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Real Madrid cai para o Bayern e Mbappé continua sem sua maior obsessão: a Champions League

A eliminação do Real Madrid de Mbappé para o Bayern de Munique encerrou, na prática, a temporada do clube em 2025/26. Mesmo sem estar matematicamente fora da disputa de LaLiga, o cenário é claro: a diferença na tabela e o desempenho recente tornaram o título improvável. O resultado na Champions League acabou sendo o golpe definitivo em um ano que começou com expectativa alta e termina sem conquistas relevantes.

Temporada sem títulos expõe problemas do Real Madrid

O que mais chama atenção nesse cenário é a repetição de um padrão. Desde a chegada de Kylian Mbappé, no meio de 2024, o clube apostava em uma nova era dominante na Europa. A ideia era clara: transformar o atacante francês no protagonista de uma fase vencedora, principalmente na Champions League.

Na prática, isso não aconteceu. O Real Madrid fecha mais uma temporada sem títulos de peso, mantendo a principal meta do projeto distante. LaLiga ainda aparece como possibilidade matemática, mas a realidade dentro de campo não sustenta uma reação consistente nas rodadas finais.

Esse contexto pesa diretamente sobre Mbappé. Mesmo com desempenho individual relevante, ele ainda não conseguiu levar o time ao principal objetivo europeu. O roteiro se repete em relação ao que já aconteceu no PSG: atuações fortes, números expressivos, mas sem a conquista da Champions.

Mbappé decide pouco em jogo decisivo

Contra o Bayern de Munique, Mbappé até deixou sua marca no placar, mas o impacto geral ficou abaixo do esperado para um jogador desse nível. Teve outras oportunidades durante o jogo, mas não conseguiu converter em momentos decisivos, algo que fez diferença no resultado final.

O problema não é apenas técnico, mas também de protagonismo. Em jogos desse tamanho, espera-se que o principal jogador do elenco assuma o controle e resolva. Isso não aconteceu de forma consistente ao longo da temporada, o que alimenta críticas sobre sua capacidade de decidir em cenários de alta pressão.

Além disso, o histórico recente reforça essa narrativa. Mesmo sendo considerado um dos melhores jogadores do mundo, Mbappé ainda não conseguiu conquistar a Champions League, o que começa a gerar um peso simbólico em sua carreira.

Falta de encaixe no ataque preocupa

Outro ponto que impactou diretamente o desempenho do Real Madrid foi a dificuldade de encaixe no setor ofensivo. A parceria entre Mbappé e Vinicius Junior, que gerava expectativa, não se consolidou como esperado ao longo da temporada.

Em vários momentos, o time apresentou problemas de dinâmica no ataque, com jogadores ocupando espaços semelhantes e dificultando a fluidez das jogadas. Contra o Bayern, isso ficou evidente, com o setor ofensivo funcionando de forma desconectada em boa parte do jogo.

Essa falta de sintonia compromete não apenas a produção ofensiva, mas também o equilíbrio geral da equipe. Sem um ataque eficiente, o time passa a depender mais de jogadas individuais e perde consistência coletiva.

Meio-campo sofre sem peças-chave

A ausência de Aurelien Tchouameni teve impacto direto no desempenho do Real Madrid. Sem um jogador com características de proteção e organização, o meio-campo ficou exposto e com dificuldades para controlar o ritmo da partida.

A tentativa de adaptação, com Jude Bellingham e Federico Valverde em funções mais centrais, não funcionou como esperado. O time perdeu capacidade de construção e ficou mais previsível, apostando em transições rápidas como principal alternativa.

Contra um adversário como o Bayern de Munique, que tem força ofensiva e controle de jogo, essa estratégia se mostrou arriscada. O Real Madrid acabou dominado em vários momentos e teve dificuldade para reagir dentro da partida.

Temporada termina com muitos questionamentos

O fim da campanha abre espaço para análises mais profundas dentro do clube. A responsabilidade não recai apenas sobre Mbappé, mas sobre todo o projeto esportivo, desde decisões da diretoria até escolhas dentro de campo.

Alguns jogadores também saem mais pressionados. Eduardo Camavinga, por exemplo, foi expulso em momento decisivo, prejudicando ainda mais a equipe. Situações como essa reforçam a sensação de descontrole em jogos importantes.

No geral, o Real Madrid encerra a temporada com um “nadaplete”, sem títulos relevantes e com desempenho abaixo das expectativas. O impacto disso deve ser sentido no planejamento para o próximo ano.

Futuro de Mbappé segue em debate

Mesmo com o cenário negativo, Mbappé continua sendo peça central no projeto do Real Madrid. A questão agora é como o clube vai ajustar o elenco e o modelo de jogo para potencializar o desempenho do atacante.

A pressão aumenta naturalmente. Quanto mais o tempo passa sem conquistas importantes, maior fica a cobrança em cima de um jogador contratado justamente para decidir esse tipo de competição.

A próxima temporada será decisiva para mudar essa narrativa. Caso contrário, o debate sobre o impacto real de Mbappé no Real Madrid tende a crescer ainda mais, principalmente em relação à capacidade de liderar o clube em busca da tão esperada Champions League.