O astro Kylian Mbappé voltou a protagonizar mais um capítulo de uma rivalidade que já está eternizada na história das Copas do Mundo. Na vitória da França por 2 a 0 sobre o Marrocos, pelas quartas de final do Mundial de 2026, o camisa 10 francês voltou a ser decisivo ao marcar um gol, dar uma assistência e conduzir os Bleus à semifinal, repetindo o roteiro que tem seguido desde o início da competição. O gol anotado em Boston levou o atacante aos oito tentos no torneio, igualando Lionel Messi na artilharia e mantendo vivo um duelo individual que atravessa gerações e fronteiras.
A rivalidade entre os dois craques ganhou contornos históricos desde a final da Copa do Mundo de 2022, no Catar, quando Argentina e França protagonizaram uma das decisões mais memoráveis de todos os tempos. Naquela ocasião, Messi ergueu o troféu mais desejado do futebol, mas Mbappé também deixou sua marca ao balançar as redes três vezes e confirmar seu status de protagonista do futebol mundial, após já ter conquistado o título em 2018 com a seleção francesa. Quatro anos depois, a disputa continua intensa, com ambos em alto nível e protagonizando uma corrida sem data para terminar.
O desempenho de Mbappé em 2026 chama atenção pela impressionante regularidade. O francês marcou em diferentes fases do torneio, assumiu responsabilidades nos momentos de maior pressão e voltou a se tornar a principal referência ofensiva da equipe comandada por Didier Deschamps. Contra o Marrocos, chegou a desperdiçar um pênalti, mas reagiu rapidamente, marcou um belo gol e ainda participou diretamente da jogada do segundo tento francês. A atuação reforçou sua capacidade de decidir partidas mesmo diante de cenários adversos.
Do outro lado da disputa está Messi, que aos 39 anos continua desafiando o tempo e escrevendo novos capítulos com a camisa da Argentina sob o comando de Lionel Scaloni. O argentino também soma oito gols nesta edição da Copa do Mundo e segue na luta por mais uma Chuteira de Ouro. Enquanto isso, Mbappé mantém o mesmo objetivo: ampliar seu legado e superar marcas históricas. A igualdade na artilharia transformou a reta final do Mundial em um confronto entre gerações distintas, unidas pela mesma ambição de alcançar a grandeza.
A disputa pelo posto de artilheiro ainda conta com nomes importantes, como Erling Haaland e Harry Kane, mas a sensação é de que o protagonismo permanece concentrado em Messi e Mbappé. Cada gol marcado por um parece provocar uma resposta imediata do outro, alimentando uma rivalidade digna dos maiores duelos individuais da história do esporte. Desta vez, o palco é a Copa do Mundo, a competição máxima do futebol, onde grandes atuações ganham ainda mais significado e ajudam a definir o tamanho dos legados construídos por esses craques.
Independentemente de quem termine a competição como artilheiro ou campeão, Mbappé já garantiu seu lugar entre os grandes da história das Copas do Mundo. Aos 27 anos, o atacante francês acumula marcas impressionantes, quebra recordes e lidera a França na busca por uma terceira final consecutiva. Do outro lado, o experiente Messi segue encantando em seus últimos Mundiais com sua genialidade. Em 2026, o duelo representa mais que números: é o encontro de duas lendas que continuam elevando o nível do futebol internacional.

Como Mbappé vem se tornando o principal nome da França desde 2018 em Copas do Mundo
Desde a conquista da Copa do Mundo de 2018, Kylian Mbappé deixou de ser apenas uma promessa para se transformar no principal símbolo da seleção francesa. Aos 19 anos, o atacante encantou o planeta ao marcar quatro gols na campanha do bicampeonato, incluindo um na final contra a Croácia e dois nas oitavas de final diante da Argentina, tornando-se o primeiro adolescente desde Pelé a marcar em uma decisão de Mundial. O desempenho colocou o camisa 10 em um patamar de estrela global e marcou o início de uma trajetória que, oito anos depois, continua sendo escrita em letras douradas.
Na Copa do Mundo de 2022, no Catar, Mbappé deu mais um salto em sua carreira. Com oito gols, conquistou a Chuteira de Ouro do torneio e protagonizou uma das maiores atuações individuais da história das finais ao marcar um hat-trick diante da Argentina. Apesar da derrota nos pênaltis, o atacante deixou a competição consolidado como o grande líder técnico dos Bleus e o principal nome de sua geração.
Em 2026, o roteiro parece seguir pelo mesmo caminho. A França alcançou mais uma semifinal de Copa do Mundo, a terceira consecutiva, e novamente o principal responsável pela campanha atende pelo nome de Mbappé. O atacante foi decisivo nos momentos mais importantes do mata-mata. Contra a Suécia, marcou um dos gols da vitória por 3 a 0 e liderou o setor ofensivo em uma atuação dominante.
Diante do Paraguai, viveu uma partida truncada e resolveu a classificação ao converter um pênalti no segundo tempo, garantindo o triunfo por 1 a 0. Já nas quartas de final, contra o Marrocos, desperdiçou uma penalidade, mas demonstrou personalidade para se recuperar, marcou um belo gol e ainda participou diretamente do segundo tento da vitória por 2 a 0, classificando os franceses para mais uma semifinal.
A única partida em que Mbappé não conseguiu balançar as redes nesta edição foi diante da Noruega, ainda na fase de grupos. Mesmo assim, sua influência em campo permaneceu evidente, seja atraindo a marcação, criando espaços ou participando das jogadas ofensivas. Os números confirmam o protagonismo do atacante: ele chegou aos oito gols na competição e alcançou a impressionante marca de 20 tentos em Copas do Mundo, um feito extraordinário para um jogador de apenas 27 anos.
Agora, o camisa 10 aguarda o vencedor do confronto entre Espanha e Bélgica para conhecer o próximo adversário na semifinal. Independentemente de quem avance, o sentimento é de que qualquer defesa terá pela frente um dos maiores pesadelos do futebol mundial na atualidade. A velocidade, a capacidade de decisão e a frieza nos grandes jogos transformaram Mbappé em um jogador praticamente imparável nos mata-matas de Copa do Mundo.
Ao mesmo tempo, a disputa pela artilharia ganhou contornos épicos. Lionel Messi, aos 39 anos, também soma oito gols no torneio e segue vivo na competição, mantendo acesa uma rivalidade que atravessa gerações. O argentino levou a melhor na final de 2022, mas Mbappé parece determinado a escrever um desfecho diferente em 2026. Cada gol de um exige uma resposta imediata do outro, transformando a corrida pela Chuteira de Ouro em um dos grandes enredos deste Mundial.
Por que Mbappé nasceu para jogar a Copa do Mundo e se tornou um dos principais nomes da França de todos os tempos?
Poucos jogadores parecem ter nascido para brilhar em Copas do Mundo como Kylian Mbappé. Desde sua estreia em 2018, o francês transformou o torneio no grande palco de sua carreira e construiu uma trajetória histórica pela seleção. Aos 19 anos, encantava pela velocidade e talento; em 2026, tornou-se líder técnico, referência de uma geração e um dos atacantes mais decisivos da história dos Mundiais.
A campanha de 2018 foi o início de tudo. Mbappé chegou à Copa cercado de expectativas, mas poucos imaginavam que seria capaz de assumir tamanho protagonismo. Com quatro gols, incluindo dois contra a Argentina nas oitavas de final e outro na decisão diante da Croácia, tornou-se o primeiro adolescente desde Pelé, em 1958, a marcar em uma final de Mundial. A França conquistou o bicampeonato, e o futebol internacional encontrou seu novo fenômeno.
Quatro anos depois, no Catar, o cenário era completamente diferente. Aos 23 anos, Mbappé já era a principal referência ofensiva dos Bleus e assumiu o papel de protagonista absoluto. Marcou oito gols, conquistou a Chuteira de Ouro da competição e protagonizou uma das maiores exibições individuais da história das finais ao anotar um hat-trick contra a Argentina. Apesar da derrota nos pênaltis e do vice-campeonato, o atacante saiu do torneio ainda maior e confirmou que o sucesso de 2018 estava longe de ser obra do acaso.
Agora, em 2026, Mbappé chega à sua terceira Copa do Mundo em um momento de plena maturidade esportiva. Aos 27 anos, idade considerada o auge para muitos atacantes, o camisa 10 reúne explosão física, experiência acumulada em campanhas históricas e a liderança necessária para conduzir uma seleção que busca chegar à terceira final consecutiva. Sua participação no atual Mundial é mais uma prova de que nasceu para este torneio.
O atacante foi decisivo em praticamente todos os momentos importantes da campanha francesa. Marcou nas fases eliminatórias, liderou a equipe nas vitórias contra Suécia, Paraguai e Marrocos e manteve um impressionante nível de regularidade. O único jogo em que não conseguiu marcar foi diante da Noruega, ainda na fase de grupos. Mesmo assim, sua influência permaneceu determinante pela movimentação, pela capacidade de criar espaços e pela ameaça constante que representa às defesas adversárias.
Os números ajudam a dimensionar a grandeza de sua trajetória. Somando as edições de 2018, 2022 e 2026, Mbappé alcançou uma marca de gols em Copas do Mundo que o coloca ao lado das maiores lendas do torneio. Mais do que isso, consolidou-se como um dos maiores jogadores da história da seleção francesa, entrando definitivamente no mesmo patamar de ídolos como Zinedine Zidane, Michel Platini e Thierry Henry.
A atual edição do Mundial também adicionou um novo ingrediente à sua história: a disputa direta pela artilharia com Lionel Messi. O argentino segue brilhando aos 39 anos, e a corrida entre os dois se transformou em um dos grandes enredos da competição. Cada gol de Messi parece ser respondido por Mbappé, e vice-versa, em uma rivalidade que atravessa gerações e ajuda a definir o legado de ambos.
Independentemente de a França conquistar ou não mais uma Copa do Mundo, a impressão deixada por Mbappé é clara. Alguns jogadores fazem grandes carreiras em clubes, outros se eternizam por conquistas individuais. Mbappé, porém, parece pertencer a uma categoria rara: a dos atletas que se transformam quando vestem a camisa de sua seleção e encontram na Copa do Mundo o cenário perfeito para escrever capítulos inesquecíveis da história do futebol.
(Foto: AFP/Getty Images)



