O atacante Kylian Mbappé deixa a Copa do Mundo de 2026 com o prestígio de um dos maiores do torneio, mas sem o desfecho que imaginava. A eliminação da França diante da Espanha nas semifinais encerrou mais uma campanha marcante do camisa 10. que voltou a ser decisivo ao longo da competição, embora tenha ficado distante do objetivo principal: conquistar seu segundo título mundial. O resultado reforçou uma curiosa combinação entre legado consolidado e frustração esportiva, já que o atacante acumulou números expressivos, mas terminou a competição sem levantar a taça. Agora, resta a disputa do terceiro lugar contra a Inglaterra, em um duelo que pode transforma em mais um capítulo histórico de sua carreira.
Desde sua estreia em Copas do Mundo, em 2018, Mbappé transformou o Mundial em seu principal palco. Campeão ainda muito jovem na Rússia, vice-campeão em 2022 após protagonizar uma atuação memorável na final contra a Argentina e novamente destaque em 2026, o atacante manteve um nível de desempenho que poucos jogadores conseguiram sustentar em edições consecutivas do torneio. Mesmo com a eliminação para a Espanha, sua influência sobre a seleção francesa permaneceu evidente durante praticamente toda a campanha sob o comando de Didier Deschamps.
Ao longo desta edição da Copa do Mundo, Mbappé voltou a decidir partidas importantes. A França eliminou Suécia, Paraguai e Marrocos no mata-mata contando com a liderança técnica e emocional de seu capitão. No entanto, diante da Espanha encontrou uma equipe extremamente organizada, que neutralizou o ataque francês e controlou o meio-campo durante boa parte do confronto. A derrota por 2 a 0 encerrou o sonho do bicampeonato e mostrou que, mesmo para um jogador de elite, o sucesso coletivo depende do desempenho de toda a equipe.
Após a eliminação, Mbappé assumiu publicamente a responsabilidade pelo resultado e reconheceu que, como capitão da seleção francesa, precisava enfrentar as críticas de forma natural. A postura reforçou uma característica que se tornou cada vez mais evidente ao longo de sua carreira: a capacidade de liderar tanto dentro quanto fora de campo. Embora a derrota tenha causado enorme frustração entre jogadores, comissão técnica e torcedores, sua reação foi interpretada como um reflexo da maturidade, da personalidade e da experiência acumuladas nos últimos anos em competições de alto nível.
A campanha também marcou o início de uma nova fase para a seleção francesa. Com a saída de Didier Deschamps após o encerramento do Mundial e a expectativa pela chegada de Zinédine Zidane ao comando da equipe, Mbappé seguirá como o principal nome em torno do qual a França deverá ser reconstruída. Aos 27 anos, o atacante ainda reúne plenas condições de disputar outra Copa do Mundo em alto nível, ampliando significativamente as chances de escrever novos capítulos em sua trajetória pela seleção e consolidar ainda mais seu legado internacional.
Embora deixe a Copa do Mundo de 2026 sem conquistar o título, Mbappé encerra mais uma edição com seu nome consolidado entre os maiores protagonistas da história recente do torneio. Sua regularidade em fases decisivas, a disposição para assumir responsabilidades e o protagonismo demonstrado em três Mundiais consecutivos reforçam um legado que ultrapassa a conquista de troféus. Desta vez faltou a taça, mas não o reconhecimento de que o francês segue entre os jogadores mais influentes de sua geração e uma das grandes referências da maior competição do futebol.

Como Mbappé busca se isolar como maior artilheiro da história das Copas do Mundo, caso balance as redes contra a Inglaterra na disputa do terceiro lugar
Em grande fase, Mbappé entra na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026 diante da Inglaterra carregando uma motivação que vai muito além da medalha de bronze. Eliminada pela Espanha na semifinal, a França ainda tem a oportunidade de encerrar sua campanha de forma positiva, enquanto seu principal astro poderá alcançar um dos recordes mais importantes da história do futebol mundial. Com 20 gols em Mundiais, o camisa 10 francês aparece apenas um gol atrás de Lionel Messi, que lidera a lista histórica com 21. A própria FIFA confirma que o atacante ocupa a segunda colocação isolada e mantém viva a possibilidade de assumir o topo ainda nesta edição do torneio.
A matemática é simples, mas o impacto histórico é enorme. Caso Mbappé marque uma vez contra a Inglaterra, igualará Messi com 21 gols em Copas do Mundo. Se balançar as redes duas ou mais vezes, chegará a 22 gols e assumirá isoladamente a liderança da artilharia histórica da competição, ainda antes da decisão entre Argentina e Espanha. O feito seria ainda mais impressionante porque o atacante alcançaria a marca em apenas 21 partidas disputadas, mantendo uma média próxima de um gol por jogo, um desempenho sem precedentes entre os maiores goleadores da história do Mundial.
Mesmo assim, a disputa pelo recorde continua aberta. Messi ainda entrará em campo na grande final contra a Espanha, o que significa que, se Mbappé apenas igualar ou superar momentaneamente a marca, o argentino terá a oportunidade de responder imediatamente na decisão do título. Assim, os dois maiores protagonistas da atual geração chegam aos últimos dias da Copa separados por um gol e com chances reais de terminar o torneio como maior artilheiro da história das Copas do Mundo.
Além da corrida pelos gols, Mbappé também tenta fechar mais uma Copa confirmando sua extraordinária regularidade. Campeão em 2018, vice-campeão em 2022 e semifinalista em 2026, o atacante construiu um currículo que poucos jogadores conseguiram reunir antes dos 28 anos. A FIFA destaca que ele já é o maior artilheiro da história das fases eliminatórias do torneio, além de ser o maior goleador em finais de Copa do Mundo, consolidando um legado que vai muito além das estatísticas gerais.
O confronto diante da Inglaterra ganha um significado especial por marcar a despedida da França da Copa do Mundo e encerrar oficialmente a longa trajetória de Didier Deschamps no comando da seleção. Mesmo sem o prestígio de uma final, a disputa pelo terceiro lugar representa a oportunidade de homenagear o treinador com um resultado positivo. Para Mbappé, o compromisso também pode assumir contornos históricos, já que o atacante tem a chance de transformar um duelo de consolação em mais um capítulo marcante de sua trajetória nos Bleus.
Independentemente do resultado, Mbappé já garantiu seu lugar entre os maiores jogadores da história das Copas. Porém, um ou dois gols diante da Inglaterra podem mudar definitivamente a dimensão de seu legado. Se alcançar ou ultrapassar Messi antes da final, colocará ainda mais pressão sobre o capitão argentino no duelo decisivo contra a Espanha, transformando a corrida pela artilharia histórica em uma das grandes narrativas dos últimos dias da Copa do Mundo de 2026.

Será que Mbappé vai entrar para o legado na Copa do Mundo como um dos maiores colecionadores de medalhas?
O astro Mbappé pode escrever mais um capítulo histórico em sua trajetória na Copa do Mundo neste sábado, quando a França enfrenta a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar da edição de 2026. Embora o principal objetivo dos Bleus fosse conquistar o tricampeonato, a partida ainda oferece ao camisa 10 a oportunidade de alcançar um feito reservado a um grupo extremamente seleto de jogadores. Caso a França vença, Mbappé adicionará a medalha de bronze à coleção iniciada com o ouro em 2018, na Rússia, e ampliada com a prata conquistada no Catar, em 2022, tornando-se um dos poucos atletas da história a reunir as três principais medalhas do torneio.
A conquista colocaria Mbappé ao lado de nomes lendários do futebol mundial. Entre os jogadores que conseguiram completar essa coleção estão o italiano Franco Baresi e um grupo de campeões da antiga Alemanha Ocidental: Franz Beckenbauer, Jurgen Grabowski, Horst-Dieter Hottges, Sepp Maier e Wolfgang Overath. Mais recentemente, Miroslav Klose também alcançou essa marca ao conquistar a prata em 2002, o bronze em 2006 e o ouro em 2014. Trata-se de um grupo extremamente restrito, formado por atletas que permaneceram competitivos durante diferentes ciclos de Copa do Mundo e participaram de campanhas históricas por suas seleções.
No caso de Mbappé, o feito ganharia um significado ainda maior por causa da velocidade com que construiu esse currículo. Aos 27 anos, ele já disputou três Copas consecutivas como protagonista absoluto da França. Em 2018, foi um dos destaques da campanha do bicampeonato mundial. Em 2022, brilhou novamente e terminou como artilheiro da competição, apesar da derrota para a Argentina na decisão. Agora, em 2026, mesmo com a eliminação para a Espanha na semifinal, segue como líder técnico da equipe e terá a oportunidade de encerrar o torneio no pódio mais uma vez.
A regularidade demonstrada por Mbappé também reforça sua posição entre os maiores jogadores da história das Copas. Desde sua estreia, ele participou de fases decisivas em todas as edições disputadas, acumulando gols, assistências e atuações determinantes em confrontos eliminatórios. A FIFA já o reconhece como um dos principais protagonistas da era moderna do torneio, especialmente pelo desempenho em jogos de mata-mata e finais, estatísticas que consolidam sua influência na competição.
O duelo contra a Inglaterra representa muito mais do que a definição do terceiro lugar na Copa do Mundo. Para a França, é a oportunidade de encerrar com dignidade a longa e vitoriosa trajetória de Didier Deschamps à frente da seleção. Já para Mbappé, a partida oferece a possibilidade de ampliar ainda mais seu legado, alcançando uma marca extremamente rara e consolidando seu nome entre os maiores campeões e protagonistas da história do futebol, com um feito reservado a um grupo bastante seleto de lendas do esporte.
Mesmo que ainda tenha condições de disputar outra Copa do Mundo em alto nível, conquistar ouro, prata e bronze antes dos 30 anos seria uma demonstração extraordinária de longevidade e competitividade. Se a França superar a Inglaterra, Mbappé não apenas ampliará sua coleção de medalhas, mas também fortalecerá seu legado como um dos jogadores mais completos e consistentes que a Copa do Mundo já viu, compartilhando uma marca histórica com alguns dos maiores ícones do esporte.
(Foto: Getty Images)


