Automobilismo Fórmula 1

Lewis Hamilton anunciou a morte de Roscoe, relembre a relação dos dois

Nesta segunda-feira (29), Roscoe, o inseparável bulldog inglês de Lewis Hamilton, que por mais de uma década acompanhou o heptacampeão mundial dentro e fora das pistas, faleceu. Com uma presença constante nos bastidores da Fórmula 1, o cão conquistou o carinho dos fãs, da imprensa e de todos que conviviam com o piloto.

Adotado em 2013, Roscoe rapidamente se tornou parte da identidade pública de Hamilton. Sempre ao seu lado nos paddocks, nos voos particulares, nas entrevistas e até nas sessões de fisioterapia, o bulldog não era apenas um animal de estimação, mas um verdadeiro companheiro de vida. A conexão entre os dois era visível e profunda, um vínculo de amor genuíno, daqueles que não precisam de palavras para serem entendidos.

Além disso, Roscoe se tornou uma figura reconhecida nas redes sociais, com perfil próprio no Instagram, onde acumulava mais de 1,3 milhão de seguidores. Por lá, fãs acompanhavam sua rotina, viagens, treinos e momentos de descanso ao lado de Hamilton. Uma vida que, embora discreta, ganhou notoriedade por mostrar o lado mais humano e sensível de um dos maiores pilotos da história.

Mais que um mascote: o amigo de todas as horas de Hamilton

Ao longo dos anos, Roscoe esteve presente em praticamente todas as etapas da vida profissional de Lewis Hamilton. Em vitórias históricas, nos títulos mundiais, em derrotas dolorosas. Também nos momentos fora das pistas, em eventos de moda, causas sociais, viagens e, especialmente, nos períodos de reclusão e reflexão do piloto.

Hamilton sempre destacou como Roscoe o ajudava a manter o equilíbrio emocional diante das pressões intensas da Fórmula 1. Quando a cadelinha Coco, outra bulldog da família, faleceu em 2020, Roscoe passou a ocupar ainda mais espaço afetivo na vida de Lewis.

A saúde do cão sempre foi prioridade: o piloto adotou uma dieta vegana também para Roscoe, algo que gerou curiosidade, críticas e elogios. Segundo Hamilton, isso ajudou o bulldog a respirar melhor, ter menos dores nas articulações e mais energia.

Recentemente, o cachorro foi internado com pneumonia e enfrentou dias difíceis. Hamilton compartilhou a luta nas redes sociais, comovendo fãs ao redor do mundo. Roscoe foi sedado para exames, sofreu uma parada cardíaca, e, mesmo após ser reanimado, entrou em coma. Depois de quatro dias em suporte de vida, Lewis teve que tomar a decisão mais difícil: deixá-lo partir.

Lewis Hamilton fez todo o possível para salvar Roscoe, mas não foi possível
Lewis Hamilton fez todo o possível para salvar Roscoe, mas não foi possível (Imagem: Instagram/Hamilton)

O piloto revelou que segurou Roscoe nos braços enquanto ele era colocado para dormir. “Tomar essa decisão foi a mais difícil que já enfrentei. Mas estou em paz sabendo que ele não está mais sofrendo”, escreveu em sua despedida.

Roscoe deixa um legado que vai além de ser “o cachorro do Hamilton”. Ele mostrou como o amor entre um humano e um animal pode atravessar fronteiras. O bullgod foi símbolo de fidelidade, sensibilidade, e também de humanidade em meio ao universo tecnológico e veloz da Fórmula 1.

Para Lewis Hamilton, a perda é pessoal e profunda. Para os fãs, fica a saudade de uma presença que sempre trouxe leveza e afeto para um esporte tão competitivo. Roscoe agora descansa, mas sua memória continuará viva em cada fotografia, em cada lembrança, em cada vitória que ajudou a tornar mais especial.

Descanse em paz, Roscoe. E obrigado por tudo que representou.

(Imagem de capa: X)