Liverpool Arne Slot
Futebol Premier League

Liverpool afunda e Arne Slot entra na zona de alerta; Confira

A crise em Liverpool deixou de ser teoria e virou realidade. O que antes parecia só um tropeço virou um desmoronamento completo, com a derrota por 3 a 0 para o Nottingham Forest, em pleno Anfield, funcionando como a maior evidência de que o time perdeu o rumo. E o problema não é só o placar: é a maneira como o time se apresentou, talvez uma das atuações mais fracas que a torcida viu em casa nos últimos anos.

Arne Slot, que no ano passado surfou na maré perfeita do título inglês, agora vive o outro lado da moeda. A pressão explodiu. E o pior: tudo isso aconteceu com o chairman Tom Werner acompanhando de perto no estádio, vendo um Liverpool irreconhecível em quase todos os sentidos. Slot até tentou explicar, mas admitiu que foi “muito, muito ruim” — uma sinceridade que combina com a fase.

Ninguém fala em demissão imediata, claro. Mas futebol não respeita passado recente, e seis derrotas em sete jogos viram uma nuvem pesada na cabeça de qualquer técnico. Ainda mais num clube como o Liverpool.

A queda de desempenho do Liverpool e as estatísticas que assustam 

A invencibilidade e o controle emocional da temporada passada sumiram. Agora o Liverpool carrega um time vulnerável, que perde em casa como não perdia há anos e que mostra uma fragilidade emocional difícil de ignorar. E quando todo mundo olha para o valor investido — cerca de 450 milhões de libras — fica ainda mais difícil encontrar desculpas.

Ex-jogadores, como Martin Keown, já falam abertamente que “as rodas estão caindo”. E de certa forma faz sentido: Slot pegou o time de Klopp, tentou mudar, gastou pesado… e piorou. É duro. Mas é o que o desempenho mostra.

E o técnico sabe que a responsabilidade não tem para onde correr. Ele próprio disse que se o time joga bem ou mal, a conta chega nele. Só que, por enquanto, as tentativas de ajuste não surtiram efeito. Contra o Forest, depois de tomar o primeiro gol, a equipe derreteu.

O caso Isak e o ataque que não funciona

A contratação de Alexander Isak virou um dos símbolos dessa crise. Chegou caro, cercado de expectativa, mas acumulou lesão, falta de ritmo e atuações apagadas. Contra o Forest, Slot deu mais uma chance ao sueco, mas o resultado foi praticamente nulo. A impressão de que ele está completamente desconectado do time só aumenta.

Para completar, Slot tomou uma decisão que pareceu mais desespero que estratégia: tirou Konaté aos 55 minutos para colocar Ekitike, empurrando o time para frente sem muita lógica tática. Nem assim o Liverpool ganhou vida.

Salah foi uma rara exceção positiva — e nem isso serve de consolo. Um time desse tamanho não pode depender de lampejos individuais enquanto afunda coletivamente.

A sequência que expôs as rachaduras

O momento de virada da temporada veio lá atrás, com aquele gol do Nketiah no apagar das luzes contra o Crystal Palace. Desde então, Slot não encontrou respostas. O time mostrou lampejos, como contra o Aston Villa e até na Champions diante do Real Madrid, mas nada duradouro. Logo em seguida vieram as pancadas de Manchester City e a derrota sem reação para o Forest.

E o elenco, que deveria estar renovado e mais forte com Wirtz, Chiesa, Isak e companhia, ainda não engrenou. Wirtz, por exemplo, chegou como investimento gigante, mas até agora não fez gol nem deu assistência na Premier League.

Os números reforçam o colapso: seis derrotas nos primeiros 12 jogos, algo que só aconteceu em 2014-15. Para um time que acabou de ser campeão, é um declínio tão brusco que parece até irreal.

Uma defesa que virou um convite ao caos

E não é só o ataque que preocupa. A defesa está sofrendo com bolas paradas, algo que jamais foi problema nos melhores anos de Klopp e nem mesmo no início do trabalho de Slot. Já são nove gols sofridos em jogadas desse tipo — o mesmo total da temporada inteira passada.

O segundo gol do Forest, marcado segundos após o intervalo, deixou Anfield em silêncio absoluto. Uma jogada simples, sem muita elaboração, desmontou o Liverpool. Isso ilustra bem o que tem faltado: intensidade e coração, pilares que sempre definiram o clube nas últimas temporadas.

A torcida não vaiou, mas a resignação que tomou conta do estádio diz mais do que qualquer protesto.

O perigo real: deixar o título de lado e mirar o G-4

O título? Já não é conversa para agora. Com 18 pontos ou menos nesse estágio, nenhum campeão da Premier League conseguiu defender a taça. O Liverpool está a oito pontos do líder Arsenal, que ainda tem jogo a menos. Isso tudo com o time estacionado em 11º lugar.

O foco vira outra coisa: sobreviver. Garantir vaga na Champions. Reconstruir a confiança. E achar um jeito de fazer os reforços funcionarem, antes que a pressão sobre Slot vire algo insustentável.

Porque hoje, o cenário é simples: sem uma reviravolta imediata, o técnico holandês vai sentir a corda apertar ainda mais.