Lionel Messi, Inter Miami, PSG, Luis Enrique
Futebol Copa do Mundo de Clubes

Messi x Luis Enrique: relação de altos e baixos se encontra na Copa do Mundo de Clubes!

O sorteio do Mundial de Clubes já definiu alguns duelos de tirar o fôlego nas oitavas de final, e um dos que mais promete emoção — e bastidores quentes — é o encontro entre PSG e Inter Miami, marcado para o dia 29 em Atlanta. Vai ser muito mais do que um simples confronto entre clubes: teremos Lionel Messi reencontrando seu ex-time e, principalmente, o técnico Luis Enrique, com quem viveu uma relação cheia de glórias… e tensões.

A gente está falando de dois personagens que ajudaram a escrever capítulos históricos no Barcelona, especialmente na temporada 2014/15, quando conquistaram nada menos que a tríplice coroa — La Liga, Copa do Rei e Champions League. Mas, nos bastidores, a convivência entre os dois nem sempre foi fácil. E é esse passado cheio de nuances que dá ainda mais peso a esse reencontro.

Tudo começou em Anoeta…

O estopim da crise entre Messi e Luis Enrique veio logo no comecinho de 2015, num jogo contra a Real Sociedad. O Barça ainda estava quatro pontos atrás do Real Madrid na La Liga, e Luis Enrique resolveu bancar o autoritarismo: deixou Messi no banco. A justificativa era simples — o craque argentino foi o último a se reapresentar após as férias na Argentina. Mas isso, pra Messi, pegou mal. Muito mal.

Na época, o clima no elenco azedou. E quem revelou os bastidores foi o zagueiro francês Jérémy Mathieu, em entrevista à RMC. Segundo ele, a bronca começou mesmo num treino, quando Messi ficou irritado por uma falta não marcada durante um jogo-treino. A discussão foi feia, e envolveu até um dos auxiliares de Luis Enrique, Joaquín Valdés. Depois disso, o técnico espanhol tentou apagar o incêndio conversando com Messi no vestiário. A treta foi abafada, mas deixou marcas.

Um “racha” silencioso no vestiário

Na época, rumores davam conta de que Messi, com seu peso nos bastidores do Barcelona, teria colocado pressão para a saída de Luis Enrique. O argentino nunca falou abertamente sobre isso, mas ficou a sensação de que foi ele quem “colocou o dedo na ferida”. Luis Enrique sempre negou qualquer rusga duradoura, mas anos depois reconheceu que teve que gerenciar uma tensão real com o camisa 10.

“Não foi algo que eu busquei. Mas aconteceu, precisei lidar com isso. E, sinceramente, só posso falar coisas boas do Messi”, disse o treinador em entrevista à Catalunya Ràdio.

O que é fato é que, apesar das faíscas fora de campo, dentro dele as coisas funcionaram. Messi, Suárez e Neymar formaram um dos trios mais letais da história do futebol, e Luis Enrique levou o time à glória. Ainda assim, o estigma de ter “ousado” bater de frente com Messi nunca saiu totalmente das costas do técnico espanhol.

Mascherano, o pacificador

No meio de todo esse furacão, Javier Mascherano teve um papel importante. Segundo relatos da época, o volante argentino foi peça-chave para fazer a ponte entre Messi e o treinador. Ele teria ajudado a amenizar o clima, fortalecendo a união no vestiário. E olha só como o destino é irônico: hoje Mascherano é técnico do Inter Miami, ao lado de Messi novamente — mas agora do outro lado do campo em relação a Luis Enrique.

Ou seja, teremos um reencontro triplo: Messi, Luis Enrique e Mascherano. Tudo isso com a atmosfera de um Mundial de Clubes, em um jogo que vale vaga nas quartas de final. Quem poderia imaginar?

PSG x Inter Miami; Messi x Luis Enrique

O reencontro acontece em um momento muito diferente da carreira dos dois. Messi, hoje aos 37 anos, está em reta final de carreira, mas segue brilhando com a camisa do Inter Miami. Já Luis Enrique tenta fazer o PSG funcionar sem as estrelas que antes dominavam o time — sem Messi, sem Neymar, só com Mbappé por enquanto, e possivelmente prestes a perder o francês também.

No papel, o PSG é favorito, tem elenco mais forte, mais entrosado e joga com menos pressão. Mas o Inter Miami tem Messi — e isso já muda qualquer jogo. Além disso, há um fator emocional forte envolvido. A gente sabe o quanto Messi leva a sério os reencontros, e esse com Luis Enrique não vai ser qualquer um. Não é apenas um velho técnico do passado — é alguém que, por um tempo, ousou questionar sua liderança no vestiário.

O que esperar desse reencontro?

Se dentro de campo o duelo já promete, fora dele o clima também pode esquentar. Será curioso observar como será o cumprimento entre Messi e Luis Enrique antes do jogo, os olhares, os gestos, os apertos de mão — ou a ausência deles. O respeito entre os dois é inegável, mas a ferida, por mais cicatrizada que pareça, ainda é lembrada por muitos torcedores.

Além disso, há toda a narrativa de superação do Inter Miami, um clube jovem tentando se provar no cenário mundial. Messi, como sempre, será o centro das atenções, e pode usar esse duelo como motivação extra para mostrar que ainda é decisivo contra qualquer adversário — até mesmo seu antigo treinador.