Knicks 2026: Melhor time da história da franquia?
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Knicks 2026: Melhor time da história da franquia?

O New York Knicks está vivendo um sonho em 2026. Com 2 a 0 na série das Finais contra o San Antonio Spurs e 13 vitórias seguidas nos playoffs, o time de Mike Brown e Jalen Brunson gera debates acalorados: seria esta a melhor equipe da história da franquia? Os números são impressionantes, mas lendas como Walt Frazier lembram que ainda falta muito para alcançar os patamares dos anos 70 e 90.

A atual campanha é histórica. Os Knicks venceram 13 jogos seguidos nos playoffs, a segunda maior sequência da NBA, atrás apenas dos Warriors de 2017. A margem média de vitória é de +17,6 pontos, a maior da história para quem disputou pelo menos quatro rodadas. Eles têm o melhor ataque e a melhor defesa dos playoffs, com net rating de +18,1, patamar que supera até os Lakers de Shaq e Kobe em 2001.

No Jogo 1 das Finais, Brunson liderou com 30 pontos (13 no quarto período). Karl-Anthony Towns dominou o confronto com Wembanyama. Josh Hart, OG Anunoby, Mikal Bridges e o banco (McBride, Robinson, Alvarado) completam um elenco profundo e equilibrado. A torcida do Madison Square Garden, que esperou 27 anos por uma Final em casa, vive a euforia máxima.

Comparação com os grandes times do passado

Os Knicks dos anos 70, comandados por Red Holzman, eram sinônimo de beleza e inteligência tática. Com cinco Hall of Famers (Frazier, Reed, Bradley, DeBusschere, Monroe), conquistaram títulos em 1970 e 1973. Jogavam com movimento coletivo, defesa conectada e passes precisos.

Nos anos 90, o time de Pat Riley e Jeff Van Gundy era sinônimo de garra e fisicalidade. Patrick Ewing, Charles Oakley, Anthony Mason, John Starks e Latrell Sprewell formavam equipes duras, que chegavam fundo nos playoffs, mas esbarravam em Jordan e Hakeem. Eram respeitados, mas nunca chegaram ao título.

O time de 2026 combina elementos dos dois mundos: a inteligência tática dos anos 70 com a intensidade dos 90. Brunson é o maestro, Towns o pivô dominante, Hart o glue guy perfeito. Eles dominam em eficiência, profundidade e saúde, algo raro na história recente dos Knicks.

Fat Joe, fã apaixonado, não tem dúvida: “Analisando os números, este pode ser o maior time de todos os tempos”. Os números de eficiência, margem de vitória e sequência invicta realmente impressionam. Mas Frazier, lenda viva, coloca os pés no chão: “Eles têm muito trabalho a fazer. Quantos Hall of Famers tem esse time?”.

O que falta para ser o maior?

Para entrar no panteão, este time precisa do título. Os Knicks de 1970 e 1973 têm anéis. Os anos 90 têm respeito eterno, mas nenhuma taça. Brunson, Towns e companhia estão a dois triunfos de acabar com um jejum de 53 anos sem título. Se conseguirem, esta campanha entrará para a história como uma das mais dominantes de todos os tempos.

Mesmo sem o anel, já é uma das maiores temporadas da franquia. 13 vitórias seguidas, margens absurdas e um basquete coletivo bonito de se ver. A conexão com a torcida, a presença de ídolos do passado no Garden e a fome de vencer mostram que este time tem alma de Knicks.

O legado está sendo escrito agora

Independentemente do resultado final da série, esta equipe já mudou o patamar dos Knicks modernos. Eles trouxeram alegria, orgulho e esperança para uma torcida que sofreu por décadas. Brunson é o líder clutch, Towns é o pivô que sempre faltou, e o elenco completo dá profundidade.

Frazier tem razão: ainda falta trabalho. Mas os números e o desempenho nos playoffs mostram que este time está no caminho certo. Se levantarem o troféu, a discussão acaba. Este pode ser, sim, o melhor Knicks de todos os tempos.

O Madison Square Garden está pronto para celebrar. A cidade respira basquete. E Jalen Brunson, com a bola nas mãos, continua escrevendo seu nome entre os grandes da história.

Foto: Reprodução/Knicks.