Com o objetivo de reforçar o elenco para a reta final da temporada, a Juventus acelerou nas últimas semanas as tratativas para viabilizar a chegada do atacante marroquino Youssef En-Nesyri, atualmente vinculado ao Fenerbahçe. A investida surge como resposta direta à carência ofensiva do time de Turim e deve ser interpretada não apenas sob o prisma esportivo, mas também como consequência das limitações financeiras e dos entraves operacionais enfrentados pela diretoria da Velha Senhora no mercado de inverno.
A procura por um novo camisa 9 tornou-se prioridade absoluta após os recorrentes problemas no setor ofensivo ao longo da temporada, intensificados pela lesão de Dusan Vlahovic e pela necessidade de oferecer mais alternativas ao técnico Luciano Spalletti. Inicialmente, a Juventus acompanhava de perto a situação do francês Jean-Philippe Mateta, do Crystal Palace, visto como principal alvo para a posição. No entanto, as conversas esfriaram diante da alta pedida do clube inglês — em torno de 40 milhões de euros — e de exigências contratuais consideradas excessivas pelos dirigentes bianconeri.
É dentro desse cenário que o nome de En-Nesyri ganha força. Com vínculo com o Fenerbahçe até 2029, o atacante marroquino perdeu espaço após a chegada de novos jogadores ao setor ofensivo na Turquia, o que, de forma paradoxal, facilita uma possível negociação já em janeiro. Paralelamente, a Juventus enxerga no jogador um perfil que alia experiência internacional, força física na área e capacidade de finalização — características que podem complementar o modelo de jogo idealizado por Spalletti, sobretudo em um momento decisivo na luta por uma vaga direta nas oitavas de final da UEFA Champions League.
Sob a ótica financeira, a operação envolvendo En-Nesyri também se mostra mais viável. Diferentemente de Mateta, cuja contratação exigiria um investimento elevado à vista, a Juventus avalia a possibilidade de um empréstimo com custos moderados e opção de compra ao fim da temporada. Esse formato permitiria maior margem de manobra em relação às regras do Financial Fair Play e reduziria o impacto imediato no orçamento do clube de Turim. Outro fator que adiciona urgência às negociações é a concorrência crescente no mercado.
Embora a Juventus esteja atualmente em posição confortável nas conversas com o jogador e com o Fenerbahçe, equipes como Napoli e alguns clubes da Premier League também demonstraram interesse recente no marroquino, sinalizando que En-Nesyri é visto de forma ampla como uma solução plausível em diferentes campeonatos europeus. Do ponto de vista esportivo, sua eventual chegada representa uma resposta pragmática às demandas imediatas da Juve: um atacante habituado a atuar em alto nível, tanto no contexto de clubes quanto no cenário internacional.
Ainda que não seja unanimemente considerado um dos atacantes mais explosivos do mercado, sua versatilidade e potencial de entrega no curto prazo o transformam em uma alternativa sólida diante das dificuldades enfrentadas nas negociações por Mateta. Em resumo, o movimento da Juventus por En-Nesyri reflete a convergência de vários fatores: restrições financeiras, necessidade urgente de reforçar o ataque, obstáculos em negociações com outros alvos e a ambição de manter competitividade tanto na Serie A quanto nas competições europeias.

Juventus vê em En-Nesyri o centroavante ideal para substituir Jonathan David e Lois Openda
A Juventus intensificou sua atuação no mercado de janeiro com um propósito bem definido: fortalecer o setor ofensivo com um centroavante de perfil mais clássico e confiável. O nome que ganhou protagonismo nos últimos dias é o de Youssef En-Nesyri, do Fenerbahçe, considerado pela diretoria e pela comissão técnica como a peça capaz de complementar — ou até superar — as opções atuais, especialmente diante do rendimento abaixo do esperado de Jonathan David e Lois Openda.
Desde a lesão de Dusan Vlahovic, o ataque da Juventus atravessa um período de instabilidade. Sem seu principal artilheiro, Luciano Spalletti precisou apostar em David e Openda como alternativas imediatas. Ambos chegaram cercados de expectativas, mas ainda não conseguiram se firmar como finalizadores consistentes. O canadense e o belga apresentam números discretos e dificuldade em assumir o protagonismo ofensivo esperado em um clube do porte da Velha Senhora.
Nesse contexto, En-Nesyri desponta como uma solução mais convincente. Aos 28 anos, o marroquino representa o estereótipo do centroavante tradicional: forte fisicamente, dominante no jogo aéreo e eficiente como referência na área. Segundo avaliações internas, esse conjunto de atributos se encaixa nas necessidades de um elenco que busca recuperar regularidade e contundência ofensiva nas competições nacionais e continentais.
Com uma trajetória consolidada no futebol europeu — especialmente pelo Sevilla, onde se destacou como goleador — En-Nesyri também agrega experiência e adaptabilidade. No Fenerbahçe, seus números não são espetaculares, mas demonstram capacidade de decisão em partidas relevantes, com gols importantes em ligas competitivas. Para a Juventus, isso o torna mais do que um simples reforço pontual: trata-se de uma tentativa clara de devolver ao time uma presença confiável na zona de finalização.
A escolha por En-Nesyri também é impulsionada pelas dificuldades em avançar em outras negociações. O caso de Mateta, inicialmente tratado como prioridade, tornou-se excessivamente complexo devido às altas exigências financeiras do Crystal Palace e dos representantes do jogador, levando a Juventus a buscar alternativas mais realistas no mercado de inverno.
Do ponto de vista tático, a chegada do marroquino na Juventus pode aliviar a pressão sobre Spalletti na busca por soluções imediatas. Enquanto David e Openda oferecem mobilidade e jogo em transição, En-Nesyri entrega aquilo que mais tem faltado ao time: presença física na área e maior objetividade na finalização.
Assim, a possível contratação de En-Nesyri vai além da simples adição de um novo nome ao elenco da Juventus. Trata-se de uma tentativa de reequilibrar um ataque irregular e oferecer maior segurança ofensiva no curto prazo. Em um cenário de cobrança por resultados e necessidade de estabilidade, apostar em um centroavante experiente pode ser o caminho para reverter a fase instável vivida por David, Openda e companhia — além de adicionar pragmatismo ao setor ofensivo bianconero.

En-Nesyri pode impulsionar o sucesso da Juventus e de Marrocos rumo à Copa do Mundo?
A eventual chegada de Youssef En-Nesyri à Juventus pode gerar impactos que extrapolam o desempenho do clube italiano, alcançando também a seleção marroquina na preparação para a Copa do Mundo de 2026. Embora a relação entre clubes e seleções seja complexa, no caso do atacante há elementos que sustentam a expectativa de que um bom momento no futebol italiano possa refletir positivamente na trajetória internacional dos Leões do Atlas.
En-Nesyri já deixou sua marca na história dos Mundiais. Em 2022, no Catar, foi protagonista de um dos episódios mais simbólicos da campanha histórica de Marrocos, que terminou com a inédita vaga na semifinal. Seu gol de cabeça contra Portugal, nas quartas de final, destacou sua impulsão e frieza em momentos decisivos, consolidando sua imagem como jogador de alto rendimento em grandes palcos.
Além disso, seu desempenho recente reforça essa percepção. Relatórios de 2025 apontam En-Nesyri entre os atacantes mais produtivos do cenário global, figurando em rankings de artilharia e marcando gols decisivos nas eliminatórias da Copa do Mundo, incluindo o tento que garantiu uma campanha perfeita de Marrocos na fase classificatória.
Ainda assim, o impacto individual não depende apenas de números. Condição física, ritmo de jogo e adaptação tática desempenham papel central. Ao longo da carreira, En-Nesyri alternou fases de grande produtividade com períodos de menor rendimento, muitas vezes ligados ao calendário intenso ou a processos de adaptação. Isso indica que seu sucesso dependerá também de como se encaixará no projeto esportivo da Juventus e de sua capacidade de manter regularidade ao longo da temporada — fator que costuma influenciar diretamente seu desempenho pela seleção.
Para Marrocos, o Mundial de 2026 representa a chance de confirmar a evolução demonstrada em 2022. Classificada com autoridade, a seleção entra em um cenário competitivo que inclui potências tradicionais, como Brasil e Escócia. Nesse contexto, contar com um atacante em alta no futebol europeu pode ser decisivo.
Se En-Nesyri conseguir reproduzir em Turim o nível de desempenho que já exibiu em momentos-chave pela seleção, há argumentos sólidos para acreditar que ele pode, sim, ser um diferencial para Marrocos no próximo Mundial. Um jogador confiante, em ritmo elevado e atuando em um clube de elite tende a levar essa consistência para o ambiente da seleção — que já provou ter organização, qualidade e ambição para superar expectativas.
Embora não haja garantias, a combinação de experiência em Copas do Mundo, histórico de gols decisivos e perspectiva de bom rendimento cria um cenário favorável para que a performance individual de En-Nesyri se reflita positivamente no coletivo marroquino em 2026. Um motivo adicional para acompanhar atentamente os desdobramentos de sua possível transferência e sua evolução ao longo da temporada europeia.
(Foto: Getty Images)