É impossível ver a Argentina jogar nos dias atuais, e não ver Lionel Messi sendo o principal alvo dos holofotes. No amistoso em que a equipe sul-americana teve a Angola como adversária em Luanda, o craque do Inter Miami impactou diretamente no confronto, dando uma assistência para Lautaro Martínez, e balançando as redes aos 85 minutos. Esse tento fez com que chegasse a meta de 895 gols na carreira, chegando cada vez mais próximo dos 900 gols.
O jogo, embora sem grandes desafios ou dificuldades para a Argentina em campo, chamou atenção pelo cenário incomum e pelo impacto financeiro: a partida rendeu simplesmente sete milhões de dólares à AFA, um valor recorde para um amistoso.
Gol e assistência de Messi: números que impressionam
Assim como é de se esperar, Messi foi completamente vital para o triunfo da Argentina por 2 a 0 na África. Diante da presença de Lautaro Martínez como titular nesta ocasião, o camisa 10 provou o seu entrosamento com o atleta da Inter de Milão. O craque da nerazzurri conta agora com 36 gols pela seleção, deixando Hernán Crespo, hoje treinador do São Paulo, com 35, e ficando atrás apenas de Kun Agüero, com 42 gols.
O gol de Messi aos 85 minutos, que levou a Argentina à vitória, foi o 115º do craque em 196 partidas pela seleção, consolidando ainda mais seu legado na história do futebol argentino. Mesmo em amistosos de caráter mais simbólico, o camisa 10 consegue transformar cada toque em algo memorável, colocando mais combustível ainda em seus trabalhos para a Copa do Mundo, diante da possibilidade de brilhar ainda mais.
Um amistoso curioso e simbólico em Angola
Antes da bola rolar, houve uma cerimônia especial com o presidente de Angola, João Lourenço, e Lionel Messi. O presidente entregou a Messi e a Fredy, capitão angolano, um troféu em comemoração aos 50 anos de independência do país. A lenda argentina, que geralmente evita se envolver em atos políticos, participou do evento com profissionalismo, mas logo voltou completamente a sua atenção ao jogo.
O confronto em si foi relativamente equilibrado, embora Angola tenha oferecido poucas chances reais de gol, se defendendo mais no embate. A Argentina foi capaz de monopolizar a posse de bola e consequentemente, ditou o ritmo, sem sofrer grandes sustos com o ataque adversário, só que mostrando que ainda precisa de ajustes, especialmente ao integrar novos talentos.
Novos jogadores da Argentina ganham experiência internacional
Se aproveitando do fator amistoso, a Argentina abriu as portas para jovens talentos, que ainda não haviam tido experiências internacionais, o que foi o caso de : Joaquín Panichelli, Gianluca Prestianni, Kevin Mac Allister e Máximo Perrone. A entrada desses atletas demonstra a movimentação de renovação de Lionel Scaloni, técnico da seleção, preparando a sua equipe para futuras competições e aumentando a profundidade do elenco.
Esses jovens talentos puderam ganhar minutos importantes, aprender a dinâmica do time e observar de perto como Messi atua dentro e fora de campo. A experiência é crucial para formar a próxima geração de jogadores argentinos que brilharão em Copas do Mundo e eliminatórias. Essa é uma tecla muito batido sobre as ideias de Carlo Ancelotti com a Seleção Brasileira, e os antigos treinadores da Amarelinha.
Enquanto o foco é a Copa do Mundo de 2026, é possível dar espaço para outras profissionais com talento, como é o caso de Rayan, do Vasco. Nem chegou aos 20 anos de idade, mas já apresenta tantos atributos interessantes, por que não dar uma oportunidade dele conhecer ainda mais esse necessário da seleção, conviver com profissionais de alta experiência do mais alto nível do esporte?
Impacto financeiro e simbólico do amistoso
Além do desempenho esportivo, o amistoso teve impacto significativo para a AFA. Sete milhões de dólares é quase o dobro do que amistosos tradicionais costumam render, reforçando a capacidade da Argentina de gerar receita com jogos internacionais. O encontro também fortaleceu a presença da seleção em territórios fora do circuito habitual, ampliando a marca e a visibilidade do futebol argentino no continente africano.
Foto: AFA