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Futebol Brasileirão

John Textor decide processar Leila Pereira nos EUA e contrata advogado do “Fifagate”

A novela John Textor vs. Leila Pereira ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (12). O dirigente americano do Botafogo pretende processar a mandatária do Palmeiras, e para isso, contratou o advogado Paul Tuchmann, famoso pela participação no “Fifagate”, para processar Leila nos Estados Unidos.

Tuchmann é um ex-promotor do Departamento de Justiça dos EUA e esteve envolvido diretamente no Fifagate, a maior investigação sobre corrupção na história do futebol, que levou à prisão de vários dirigentes, incluindo o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.

“Ela cruzou a linha. Eu vou atrás dela. Eu contratei Paul Tuchmann, que teve papel determinante na queda de dirigentes da Fifa. Ele agora está no setor privado, é advogado. Eu vou olhar de forma responsável o que pode ser feito. Estou obviamente sendo atacado”, afirmou John Textor, em entrevista ao site GloboEsporte.

Citando uma “ordem executiva” assinada pelo presidente dos EUA que consiste em restringir a entrada de pessoas que “estiverem envolvidas com corrupção, incluindo lavagem de dinheiro ou obstrução de processos investigativos, entre outros atos” no país, Textor falou sobre o motivo de decidir processar a mandatária palmeirense.

“Não é um crime, porque Leila não fez nada nos EUA, mas é uma regra anticorrupção. Diz que as pessoas que impedirem ou obstruírem investigações anticorrupção podem perder seus vistos e podem perder seu direito de visitar os EUA. Do ponto de vista de calúnia ou difamação, é claro. Ela faz uma campanha, dizendo na imprensa internacional que John Textor precisa pagar pelos crimes que cometeu”, afirmou.

Auditor do STJD também deve ser processado por John Textor

Além de Leila Pereira, Textor também incluiu Mauro Marcelo de Lima e Silva, auditor do STJD, na lista de pessoas que “cruzaram a linha”. O auditor é autor de um relatório que recomenda uma suspensão de seis anos e uma multa de R$ 2 milhões para Textor, alegando que o dirigente do Botafogo fez acusações infundadas contra clubes, atletas e árbitros.

“Saiu uma manchete no “New York Times” dizendo que eu corria o risco de pegar uma suspensão de seis anos. Não acho que eu esteja [sob risco]. Esta foi só uma sugestão de um torcedor do Palmeiras”, finalizou o dirigente americano, dono da Eagle Football.