O único jogo das oitavas de final da Copa do Mundo a ser decidido nos pênaltis. A Suíça despachou a Colômbia nas penalidades após o empate sem gols no tempo regulamentar. Gregor Kobel foi o destaque do triunfo dos comandados de Murat Yakin, que agora reencontram uma quartas de final depois de 72 anos.
Mesmo com o bom futebol exibido em sua participação no Mundial, a Colômbia deu adeus à competição. O time de Néstor Lorenzo lamentou e ainda viu Davinson Sánchez, um dos melhores jogadores e lideranças do plantel, bater literalmente na trave.
O jogo

Para um jogo de oitavas de final da Copa do Mundo, as equipes foram respeitosas até demais e apresentaram um futebol moroso. O andamento mais devagar, porém, não significou que Suíça e Colômbia não tivessem chances de marcar.
Aos cinco minutos, após a triangulação iniciada por Ricardo Rodríguez na lateral esquerda do campo, Ndoye recebeu e chutou para tranquila defesa de Camilo Vargas. Dez minutos depois veio a resposta da Colômbia, com Gustavo Puerta.
Luis Díaz acionou o camisa 14, que buscou o canto oposto de Kobel, num lindo lance. Só que o arqueiro suíço foi ainda melhor na jogada e praticou uma bela ponte, espalmando para escanteio.
A demora na troca de passes resultou num jogo arrastado. Uma nova oportunidade de arremate surgiu aos 28, mas foi a última da primeira etapa, sem grandes emoções. Fabian Rieder avançou pela canhota e obrigou Vargas a fazer uma nova intervenção.
No segundo tempo, os lances de perigo estiveram igualmente escassos. A única chance foi de Rieder, assustou no primeiro ato de partida e voltou a dar sustos no início da etapa complementar.
O meia-armador cobrou uma falta perigosa da entrada da área e a bola passou rente à trave direita dos colombianos.
O calor da partida foi aumentando à medida que as equipes tentavam se assanhar. No lugar das finalizações, uma profusão de faltas cometidas imperou o restante do certame.
A única certeza mesmo é que as equipes iriam para a prorrogação. Mas, desta vez, tiveram chances de gol para serem descritas em texto. Após o escanteio da esquerda, o Lucumí cabeceou com perigo e acertou o travessão de Kobel.
A Colômbia seguiu no embalo e tentou novamente com Campaz. O ex-Grêmio chutou forte de longe e novamente o goleiro suíço apareceu para defender. Vargas não ficou para trás e evitou o gol de Amdouni, que havia acabado de entrar na prorrogação.
Nos últimos 15 minutos que restavam para marcar o gol da salvação, nenhuma equipe foi às redes. Campaz, que havia finalizado com perigo na primeira parte do tempo extra, teve a melhor chance de marcar.
Granit Xhaka se atrapalhou na saída de bola e cedeu a posse para Daniel Muñoz, que deu um passe esplêndido para o camisa 21. Entretanto, diante do goleiro Kobel, o atacante bateu por cima da meta.
Depois da lamentação de toda a torcida colombiana ao ver que desperdiçaram a melhor oportunidade de todo o jogo, a decisão ficaria para a forma mais dramática possível: na disputa por penalidades.
Kobel salvador e primeiro jogo das oitavas a ser decidido nos penais
abriu a disputa e converteu sua cobrança. Do outro lado, Xhaka, responsável pela falha que culminou na melhor chance da Colômbia no jogo, também fez.
Foi na segunda penalidade que tudo desmoronou para os sul-americanos. O experiente Davinson Sánchez chutou forte e acabou acertando o travessão, perdendo sua cobrança. Para a tristeza dos colombianos, Amdouni deslocou Vargas e garantiu a vantagem para os europeus.
Houve um pingo de esperança ainda, quando Manuel Akanji isolou seu arremate. Ali acendeu todas as expectativas da Colômbia, que havia convertido com o Campaz. Mas não durou muito.
Kobel, o melhor da partida, defendeu o chute de Cucho Hernández. A grande defesa mostrou o porquê o arqueiro é jogador do Borussia Dortmund e um dos destaques da Bundesliga passada.
A mesma liga alemã que consagrou o goleiro é a mesma também que lançou Ruben Vargas. Ex-Augsburg, o camisa 17 bateu o pênalti que levou a Suíça a uma quartas de final que não via desde 1954, quando o país sediou a Copa do Mundo.
Por sua vez, a Colômbia bateu novamente nas oitavas e não chegou à sua melhor campanha — em 2014, no Brasil. O time foi punido simbolicamente por ter desperdiçado uma oportunidade cristalina restando cinco minutos para o fim da prorrogação. Festa suíça, terror colombiano.
Quem a Suíça encara na próxima fase?
O próximo adversário da Suíça está definido: a Argentina, no dia 11 de julho. Mais de dez anos depois, os suíços terão a oportunidade de vingar o duelo de Itaquera, em que perderam para a alviceleste pelo placar magro pelas oitavas de final da Copa de 2014. Naquela ocasião, Ángel Di María foi às redes na prorrogação e consolidou-se como herói daquela tarde.
O reencontro entre Argentina e Suíça, pelas quartas de final, será no Arrowhead Stadium, em Kansas City. O jogo será às 22h (horário de Brasília).
Créditos da foto de capa: Reprodução/Reuters.