A Juventus quer voltar a ser protagonista na Itália, e não está mais só falando disso. Depois de algumas temporadas oscilando entre promessas e decepções, a Velha Senhora começa a reencontrar seu caminho. Com Igor Tudor ganhando terreno no comando técnico, o ambiente em Turim parece mais estável. O croata assumiu com desconfiança, mas já começa a mostrar serviço. Só que, apesar da melhora, um ponto ainda incomoda bastante: o meio-campo.
A espinha dorsal da nova Juve tem funcionado em esquema de 3-4-2-1, que virou padrão com Tudor. O sistema tem potencial e dá equilíbrio, mas quando os titulares precisam descansar ou não estão disponíveis, a qualidade cai. E cai bem visivelmente. A dupla principal atualmente conta com Khephren Thuram (recém-chegado e promissor) e Manuel Locatelli, com o versátil Teun Koopmeiners entrando como opção mais avançada, ou até começando no banco para entrar depois, dependendo do jogo.
No banco, Tudor conta com nomes como Vasilije Adzic, Weston McKennie e Fabio Miretti. Nenhum deles é descartável, longe disso. Mas é inegável que existe um degrau técnico entre titulares e reservas, e isso pesa — principalmente se o objetivo da Juve é voltar a brigar por títulos nacionais e por uma campanha sólida na Champions League.
A prioridade da Juventus é clara: o meio-campo
Entre todos os setores do elenco alvinegro, o meio é, neste momento, o ponto mais sensível. A defesa tem se acertado bem, especialmente com a segurança de Bremer, que voltou em alto nível. Já o ataque vem funcionando com Jonathan David, Openda e Vlahovic se revezando e resolvendo, sem falar na boa fase dos pontas e do talento de Kenan Yildiz, o jovem que muita gente já apelidou de “Novo Del Piero”.
Com isso, a prioridade do mercado bianconero virou reforçar o meio-campo, e nomes de peso já estão sendo estudados.
Juventus e seu sonho

No topo da lista da Juventus estão três nomes que agradam bastante a comissão técnica e a diretoria: Sandro Tonali (Newcastle), Hjulmand (Sporting) e Sergej Milinkovic-Savic (Al-Hilal). Todos com perfis diferentes, mas com algo em comum: não serão fáceis de tirar de seus clubes atuais.
Sandro Tonali
O caso de Tonali é, talvez, o mais polêmico. Apesar da suspensão por envolvimento em apostas, o volante italiano segue valorizado no Newcastle, e tem contrato longo. Fora isso, há a questão emocional: Tonali é ídolo da torcida do Milan, maior rival da Juventus. Não se sabe ao certo como o jogador veria uma transferência para Turim, mas se trata de um nome de altíssimo nível técnico, com uma leitura de jogo privilegiada e capacidade de ser o motor de um time grande.
Morten Hjulmand
Já Morten Hjulmand, do Sporting, vem crescendo de forma impressionante. O dinamarquês é visto como um dos meio-campistas mais promissores da Liga Portugal Betclic, sendo comparado em projeção a Bruno Fernandes, que saiu do mesmo clube para brilhar na Premier League. Hjulmand tem leitura tática, entrega física e muita personalidade. Com a vitrine portuguesa cada vez mais valorizada, a Juventus vê nele um investimento com retorno técnico e de mercado.
Sergej Milinkovic-Savic
Por fim, Sergej Milinkovic-Savic, velho conhecido da Série A. O ex-Lazio trocou a Itália pelo projeto milionário do Al-Hilal, onde vem fazendo boas partidas, mas já deixou no ar que não descarta um retorno ao futebol europeu em breve. A Juve sempre foi fã declarada do sérvio, que traria a experiência, o físico e a criatividade que Tudor sente falta no setor. Seria uma adição de impacto imediato, o tipo de contratação que chega jogando.
Para a Juventus, reforçar esse meio-campo não é apenas luxo, é necessidade. O esquema atual exige muito dos volantes, tanto com bola quanto sem. E em competições longas, com lesões e cartões acumulando, ter opções de mesmo nível faz toda a diferença.
O torcedor, claro, já sonha. Afinal, pensar em uma Juve com Thuram, Tonali, Koopmeiners e Milinkovic não é exagero, é o tipo de ambição que o clube precisa ter para voltar a dominar.
Foto: George Wood/Getty Images