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Marquinhos, o capitão do Hexa? Relembre quem vestiu a braçadeira do Brasil em cada Copa do Mundo

Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, a figura de Marquinhos ganha contornos históricos dentro da Seleção Brasileira. O zagueiro do PSG, que já exerce a função de capitão tanto no clube francês quanto na equipe nacional, foi confirmado por Carlo Ancelotti como o dono da braçadeira brasileira no Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Caso o Brasil conquiste o tão sonhado hexacampeonato, será o defensor revelado nas categorias de base do Corinthians o responsável por erguer a taça, repetindo um gesto eternizado por alguns dos maiores líderes da história do futebol brasileiro.

Antes de Marquinhos, a tradição dos capitães da Seleção Brasileira em Copas do Mundo remonta aos primeiros grandes feitos do país. Em 1958, na conquista do primeiro título mundial em sua história, o líder em campo foi o lendário Bellini, cuja imagem levantando o troféu tornou-se um dos símbolos mais marcantes da história do esporte. Quatro anos depois, no bicampeonato de 1962, a braçadeira ficou com Mauro Ramos. Já em 1970, na campanha considerada por muitos a melhor seleção de todos os tempos, o capitão foi o saudoso Carlos Alberto Torres, responsável por levantar a terceira taça mundial.

Nas edições seguintes, a braçadeira passou por diferentes gerações. Em 1974 e 1978, o capitão foi Luiz Pereira. Em 1982, uma das seleções mais admiradas da história teve como líder Oscar Bernardi. Em 1986, a função coube a Edinho, enquanto em 1990 o posto foi ocupado por Ricardo Gomes. O retorno ao topo do mundo aconteceu em 1994, nos Estados Unidos, sob a liderança de Dunga, um dos capitães mais emblemáticos da história recente da Seleção. Quatro anos depois, no vice-campeonato de 1998, a braçadeira continuou com Dunga. Em 2002, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato na Coreia do Sul e no Japão, o capitão foi Cafu, último brasileiro a levantar a taça da FIFA. Agora, a missão caberá a Marquinhos em 2026.

A partir daí, a Seleção Brasileira passou a viver uma sequência sem conquistas mundiais. Em 2006, o capitão também foi Cafu. Em 2010, a responsabilidade passou para Lúcio. Na Copa do Mundo de 2014, disputada em casa, a braçadeira ficou com Thiago Silva. Em 2018, o defensor voltou a liderar a equipe na Rússia, enquanto em 2022 a função foi dividida em diferentes partidas, reflexo da política de rodízio adotada pela comissão técnica da época, sem um capitão fixo em várias convocações e jogos decisivos da seleção brasileira naquele período histórico, onde Marquinhos também esteve presente.

Agora, em 2026, a história coloca Marquinhos no centro das atenções. Aos 32 anos, o defensor chega ao Mundial como uma das referências técnicas e emocionais do elenco brasileiro. Bicampeão da UEFA Champions League pelo PSG e consolidado entre os principais zagueiros de sua geração, ele reúne experiência, liderança e prestígio dentro do grupo. A confirmação de Ancelotti encerrou qualquer dúvida sobre quem carregará a braçadeira na busca pelo hexacampeonato como líder absoluto do grupo, sendo peça central na ambição do Brasil de conquistar mais um título em sua história.

Se Bellini inaugurou a galeria de capitães campeões, se Carlos Alberto, Dunga e Cafu marcaram época ao levantar a taça, agora Marquinhos chega à Copa do Mundo de 2026 com a oportunidade de escrever seu próprio capítulo. Em um país que não conquista o Mundial desde 2002, a missão do capitão vai além da liderança em campo: ela representa a esperança de uma geração inteira que sonha em ver o Brasil voltar ao topo do futebol internacional, um legado que conecta passado, presente e futuro do futebol brasileiro em busca do hexacampeonato histórico, sob o comando de Carlo Ancelotti.

Foto: Getty Images

Como Marquinhos busca liderar a zaga e a capitania do Brasil na Copa do Mundo de 2026?

A Copa do Mundo de 2026 representa o maior desafio da carreira de Marquinhos com a camisa da Seleção Brasileira. Confirmado por Carlo Ancelotti como capitão da equipe durante o torneio, o zagueiro chega ao Mundial não apenas como uma das lideranças do elenco, mas também como o principal responsável por comandar um sistema defensivo que será determinante na busca pelo hexacampeonato. A confiança depositada nele pela comissão técnica ficou evidente ainda em maio, quando o treinador italiano confirmou que a braçadeira permaneceria com o defensor do Paris Saint-Germain durante a competição.

Inserido no Grupo C ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia, o Brasil inicia sua caminhada diante do adversário mais complicado da chave. Os marroquinos chegam credenciados pelo histórico recente de crescimento internacional e são apontados como os principais concorrentes da Seleção pela liderança do grupo. Já Haiti e Escócia aparecem como seleções capazes de impor dificuldades específicas, seja pela intensidade física dos escoceses ou pela velocidade das transições haitianas que exigem atenção máxima da Seleção Brasileira na fase inicial da competição e do planejamento técnico da equipe.

Nesse cenário, a parceria entre Marquinhos e Gabriel Magalhães surge como um dos pilares da equipe brasileira. Enquanto o capitão oferece experiência acumulada em mais de uma década de futebol europeu e mais de cem partidas pela Seleção, Gabriel acrescenta força física, imposição aérea e agressividade na marcação. A combinação dos dois reúne características complementares e pode proporcionar ao Brasil uma das duplas de zaga mais sólidas do torneio. Ambos chegaram ao Mundial após temporadas de alto nível no futebol europeu, defendendo PSG e Arsenal, respectivamente.

A liderança de Marquinhos também extrapola os aspectos táticos. Em um elenco que mistura veteranos e jovens talentos, o capitão exerce papel fundamental na organização do grupo, na comunicação dentro de campo e no controle emocional em momentos de pressão. Essa responsabilidade ganha ainda mais relevância em uma Copa do Mundo marcada pela expectativa de encerrar um jejum que já dura desde 2002. Ancelotti tem enfatizado a construção de um ambiente equilibrado e competitivo, e a presença de Marquinhos como referência técnica e comportamental encaixa-se perfeitamente nesse projeto.

Diante de adversários com características distintas na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, a atuação da defesa brasileira poderá ser decisiva para definir o ritmo da campanha. Contra Marrocos, a atenção às transições rápidas será essencial. Diante do Haiti, o desafio será evitar espaços para contra-ataques. Já contra a Escócia, a disputa física e o jogo aéreo tendem a ganhar protagonismo. Em todos esses cenários, Marquinhos deverá assumir a função de organizador da última linha defensiva, orientando posicionamentos e coordenando a parceria com Gabriel Magalhães na zaga.

Por isso, mais do que um capitão simbólico, Marquinhos chega à Copa do Mundo de 2026 como uma peça central da estratégia brasileira. Se o ataque conta com estrelas capazes de decidir partidas, a caminhada rumo ao hexacampeonato poderá passar diretamente pela segurança transmitida pela dupla formada com Gabriel Magalhães. E, caso o Brasil avance com consistência desde a fase de grupos, grande parte do mérito poderá estar justamente na liderança silenciosa e eficiente exercida pelo camisa 4 da Seleção, em campo na competição internacional, que será realizada no Canadá, Estados Unidos e México.

Foto: Getty Images

Será que Marquinhos vai repetir no Brasil as mesmas atuações no PSG?

A grande questão que acompanha a Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo de 2026 é se Marquinhos conseguirá transportar para o cenário internacional o mesmo nível de atuação que o transformou em um dos maiores ídolos da história do PSG. Os sinais são positivos. Aos 32 anos, o zagueiro chega ao Mundial na América do Norte vivendo um dos momentos mais vitoriosos de sua carreira, consolidado como capitão do clube francês e da Seleção, além de ter ampliado sua coleção de títulos europeus ao liderar a equipe em mais uma campanha histórica na UEFA Champions League.

O peso de sua experiência pode ser decisivo para o Brasil. Marquinhos ultrapassou a marca de cem partidas pelo seu país e construiu uma trajetória marcada por regularidade, liderança e capacidade de adaptação a diferentes sistemas táticos. Ao longo dos últimos anos, tornou-se uma referência técnica dentro e fora de campo, característica que foi determinante para que Carlo Ancelotti o mantivesse como um dos pilares do projeto para a Copa do Mundo em 2026 no ciclo da Seleção Brasileira rumo ao hexacampeonato mundial histórico sob seu comando técnico.

Além do desempenho esportivo, a postura do defensor tem chamado atenção. Após a recente decisão da UEFA Champions League, por exemplo, Marquinhos foi elogiado pelo técnico Ancelotti ao priorizar o apoio a Gabriel Magalhães, seu companheiro de Seleção, antes mesmo de celebrar a conquista europeia. O episódio reforçou a imagem de liderança que o acompanha e que pode ser fundamental em um torneio tão exigente emocionalmente quanto uma Copa do Mundo. no contexto da preparação brasileira para o Mundial de 2026 sob comando do técnico italiano e fortalecimento coletivo da equipe.

Dentro de campo, a expectativa é que ele forme a dupla titular de zaga ao lado de Gabriel Magalhães. Ambos chegam credenciados por temporadas de alto nível no futebol europeu e foram apontados como a principal parceria defensiva da equipe brasileira durante a preparação para o Mundial. A combinação entre a experiência de Marquinhos e a força física de Gabriel pode oferecer ao Brasil a segurança necessária para enfrentar os desafios da competição com potencial de consolidar a defesa brasileira como uma das mais sólidas do torneio da FIFA.

Se repetir pela Seleção a consistência demonstrada no PSG, Marquinhos terá a oportunidade de viver mais um capítulo de glória em uma carreira já repleta de conquistas. Depois de levantar a taça da UEFA Champions League como capitão do clube francês e de consolidar seu nome entre os maiores defensores brasileiros da atualidade, o próximo passo pode ser ainda maior: conduzir o Brasil ao hexacampeonato mundial. Em um país que espera há mais de duas décadas por uma nova conquista da Copa do Mundo, poucos jogadores carregam tanta responsabilidade — e, ao mesmo tempo, tantas credenciais para corresponder a ela — quanto o defensor.

(Foto: Getty Images)