Na tarde deste sábado (17), o Valencia recebeu o Barcelona no Estádio de Mestalla em duelo válido pela primeira rodada da La Liga. Em um jogo que marca a estreia de Hans-Dieter Flick como técnico do clube catalão no campeonato espanhol, o time visitante saiu atrás no placar, mas graças à uma ótima partida de Robert Lewandowski, conseguiu se recuperar e buscou a virada fora de casa.
Resumo e análise da partida:
O Barcelona começou o jogo pressionando o time da casa, mas ainda demonstrando um pouco de desorganização e falta de padrão de jogo. Individualmente, Lamine Yamal se sobressaiu desde o início, dominando completamente as ações nos lados do campo. Apesar de demonstrar pouca capacidade em manter a posse por momentos prolongados, o Barça esteve superior em campo e foi responsável pela primeira chance de perigo no jogo, em um chute de Raphinha que foi defendido por Mamardashvili.
Porém, o Valencia rapidamente conseguiu atacar o ponto fraco da equipe blaugrana: o contra-ataque. A dupla de meias mais recuados, Casadó e Bernal, teve um bom desempenho em preencher o meio-campo na transição ofensiva adversária, mas o quarteto defensivo, formado por Koundé, Balde, Cubarsi e Martiñez, demorou para se entender. O time da casa chegava no ataque explorando os flancos, sempre pegando Koundé ou Balde em posições desfavoráveis e sem cobertura.
Aos 20 minutos, Diego López cruzou pela esquerda, Hugo Duro desviou, mas Ter Stegen fez uma defesa crucial para evitar o gol do time da casa. Mesmo com dificuldades de marcação, o Barcelona continuou dominando o jogo. Aos 27 minutos, Ferrán Torres levantou a bola na área e Cubarsí tentou cabecear, mas mandou por cima do gol.
O jogo esfriou na segunda metade da primeira etapa, com o Barcelona se mostrando bastante ineficiente na criação de jogadas pelo meio-campo; algo que não é tão surpreendente quando Hansi Flick escala um meio-campo composto por Yamal, Rafinha e Ferrán Torres: três jogadores de incisão e finalização, que não necessariamente se portam bem como “armadores”. Desta forma, o Valencia passou a ganhar terreno, e aos 44 minutos, abriu o placar.
Diego López recebeu completamente livre na esquerda e cruzou, encontrando Hugo Duro, que se deslocou sozinho entre os dois zagueiros blaugranas e cabeceou para abrir o placar. A felicidade do time da casa, no entanto, durou muito pouco. Após o Barcelona chegar com perigo com Casadó e Hugo Duro quase ampliar nos minutos finais do primeiro tempo, Lewandowski marcou o gol de empate nos acréscimos.
Em uma falha absurda de Rafa Mir, Alejandro Balde recebeu sozinho na ponta esquerda, tendo todo o tempo do mundo para cruzar na área e encontrar Yamal no segundo poste; de primeira, o jovem craque espanhol mandou a bola para a pequena área e Lewa empurrou para o gol.
Impulsionados pelo gol tardio do polonês, o Barcelona voltou com tudo para a segunda etapa, e com apenas um minuto de bola rolando, o time catalão conquistou um pênalti. Raphinha recebeu um passe de Balde na grande área e o zagueiro Christian Mosquera, na tentativa de desarmar o brasileiro, acertou apenas a perna do atacante. Na cobrança, de novo Lewandowski, que converteu para colocar sua equipe na frente do placar.
Com o resultado negativo, o Valencia passou a pressionar mais o time visitante, mas teve dificuldade em chegar ao gol de Ter Stegen, com exceção de jogadas de bolas paradas. E no fim das contas, foi o Barcelona que teve mais oportunidades de gol até o fim do confronto.
Aos 24 minutos, Lewandowski teve outra chance, mas foi bloqueado de maneria heroica por Mosquera. Já nos acréscimos, Casado, após receber um ótimo passe de Pau Victor na marca do pênalti, acabou finalizando para fora.
Resultado: Valencia 1 – 2 Barcelona
Hansi Flick começa com o pé direito no comando do time catalão. Não era de se esperar um jogo fantástico de uma equipe em reformulação, e por isso, três pontos fora de casa contra um time decente representa um começo fantástico para o treinador alemão na LaLiga.
Mantendo a mesma base da última temporada, o Valencia fez um jogo razoável, mas é fato que o treinador Ruben Baraja demorou muito para realizar substituições no segundo tempo.