A Juventus vive um ótimo início de temporada, depois de finalmente resolver participar com mais vontade do mercado de transferências nas últimas janelas. A Velha Senhora, que vinha de um período mais cauteloso, parece ter reencontrado sua ambição. No entanto, apesar da boa fase, o time ainda não está completamente satisfeito com o rendimento do meio de campo. E, diante disso, já começa a explorar opções viáveis para a janela de inverno. A principal delas? Um velho conhecido da Serie A: Sergej Milinkovic-Savic.
Atualmente defendendo o Al-Hilal, da Arábia Saudita, Milinkovic-Savic trocou a Lazio por um caminhão de dinheiro em 2023, quando aceitou a proposta saudita e deixou o futebol europeu, não sem deixar saudades. O sérvio era, sem dúvida, um dos meio-campistas mais completos da Serie A nos últimos anos. Tinha físico, técnica, chegada ao ataque e liderança. Não à toa, foi alvo de clubes ingleses como o Manchester United e o Arsenal por várias temporadas, mas nunca saiu da Lazio… até a chegada do petróleo.
Na ocasião, o Al-Hilal colocou 40 milhões de euros na mesa da Lazio e um salário de 20 milhões líquidos por temporada para o jogador, fora os bônus, que poderiam chegar a mais 10 milhões por campanha. Um negócio quase irrecusável até para o mais romântico dos jogadores.
É verdade que Milinkovic-Savic nunca foi do tipo que sonhava em jogar no campeonato saudita. Mas, como dizem por aí, “quem converte não se diverte”, e os números falaram mais alto. Agora, pouco mais de um ano depois, com contrato entrando em fase final e o futebol saudita começando a mostrar suas limitações técnicas, o jogador estaria repensando a escolha.
A chegada de Simone Inzaghi ao comando do Al-Hilal pode até trazer alguma familiaridade ao camisa 22, afinal, os dois trabalharam juntos na Lazio, mas rumores apontam que o próprio Sergej estaria interessado em um retorno à Europa. E, nesse cenário, a Juventus aparece como um destino bastante viável, especialmente pela necessidade do clube em reforçar a faixa central do campo com alguém que agregue técnica, experiência e, de preferência, já adaptado ao futebol italiano.
Juventus e seus meio-campistas

No ataque, a Juventus está tranquila. Depois das chegadas de Loïs Openda e Jonathan David, o setor ofensivo parece fechado. Ambos se encaixaram bem, e a comissão técnica está satisfeita com o desempenho. Já na defesa, a solidez tem sido uma das marcas da equipe. Bremer voltou aos gramados com boa forma, e seus companheiros de zaga mantêm a consistência que o torcedor tanto pediu nas últimas temporadas.
O problema, neste momento, mora mesmo no meio de campo da Juventus.
Khéphren Thuram e Manuel Locatelli têm sido os titulares, mas no último fim de semana, Igor Tudor decidiu testar novas alternativas. Substituiu a dupla durante a partida e colocou Koopmeiners e Adzic em campo. A mudança, no entanto, não gerou o impacto desejado. A equipe perdeu intensidade, e isso acendeu um alerta na diretoria: talvez o elenco não tenha profundidade suficiente no setor mais importante do campo.
Koopmeiners até tem qualidade, mas ainda não encontrou regularidade. Adzic, por outro lado, é jovem e promissor, mas ainda cru para assumir grandes responsabilidades. Com competições europeias e a briga pelo título doméstico se intensificando, a Juventus sabe que vai precisar de jogadores mais prontos para o agora, e Milinkovic-Savic se encaixa perfeitamente nesse perfil.
É forte fisicamente, conhece a Serie A como poucos e ainda tem muito futebol no tanque. Aos 30 anos, o sérvio estaria disposto a trocar os petrodólares pela adrenalina da elite europeia, especialmente se isso significar disputar títulos de verdade e, quem sabe, voltar ao radar da seleção.
Por enquanto, tudo ainda está no campo da especulação. Mas com a janela de janeiro se aproximando e a Juventus já começando a se movimentar, não seria nenhuma surpresa ver Milinkovic-Savic desembarcando em Turim para vestir a camisa bianconera. Se acontecer, seria um baita reforço.
Foto: Reprodução/Al-Hilal


