O líder Palmeiras recebeu o Santos disposto a manter a vantagem na liderança do Brasileirão, mas o Peixe demonstrou uma postura aguerrida e soube jogar com a bola no pé. Com isso, o visitante chegou a abrir o placar, mas o Verdão melhorou no segundo tempo e empatou o clássico, ficando no 1 a 1.
O início da partida fugiu do esperado, o Santos começou melhor e se manteve assim até o seu gol, com Rollheiser, o melhor jogador em campo no Allianz Parque. Outros dois nomes também mereceram destaque na etapa inicial, o volante Oliva, que ganhou os duelos no meio, e o goleiro Brazão, que fez pelo menos um milagre.
Na etapa complementar, o Peixe também esteve melhor no início, mas as mexidas de João Martins fizeram efeito e o Palmeiras passou a dominar a partida, chegando ao empate e quase virando o confronto.
Para o Verdão, o empate é amargo, pois pode perder dois pontos de vantagem para Flamengo e Fluminense, que em caso de vitória ficarão quatro pontos atrás do Palmeiras, que na próxima rodada enfrenta o Remo fora de casa.
Já o Santos, sai momentaneamente da zona do rebaixamento com esse empate, ganhando duas posições, mas ao final da rodada pode voltar, caso Atlético Mineiro e Internacional não percam seus jogos. Mas, mais do que o resultado, o que valeu foi a postura do time, que demonstrou grande evolução.
Confira em detalhes como foi esse ótimo clássico da saudade, que se apresentou com um surpreendente equilibrou e alternância de domínio.

Santos é melhor e sai na frente
O jogo começou bem equilibrado, com os dois times batalhando pela bola no meio-campo, lutando por cada palmo de campo. Apesar disso, ninguém conseguia uma boa escapada ofensiva. A primeira foi do Palmeiras, com Arthur sozinho na esquerda, recebendo e finalizando para fora com perigo.
Apesar da primeira finalização do Palmeiras, o Santos adiantou as linhas e tomou uma postura ofensiva, mesmo fora de casa. E, aos 14 minutos, foi a vez do Peixe finalizar. Rollheiser veio pelo meio e bateu de fora da área para a defesa de Carlos Miguel.
O Santos seguia mais perigoso. Oliva era o dono do meio-campo e recuperava bolas importantes. Ele fez isso duas vezes seguidas: a primeira terminou num chute de Rollheiser travado e a segunda num lance onde o argentino serviu Gabigol e o centroavante, na cara de Carlos Miguel, chutou no goleiro.
Entretanto, dois minutos depois, Igor Vinicius roubou a bola no meio, passou para Gabriel Bontempo, que fez ela chegar em Rollheiser, o argentino recebeu a bola e bateu no canto, sem chance para Carlos Miguel, abrindo 1 a 0 para o Peixe.
Após o gol, o Palmeiras se mandou para o ataque. Aos 31 minutos, Marlon Freitas deu um belo passe por cima para Arthur, que dominou na área, mas sem ângulo, chutou na rede pelo lado de fora. A tendência era de um início de pressão verde.
Aos 37 minutos, o gol do Palmeiras esteve muito maduro. Marlon Freitas recebeu na frente da área e conseguiu um passe mágico para Árias, que saiu na cara do gol, o colombiano finalizou, mas Brazão saiu fechando o ângulo e defendeu com o pé direito. Um verdadeiro milagre.
Um minuto depois o Palmeiras veio de novo. Andreas Pereira bateu o escanteio, Gustavo Gómez ajeitou e Maurício finalizou no canto esquerdo de Gabriel Brazão, mas a bola foi para fora. O Verdão não conseguia aparecer inteiro para finalizar.
Dois minutos depois, foi a vez de Khellven receber em velocidade e cruzar na cabeça de Árias, ele cabeceou bonito, mas a bola foi por cima. A pressão palmeirense seguia enorme, alugando o campo de ataque.
O Palmeiras dominava a posse de bola, mas o Santos, mesmo jogando atrás, também conseguia ser perigoso. Numa boa saída com pressão, Rollheiser deu uma caneta linda e finalizou nas mãos de Carlos Miguel. O jogo era ótimo!
E assim, com o Palmeiras atacando e o Santos se defendendo, o primeiro tempo passou e o Peixe foi para o intervalo na frente, pois soube capitalizar no seu melhor momento em campo. O segundo tempo prometia muito.
Palmeiras amassa no fim, mas fica no empate
A etapa complementar começou, surpreendentemente, com o Santos no ataque, buscando o segundo gol. Logo aos dois minutos, Rollheiser recebeu no meio da área e deu uma assistência linda para Barreal, que na cara do gol, bateu para fora.
O Peixe seguia melhor, dominando completamente as ações. Aos cinco minutos, mais uma boa oportunidade santista. Um contragolpe muito bem armado, Rollheiser cruzou, Bomtempo ajeitou e Igor Vinicius soltou uma bomba e obrigou Carlos Miguel a fazer uma defesaça, salvando o que seria o segundo gol dos visitantes.
Aos poucos o Palmeiras foi crescendo na partida e tentando empurrar o Santos para atrás. Eis que aos 18 minutos, Allan roubou a bola de Barreal num lance duvidoso e passou para Andreas Pereira, que cruzou por baixo e Flaco López apareceu sozinho no meio da área para colocar 1 a 1 no placar do Allianz Parque.
Depois do empate a partida ficou equilibrada, com muita disputa no meio e os dois times tentando propor jogo. A partida era tensa e a qualquer momento um gol poderia sair para qualquer um dos lados. O clássico era excelente!
O Palmeiras era bem mais perigoso. Aos 39 minutos, Jhon Árias fez uma jogadaça pela esquerda e cruzou para Paulinho que chutou com muito perigo. Mas estava em impedimento. E, dois minutos depois, o próprio Árias saiu na cara do gol, mas bateu para ótima defesa de Brazão.
Só que o Palmeiras era muito intenso ofensivamente. Aos 43 minutos, após escanteio da esquerda, a bola sobrou para Luis Pacheco, que de fora da área bateu com muito perigo, passou perto demais. O segundo gol palmeirense parecia maduro.
O gol até saiu nos acréscimos, mas foi anulado pelo VAR, que verificou uma bola no braço de Árias antes de ir para as redes. E, dessa forma, o ótimo duelo terminou empatado, num resultado que pareceu justo pelo que as duas equipes apresentaram.
Final: Palmeiras 1×1 Santos
(Imagem de capa: Cesar Greco/Palmeiras/By Canon)