Koke, Atlético de Madrid
Futebol La Liga

Koke outra vez? O eterno capitão do Atlético volta a brilhar

Koke tem história de sobra no Atlético de Madrid. São 16 anos desde que ele estreou na La Liga e 688 partidas com a camisa rojiblanca — números que colocam o meio-campista entre os maiores ícones do clube. Mas, mesmo com toda essa bagagem, o capitão começou a atual temporada em um papel mais secundário, com poucos minutos e sem muito protagonismo. Contra o Elche, por exemplo, sequer entrou em campo no Metropolitano.

Essa rotina mudou recentemente. Primeiro, Koke teve uma boa atuação na segunda metade do jogo contra o Espanyol no RCDE Stadium, depois somou mais alguns minutos no tempo extra em Vitoria. Pouco mais de 55 minutos de atividade antes de enfrentar o Villarreal — e foi justamente nesse duelo, pela LaLiga, que ele voltou a ter espaço no time titular.

Koke: Um retorno que muda o Atlético

O parón de seleções (a pausa para jogos internacionais) e a maratona de partidas que o Atlético tinha pela frente abriram caminho para o retorno do capitão. Contra o Villarreal, Koke não apenas começou jogando como completou os 90 minutos, algo que só tinha acontecido duas vezes em toda a temporada — contra Real Sociedad e Betis, ambos no Metropolitano. Nos dois casos, vitórias com goleada e jogos sem pressão.

Dessa vez, a história foi diferente. O Atlético precisava de solidez e experiência para encarar os amarelos, e Simeone recorreu ao seu líder histórico. Mais do que uma presença simbólica, Koke foi peça-chave no meio-campo. Sem Cardoso, que vinha sendo o titular na função de 5, o capitão assumiu o comando da faixa central e deu outra cara à equipe.

Do banco à referência no meio

Nos últimos meses, o esquema com Barrios e De Paul como dupla de volantes havia relegado Koke ao banco de reservas. Mas essa ausência foi sentida no momento mais crítico da temporada, quando o Atlético se despediu de todas as competições e precisava de alternativas. O meio-campo do Cholo Simeone ficou sem criatividade, sem controle e, sobretudo, sem um líder dentro de campo.

Com a chegada de Cardoso no início do novo ciclo, parecia que o destino de Koke seria mesmo o banco. Até o último sábado, ele ainda não tinha sido titular no campeonato. Só que as coisas mudaram: o desempenho sólido contra o Villarreal e os minutos em Anfield, quando foi o primeiro escolhido para tentar uma remontada, recolocaram o capitão como uma opção muito confiável para acompanhar Barrios.

Química com Barrios e respaldo de Simeone

O entrosamento entre Koke e Barrios, aliás, foi um dos pontos altos do Atlético nos últimos jogos. O tándem — como dizem na Espanha — entre o capitão e o jovem de Moratalaz trouxe alguns dos melhores minutos do time na temporada. Experiência e juventude funcionando juntas no coração do campo.

Koke também tem deixado claro que aceita qualquer papel que Simeone lhe dê. “Se eu tiver que entrar um minuto, farei isso; se não jogar, vou apoiar”, disse após a partida contra o time de Marcelino. Essa postura humilde e ao mesmo tempo de liderança é um dos motivos pelos quais o capitão segue sendo tão querido no vestiário.

O desafio de administrar minutos

Agora, com a sequência pesada de jogos antes do próximo parón, fica a dúvida: Simeone deve continuar regulando os minutos do veterano ou entregá-lo de vez ao comando do meio-campo? O treinador sabe que o desgaste físico pode ser um inimigo para um jogador de 33 anos. Ao mesmo tempo, o Atlético precisa de equilíbrio e experiência para não repetir os erros do passado recente.

Mais uma vez, tudo passa pelas mãos — ou melhor, pelos pés — de Koke. O capitão parece estar preparado para assumir esse papel novamente, seja jogando 90 minutos, seja entrando no fim para fechar uma partida. Em um elenco em transformação, ele continua sendo o porto seguro do Atlético de Madrid.