No último domingo (17), uma emboscada contra a torcida do Cruzeiro matou um torcedor e feriu outros 17. A Mancha Verde é ligada ao ato após ter oito pessoas com conexões à organizada serem identificadas pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).
Como resposta, a Federação Paulista de Futebol (FPF) proibiu qualquer vestimenta ou objeto da Mancha nos jogos do Palmeiras. Em nota publicada pela organizada, afirma que não tem qualquer responsabilidade pelas ações dos palmeirenses envolvidos no caso. A Drade pediu a prisão temporária de seis dos oito identificados, por 30 dias.
Não houve um prazo estipulado na portaria publicada por Fábio Barbosa Moraes, diretor-executivo do Departamento de Segurança e Prevenção de Violência da FPF. Apesar da proibição, os membros da Mancha Verde podem estar presentes nos estádios, mas sem qualquer camisa, faixas ou bandeiras que estejam ligadas à organizada.
Segundo a Drade e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), três dos suspeitos que estão sendo investigados possuem cargos de liderança na Mancha Verde.
Entenda o caso da Mancha Verde
No último domingo (17), dois ônibus com torcedores do Cruzeiro foram atacados. Um foi incendiado e outro depredado na ação ocorrida em Mairiporã, em São Paulo. Membros da torcida organizada Máfia Azul estavam dentro dos ônibus, o ataque resultou na morte de um torcedor, com outros 17 ficando feridos.
Segundo o G1, a vítima era um homem de 30 anos, que chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. O cruzeirense sofreu queimaduras e, de acordo com os parentes ouvidos pelo G1, a informação que tinham é que havia morrido dentro do ônibus queimado.
A PRF informou que a emboscada teria acontecido por volta de 5h20, com ônibus com as torcidas do Palmeiras e do Cruzeiro se cruzando na Rodovia Fernão Dias. Foi encontrado artefatos para furar pneus, fogos de artifício e bombas caseiras no local.