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Copa do Mundo

Entre lágrimas e alívio, Messi salva a Argentina de eliminação histórica

A Argentina esteve muito perto de uma eliminação traumática na Copa do Mundo. A apenas 11 minutos do fim do tempo regulamentar, a atual campeã mundial perdia por 2 a 0 para o Egito e parecia sem forças para reagir. Lionel Messi havia desperdiçado um pênalti, a equipe cometia erros incomuns e o sonho de defender o título conquistado quatro anos antes estava desaparecendo.

Então, tudo mudou.

Em apenas 13 minutos, a Argentina marcou três vezes, virou o jogo para 3 a 2 e garantiu uma vaga nas quartas de final. Cristian Romero iniciou a reação, Messi marcou o gol de empate e Enzo Fernández completou uma das viradas mais impressionantes da história recente da Copa do Mundo.

A classificação teve todos os elementos que marcaram a seleção argentina nos últimos anos. Houve sofrimento, erros, pressão e momentos em que a equipe pareceu completamente perdida. Mas também houve uma capacidade enorme de sobreviver quando tudo parecia decidido. Foi justamente essa característica que levou Roy Keane a definir os jogadores argentinos como “lutadores de rua”.

Messi sofreu como poucas vezes antes de voltar a decidir

Messi Argentina
(Photo by Patrick Smith – FIFA/FIFA via Getty Images)

A partida contra o Egito esteve longe de ser uma atuação dominante de Lionel Messi. Pelo contrário. Durante boa parte do confronto, o camisa 10 viveu uma noite de enorme dificuldade.

O momento mais delicado aconteceu com o desperdício de mais um pênalti. Messi se tornou o primeiro jogador a perder duas cobranças em uma mesma edição da Copa do Mundo. Para um atleta acostumado a controlar os maiores jogos, a sequência após o erro mostrou um cenário incomum.

Os passes começaram a sair com pouca força. As cobranças de falta foram executadas com excesso de potência.

Uma finalização passou muito acima do gol. Messi também perdeu a bola em situações nas quais normalmente conseguiria escapar da marcação. No centro do campo, cercado por adversários e sem espaço para acelerar, o argentino parecia cada vez mais desconfortável.

A situação ficou ainda pior quando o Egito abriu dois gols de vantagem com Yasser Ibrahim e Mostafa Zico. Com o placar em 2 a 0 e apenas 11 minutos restantes no tempo regulamentar, a Argentina precisava de uma reação quase impossível.

Foi nesse momento que Messi encontrou forças para mudar novamente o rumo de uma partida de Copa do Mundo.

A entrada de Lautaro Martínez no lugar de Rodrigo De Paul teve importância fundamental. A alteração permitiu que o camisa 10 deixasse a região mais congestionada do meio de campo e passasse a ocupar espaços próximos ao lado direito. A mudança deu a Messi algo que ele não havia encontrado durante grande parte da partida: espaço para pensar e jogar.

Aos 79 minutos, ele deu sua primeira assistência nesta Copa do Mundo para o gol de Cristian Romero. Pouco depois, voltou a mostrar uma característica que parecia cada vez mais distante. Messi arrancou entre os adversários e quase criou o gol de empate para Lautaro Martínez.

A Argentina estava viva. E Messi também.

Três gols em 13 minutos transformaram uma eliminação em classificação

A reação argentina aconteceu de forma impressionante. Durante quase 80 minutos, a equipe não havia encontrado respostas para o Egito. Nos 13 minutos seguintes, marcou três gols e mudou completamente a história da partida.

Cristian Romero iniciou a recuperação. Depois, Messi apareceu dentro da área para marcar o gol de empate. O camisa 10 acertou um chute de primeira com precisão, mostrando que, mesmo depois de uma atuação cheia de dificuldades, ainda era capaz de decidir quando a oportunidade aparecesse.

O goleiro egípcio conseguiu tocar na bola, mas não evitou o gol.

A virada foi completada por Enzo Fernández. Em poucos minutos, a Argentina passou de uma eliminação praticamente certa para uma vaga nas quartas de final. O placar de 3 a 2 representou mais do que uma simples classificação. Foi uma demonstração da capacidade de sobrevivência de uma equipe que se recusa a aceitar a derrota.

Os números da reação ajudam a explicar a dimensão do que aconteceu. Faltavam apenas 11 minutos para o fim do tempo regulamentar quando a Argentina ainda perdia por dois gols. A equipe precisava marcar duas vezes apenas para levar a disputa adiante. Em vez disso, fez três gols em um intervalo de 13 minutos e resolveu a classificação sem precisar de uma prorrogação.

Foi uma sequência que levou Roy Keane a destacar a mentalidade dos argentinos.

“Esses caras são lutadores de rua. Eles não vão desistir”, afirmou o ex jogador ao analisar a partida. A definição resume uma característica construída pela Argentina nos últimos anos. O talento continua importante, mas a seleção também desenvolveu uma capacidade enorme de competir em situações extremas.

A batalha de Messi agora é contra o tempo

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A trajetória de Lionel Messi sempre esteve ligada à de Cristiano Ronaldo. Durante quase duas décadas, os dois disputaram títulos, recordes e o reconhecimento como o maior jogador de sua geração.

Na Copa do Mundo, essa relação ganhou mais um capítulo simbólico.

Durante boa parte da partida contra o Egito, Messi parecia destinado a seguir o mesmo caminho de Ronaldo, eliminado com Portugal. O português havia deixado a competição em lágrimas. Quando o jogo da Argentina terminou, Messi também chorou, mas por razões completamente diferentes.

Havia alegria. Havia emoção. E, principalmente, havia alívio.

Aos 39 anos, Messi não consegue mais controlar uma partida inteira como fazia no auge da carreira. Contra o Egito, isso ficou evidente. O corpo já não responde da mesma forma, os adversários conseguem limitar seus espaços e alguns erros que antes eram raros aparecem com maior frequência.

Mas o argentino não precisa ser o melhor jogador durante os 90 minutos. Ele precisa encontrar alguns momentos.

Contra o Egito, encontrou.

Uma assistência aos 79 minutos mudou a energia da partida. Uma arrancada quase criou outro gol. Depois, uma finalização dentro da área colocou a Argentina de volta no jogo. Foi o suficiente para transformar uma atuação difícil em mais um capítulo histórico de sua carreira.

O maior adversário de Messi agora não é Cristiano Ronaldo. É o tempo.

Nenhum jogador consegue derrotá lo para sempre. Messi também não conseguirá. A diferença é que ele não precisa fazer isso por muitos anos. Precisa apenas resistir por mais alguns jogos.

A Argentina sobrevive e mantém vivo o sonho do bicampeonato

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(Photo by Justin Setterfield/Getty Images)

A vitória sobre o Egito colocou a Argentina nas quartas de final e manteve vivo um objetivo extraordinário. A seleção ainda pode conquistar duas Copas do Mundo consecutivas e transformar uma geração campeã em uma das mais marcantes da história do país.

O caminho, porém, continua difícil.

A partida das oitavas de final mostrou problemas importantes. A Argentina sofreu defensivamente, desperdiçou oportunidades e ficou muito perto da eliminação diante de um adversário que conseguiu construir uma vantagem de dois gols. O próprio Messi teve uma atuação irregular durante grande parte do confronto.

Ao mesmo tempo, a reação revelou por que essa equipe continua sendo tão difícil de derrotar.

Quando tudo parecia perdido, a Argentina encontrou três gols em 13 minutos. Quando Messi parecia sem forças, ele apareceu com uma assistência e um gol. Quando a eliminação parecia certa, a equipe transformou o desespero em uma das maiores viradas desta Copa do Mundo.

A definição de Roy Keane talvez seja a melhor maneira de explicar essa seleção. A Argentina tem jogadores talentosos, campeões e experientes. Mas também tem “lutadores de rua” que se recusam a desistir.

Messi já não consegue vencer o tempo em todas as partidas. Contra o Egito, durante muitos minutos, parecia que finalmente havia chegado o momento em que nem mesmo ele encontraria uma resposta.

Mas, quando a Argentina mais precisou, o camisa 10 apareceu novamente.

E enquanto Messi continuar em campo, descartar qualquer possibilidade parece um risco.

 

 

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Kaique