A Red Bull reconheceu que um dos principais problemas frequentemente apontados por Max Verstappen em seu carro não terá uma solução imediata. A dificuldade está relacionada ao eixo traseiro do monoposto e, segundo o chefe da equipe, Laurent Mekies, pode continuar afetando o desempenho da escuderia durante a temporada de 2027.
Verstappen costuma relatar diferentes problemas no comportamento do carro ao longo dos finais de semana de Fórmula 1. Embora algumas reclamações estejam relacionadas a questões menores ou possam ser resolvidas com ajustes, o comportamento do eixo traseiro é uma preocupação recorrente da Red Bull há bastante tempo.
Nem mesmo a grande mudança no regulamento técnico de 2026 foi suficiente para eliminar completamente o problema. A equipe continua buscando maneiras de reduzir seus efeitos, mas admite que a solução exige um trabalho mais complexo e gradual.
Red Bull reconhece perda de desempenho ao longo das corridas
Mekies confirmou que Verstappen tem razão ao apontar uma degradação no desempenho do carro conforme uma sessão ou corrida avança. O problema não se limita a uma sensação subjetiva do piloto: de acordo com o dirigente, a questão pode provocar uma perda significativa de tempo de volta. “Não acho que vamos explicar exatamente o que é e como vamos resolvê-lo”, afirmou Mekies à imprensa.
O chefe da Red Bull reconheceu que existe um elemento de degradação do desempenho do carro ao longo das sessões e das corridas. Ele também destacou que o problema não é recente e que a equipe está trabalhando para compreendê-lo melhor. “Max está certo ao dizer que existe um elemento de degradação do desempenho do carro durante uma sessão e uma corrida. Ele também tem razão quando afirma que não é um problema novo. Não estamos ignorando isso”, explicou.
A declaração reforça que a Red Bull considera a questão uma limitação estrutural ou de comportamento do carro, e não apenas um problema pontual que possa ser eliminado com uma configuração diferente durante um único fim de semana.
Mekies aponta avanços, mas descarta solução imediata
Apesar das dificuldades, Mekies afirmou que a equipe conseguiu realizar avanços na compreensão do problema. O trabalho tem sido conduzido por meio de diferentes abordagens, com pequenas evoluções sendo implementadas gradualmente. “Estamos tentando lidar com isso de maneiras diferentes. Obviamente, considero um problema complexo; caso contrário, já teríamos chegado ao fundo da questão”, disse o dirigente.
Segundo Mekies, os integrantes da equipe estão trabalhando de forma construtiva para identificar as causas e encontrar maneiras de melhorar o comportamento do eixo traseiro. Ele também mencionou que alguns passos positivos foram observados durante o Grande Prêmio da Espanha, disputado no circuito de Madring.
O dirigente, porém, deixou claro que os avanços ainda não representam uma solução definitiva. “Nunca será o quadro completo, mas certamente, por meio das dificuldades, conseguimos progredir na nossa compreensão. Ainda não temos todas as soluções no carro, mas confio que estamos no caminho certo”, afirmou.
A Red Bull, portanto, já identificou melhorias, mas não espera resolver completamente a questão em pouco tempo. Mekies indicou que o trabalho deverá continuar durante a próxima temporada. “Não será rápido. É algo que provavelmente vai nos acompanhar até o próximo ano”, resumiu.
Problema não está diretamente relacionado às zebras
Durante a conversa com os jornalistas, Mekies também foi questionado sobre a possibilidade de o problema no eixo traseiro estar relacionado às zebras dos circuitos. A hipótese foi levantada a partir do comportamento do carro em diferentes pistas.
O dirigente, no entanto, descartou essa relação como explicação principal. Ao comentar o desempenho de Verstappen em Madri, onde o piloto terminou na segunda posição, Mekies fez uma observação breve sobre as características do circuito. “Há algumas zebras por aqui”, respondeu, sem relacionar diretamente o problema a esse elemento da pista.
A resposta indicou que a questão não pode ser explicada simplesmente pela passagem sobre as zebras. A equipe também evitou divulgar detalhes técnicos sobre a origem do defeito ou sobre a solução que está sendo desenvolvida.
Mekies voltou a destacar que o problema está ligado a um aspecto do desempenho geral do carro que, em determinadas situações, deixa de operar no nível ideal. “Não vou fornecer mais detalhes, mas, como disse, trata-se de algum aspecto do desempenho do carro que, às vezes, não permanece no nível ideal”, explicou.
Red Bull admite que problema custa tempo de volta
A consequência mais preocupante para a equipe é a perda de desempenho durante o andamento de uma sessão ou corrida. Mekies afirmou que o impacto pode representar uma quantidade significativa de tempo por volta, tornando o problema especialmente relevante para o desempenho de Verstappen. “É uma perda séria de tempo de volta. Portanto, não há dúvida de que todos estão tentando melhorar isso para o futuro”, declarou.
A dificuldade ganha importância porque pequenas perdas de ritmo podem comprometer a competitividade da Red Bull em disputas contra equipes como Mercedes, Ferrari e McLaren. Em um grid cada vez mais equilibrado, a incapacidade de manter o carro em seu nível ideal durante uma corrida pode afetar tanto a estratégia quanto a possibilidade de lutar por vitórias.
Embora a segunda posição de Verstappen em Madri tenha sido considerada um resultado positivo, Mekies sabe que o problema continua sem uma solução completa. O desempenho no circuito espanhol mostrou que a equipe pode competir em alto nível, mas não eliminou a limitação que o piloto vem relatando.
Problema pode acompanhar a Red Bull até 2027
A Red Bull trabalha para reduzir os efeitos do comportamento irregular do eixo traseiro, mas a própria equipe reconhece que o processo será lento. Os avanços obtidos em Madri são vistos como sinais positivos, embora ainda não sejam suficientes para garantir que o problema tenha sido resolvido.
A declaração de Mekies também indica que a mudança de regulamento de 2026 não eliminou uma dificuldade que já vinha sendo observada nos carros anteriores. O time terá de continuar investigando o comportamento do monoposto e desenvolvendo soluções durante os próximos ciclos de atualização.
Para Verstappen, a expectativa é que a Red Bull consiga transformar os avanços de compreensão em melhorias concretas no desempenho. Até lá, o piloto pode continuar enfrentando um carro que perde parte de sua eficiência ao longo das sessões e corridas. A equipe reconhece o problema, trabalha em diferentes frentes e já encontrou alguns resultados positivos. No entanto, a solução definitiva ainda parece distante e pode exigir esforços que se estendam até a temporada de 2027.
Foto: (Reprodução/GPFans)



