Liam Lawson vem sendo um dos nomes mais comentados nos últimos grandes prêmios. Após um início ruim, que o fez cair da Red Bull Racing para a Racing Bulls, o neozelandês de 22 anos começou a reagir com desempenhos sólidos nas últimas etapas do campeonato, pontuando na Áustria, Bélgica e Hungria.
Com isso, ele acumula 20 pontos no campeonato, apenas dois atrás do excelente companheiro de equipe Isack Hadjar, que tem 22. Ambos não estão garantidos para o ano que vem, mas Hadjar está com mais moral.
Mesmo sendo cotado como substituto natural em caso de mudanças na Red Bull ou em vantagem na própria Racing Bulls, ele ainda depende de uma série de fatores para conquistar uma vaga permanente. Em entrevista recente, ele foi sincero ao ser questionado sobre seus planos para retornar ao cockpit de forma definitiva em 2026.
“Este ano tem sido tão corrido que não estou realmente pensando nisso. Estou focado em ter boas corridas. Obviamente tivemos algumas recentemente, mas três delas não são suficientes em 12 corridas ou quantas já foram, então precisamos fazer mais disso, e depois veremos.”, disse Lawson.
A fala mostra uma maturidade importante. Lawson entende que, no universo extremamente competitivo da Fórmula 1, resultados consistentes falam mais alto do que especulações ou promessas. E ele está certo. Três boas atuações não garantem um assento em uma categoria onde o talento precisa caminhar lado a lado com o desempenho contínuo, marketing pessoal e oportunidades políticas dentro das equipes.

O que Lawson precisa fazer para garantir uma vaga em 2026?
Para garantir uma vaga na F1 em 2026, Lawson precisa manter o nível de consistência nas próximas etapas. Com a temporada na sua segunda metade, o tempo para convencer os dirigentes da Red Bull é curto, mas não inexistente. Ele precisa bater Hadjar com clareza, tanto em desempenho em pista quanto em pontuação, além de mostrar evolução técnica, capacidade de leitura de corrida e, principalmente, evitar erros.
Outro ponto importante é sua imagem fora das pistas. Embora Lawson seja visto como um piloto disciplinado e trabalhador, ele precisará também atrair os olhares de patrocinadores e reforçar sua presença como um nome de futuro na Fórmula 1. Em um grid cada vez mais competitivo, não basta ser rápido, é preciso ser um ativo completo para a equipe.
Ele merece uma vaga na F1?
Se a análise for puramente esportiva, a resposta é sim. Lawson mostrou competência nas oportunidades que teve, inclusive quando substituiu Daniel Ricciardo em 2023 e foi competitivo com pouquíssimo tempo de adaptação. Nesta temporada, a partir de Mônaco, mesmo ainda sem um carro altamente competitivo, ele tem sido capaz de extrair bons resultados e mostrar que pode ser um piloto confiável para a equipe.
A grande questão é que a Red Bull tem um histórico de tomar decisões rápidas e, por vezes, impiedosas com seus pilotos. Basta lembrar de nomes como Gasly e Albon, que sofreram com a pressão do sistema interno. Por isso, Lawson precisará fazer mais do que “bons” resultados. Ele precisa impressionar. Precisa ser melhor ou do mesmo nível de Hadjar.
Liam Lawson está diante de uma oportunidade rara. Ainda que a vaga não esteja garantida, o momento é favorável: ele tem mostrado consistência, está amadurecendo e tem a confiança de parte do paddock. Mas isso não basta. Se quiser estar no grid de 2026, ele precisa transformar boas atuações em uma campanha marcante. O talento ele já provou que tem, agora falta transformar esse potencial em uma vaga na Fórmula 1 em 2026.
(Imagem de capa: XPBimages)