celtics?
Os Celtics têm um elenco experiente, mas precisam de profundidade e juventude. Com picks no final da primeira e no início da segunda rodada, o foco deve ser em jogadores com potencial imediato e upside alto. Evans e Thomas trazem arremesso e versatilidade no perímetro. Karaban e Jefferson adicionam tamanho e inteligência. Reed e Nkrumah reforçam o garrafão. Sharp traz defesa e energia.
A diretoria precisa equilibrar o presente com o futuro. Manter Tatum e Brown como estrelas exige complementos que não ocupem muito espaço salarial, mas que elevem o nível. Esses sete nomes oferecem opções realistas. O draft é oportunidade de adicionar talento sem gastar fortunas.
Estratégia geral dos Celtics no Draft
Boston pode usar as picks para selecionar ou trocar. Se Evans ou Thomas caírem, são roubos. Caso contrário, reforçar o garrafão com Reed ou Jefferson faz sentido. A rotação atual tem limitações em profundidade, especialmente se houver lesões. Jovens com motor alto e habilidade defensiva encaixam no DNA do time.
Os Celtics vêm de uma temporada de altos e baixos. A eliminação precoce mostrou que o elenco precisa de mais opções. O Draft é o primeiro passo. Com boa seleção, o time pode voltar mais forte na próxima temporada.
O futuro em Boston depende de acertos agora. Esses sete nomes representam caminhos diferentes, mas todos com potencial para ajudar. Os Celtics têm tradição de desenvolver talento. Qualquer um desses jogadores poderia se beneficiar do ambiente vencedor de Boston.
A torcida espera reforços. O Draft 2026 pode ser o começo de uma nova era de competitividade. Boston sonha com mais um título. E esses jovens podem ajudar a tornar esse sonho realidade.
Foto: NCAA.