Para comemorar o St. Patrick’s Day, celebração que homenageia o padroeiro da Irlanda, Conor McGregor visitou a Casa Branca. Porém, o lutador colocou sua visita como “a mais importante para o futuro de seu país”, divulgando nas redes sociais que “o mundo ouvirá o chamado da Irlanda”.
Donald Trump recebeu muito bem o lutador irlandês, que inclusive já havia o chamado de “irlandês favorito” e ambos demonstraram entrosamento e estarem bem a vontade um na presença do outro, o que mostra o nível de influência de Conor McGregor, que tem livre acesso à Casa Branca por exemplo.
Além disso, McGregor já cogitou se tornar político na Irlanda, foi considerado uma das 100 personalidades mais influentes do mundo pela revista Time e já foi o líder de faturamento na lista da Forbes entre os esportistas, na frente de Messi, Cristiano Ronaldo e LeBron James por exemplo.
Por tudo isso, é fácil assegurar que Conor McGregor é o lutador de MMA mais influente de todos os tempos e um dos maiores esportistas também, pois ele uniu boas habilidades esportivas com um talento midiático sem igual.
Por conta de todo esse carisma e poder de venda que Conor McGregor tem, ele continua no plantel ativo do UFC, mesmo cancelando lutas, tendo perdido três de seus últimos quatro compromissos, e estando fora do octógono há quase quatro anos, sem data de retorno confirmada.
Conor McGregor é uma máquina de gerar mídia e isso está diretamente atrelado ao lucro que ele faz para si e produz para a companhia, portanto, está numa condição tão favorável que pode se afastar o quanto quiser que não será demitido do Ultimate.

Além de McGregor, Ronda Rousey e Anderson Silva também foram bem influentes

Ronda Rousey
Para seguir abordando o quanto um lutador do UFC pode ser influente temos alguns casos bem emblemáticos, começando por Ronda Rousey. Até 2012, mesmo com o sucesso emergente do MMA feminino no Strikeforce, Dana White era muito resistente a colocar mulheres lutando no Ultimate, entretanto, o carisma de Ronda Rousey e a forma impactante que ela lutava, convenceram o chefão do maior evento do segmento do mundo abrir as portas para a modalidade.
Eis que em fevereiro de 2013, Ronda Rousey promoveu a estreia do MMA Feminino no UFC, derrotando Liz Carmouche. Depois disso, Ronda defendeu o cinturão peso-galo feminino em cinco oportunidades e, mais do que isso, “furou a bolha do MMA” se tornando conhecida do grande público do “mainstream” participando de programas de grande audiência, estrelando filmes, sendo capa das maias variadas revistas e angariando milhares de fãs para o Ultimate.

Anderson Silva
Outro lutador cujo a fama transcendeu o octógono é Anderson Silva, o carismático brasileiro que já foi recordista de defesas de cinturão do UFC deu diversos shows no cage, proporcionando momentos que entraram para a história da modalidade, como a luta contra Forrest Griffin e o nocaute em Vitor Belfort, mas o ’Spider’ teve a capacidade de se tornar uma febre no Brasil e fazer as pessoas acompanharem as lutas, guardadas as devidas proporções, quase como faziam com as corridas de Ayrton Senna.
Anderson Silva também estrelou filmes, participou de inúmeros programas de TV, foi “trollado” por conta da voz, chegou a ser patrocinado pelo Corinthians, um dos clubes mais populares do Brasil, e fez o MMA se tornar febre no Brasil, atingindo uma popularidade nunca antes atingida, a ponto de fazer a Globo, maior emissora do país, comprar os direitos de transmissão do UFC.
(Imagem de capa: Reprodução/X)