Claudio Marchisio, ídolo histórico e ex-meio-campista da Juventus, voltou a agitar os bastidores do mercado com declarações que fizeram os torcedores sonharem. Em entrevista, ele admitiu que seu desejo para reforçar o time da Juventus seria Sandro Tonali, hoje no Newcastle, mas também citou Pedri, do Barcelona, como um sonho praticamente impossível. Para os fãs bianconeri, ouvir isso de alguém como Marchisio dá um peso ainda maior à ideia de um meio-campo reforçado já em janeiro.
Essas declarações não surgem do nada. Há algum tempo se fala em uma necessidade urgente de fortalecer o setor central da equipe de Igor Tudor. O treinador croata tem feito milagres com um elenco que, apesar de competitivo em algumas posições, apresenta claros sinais de desgaste e falta de alternativas na faixa central do campo.
Problemas no meio e elenco curto
O sistema tático escolhido por Tudor — um 3-4-2-1 — exige muito dos dois volantes, que funcionam como escudo à frente da zaga. No papel parece funcionar, mas na prática o técnico não tem peças suficientes para manter o mesmo nível em caso de lesões ou suspensões. Hoje, Manuel Locatelli, Khephren Thuram e Teun Koopmeiners, deslocado de sua função original, são praticamente os únicos nomes confiáveis para essa função.
Outros jogadores até poderiam ser improvisados na posição, mas não têm as características ideais. Weston McKennie, por exemplo, atua com frequência aberto pela direita; Miretti, atualmente lesionado, é muito mais um meia ofensivo do que um volante; e Adzic também tem perfil ofensivo demais para o que Tudor precisa. Fica evidente que há um buraco no elenco que precisa ser preenchido o quanto antes.
Mercado de verão e frustrações
Esse déficit no meio-campo é consequência direta das movimentações de mercado no último verão. A venda de Douglas Luiz, feita por um valor considerado baixo, e a aposta em atacantes de características diferentes acabaram deixando o clube sem um substituto imediato. Faltou fôlego financeiro para agir com mais agressividade, e os alvos sondados escaparam um a um: O’Riley acabou no Olympique de Marselha, Hjulmand permaneceu no Sporting e Tonali nunca esteve realmente ao alcance por causa dos valores pedidos.
Mesmo assim, a Juventus não deixou de mapear o mercado. Internamente, sempre houve consenso de que um reforço no setor era prioritário, ainda mais diante do desgaste físico que o calendário impõe e da falta de peças para variações táticas. Tudo indica que em janeiro esse assunto voltará à mesa de forma mais concreta.
Duas estratégias para reforçar a equipe
A diretoria bianconera trabalha com dois planos distintos para o mercado de janeiro. O primeiro é buscar um reforço de baixo custo, possivelmente por empréstimo, dando minutos para jovens como Miretti fora de Turim e trazendo em troca um jogador mais experiente. Seria um movimento cirúrgico, sem comprometer demais o orçamento e, ao mesmo tempo, dando a Tudor mais opções no meio.
A segunda estratégia é bem mais ousada: usar os recursos de um possível avanço na Champions League para bancar um reforço de peso já no início do ano. Caso a Juventus confirme a vaga nas oitavas e antecipe receitas, Comolli e companhia poderiam acelerar um investimento mais caro, mirando um nome para elevar o patamar do elenco imediatamente.
Tonali segue como alvo principal da Juventus
Dentro desse cenário, Tonali continua sendo o grande desejo. O meio-campista italiano nunca escondeu sua vontade de voltar à Serie A no futuro, e a Juventus gostaria de se aproveitar disso. No entanto, negociar com o Newcastle não será simples, já que o clube inglês pagou caro por ele e tem plenas condições financeiras de segurá-lo.
Por isso, os próximos dois meses serão decisivos para medir as chances reais dessa operação. Se o Newcastle endurecer o jogo, a Juventus precisará ter alternativas prontas para não perder tempo. A janela de janeiro é curta, e a necessidade é urgente.
Alternativas no radar e urgência por reforços
Luka Sucic, do Salzburg, é um dos nomes que já surgiram como plano B. Primo de Petar Sucic, hoje na Inter, ele tem sido observado desde o verão e poderia representar uma opção mais acessível caso outros alvos se inviabilizem. O desempenho ruim da Real Sociedad na Liga também pode abrir oportunidades inesperadas para reforçar o elenco com jogadores de qualidade a preços mais baixos.
Uma coisa é certa: a Juventus precisa de um reforço no meio-campo. A fala de Marchisio não só ecoa o sentimento da torcida, como também reflete uma realidade do clube. Sem mais opções, Tudor terá dificuldades para manter a equipe competitiva em todas as frentes. Janeiro promete ser movimentado, e os torcedores já se preparam para sonhar de novo — quem sabe, desta vez, com Tonali vestindo a camisa bianconera.

