O Milan segue na luta para voltar às prateleiras mais altas do futebol europeu, tentando reviver os bons tempos que parecem cada vez mais distantes. Com a demissão de Sérgio Conceição, o clube apostou em um velho conhecido: Massimiliano Allegri. A missão é clara, colocar ordem na casa e tirar o time dessa fase meio bagunçada. E como se a vida já não estivesse difícil o suficiente, o Milan agora precisa lidar com a saída de Tijjani Reijnders, uma das estrelas do elenco. Hora de caçar uma nova peça para esse quebra-cabeça que virou o meio-campo rossonero.
Se o Milan realmente quer voltar ao topo, vai ter que encontrar alguém que entregue o mesmo que Reijnders, ou até o que Tonali fazia antes de embarcar na aventura da Premier League. E não é só o Milan que anda atrás desse tipo de jogador, aquele “faz-tudo” no meio, o mercado está cheio de interessados, mas os preços… bom, digamos que não são muito amigáveis.
Como o clube não parece disposto a abrir o cofre sem pensar duas vezes, deve manter a estratégia de investir em jogadores promissores por valores mais acessíveis, como fez nas suas últimas boas apostas. Dentro dessa realidade, separamos alguns nomes que podem pintar como substitutos de Reijnders no Milan nesta próxima temporada.
Milan no mercado de meio-campistas

Para dar boas cartas a Allegri, o Milan precisa lembrar que o técnico italiano é fã declarado do esquema 4-3-3. E vamos combinar, ele já trabalhou com nomes que marcaram época na Serie A — de Van Bommel a Pirlo. Ou seja, o sarrafo está alto, e encontrar a peça ideal não será nada fácil.
De acordo com informações da Sky Sports, Nicolò Rovella, da Lazio, surge como uma opção interessante para reforçar o elenco rossonero. O meio-campista está emprestado à equipe romana até 30 de junho, com cláusulas específicas que podem definir se será comprado em definitivo ou não. Caso a Lazio não leve adiante, o Milan pode entrar forte no negócio.
Rovella é um volante clássico, inteligente, com leitura de jogo e boa saída de bola. Em meio a uma temporada difícil da Lazio, ele conseguiu se destacar interceptando passes e iniciando jogadas com muita consciência. Seus passes, sejam curtos ou longos, mostram que ele sabe ditar o ritmo do jogo, algo que o Milan sentiu falta em 2024/25, especialmente com uma defesa nada confiável sob o comando de Paulo Fonseca e depois Sérgio Conceição.
Mas, como nem tudo são flores, Rovella sofre com lesões musculares que atrapalharam sua sequência ao longo da temporada. Ainda assim, é visto como uma joia promissora e poderia ser a peça para reformular o meio-campo do Milan.

Outra rota possível é Samuele Ricci, do Torino. Esse aqui tem tudo a ver com o estilo de jogo que Allegri curte. E pra ganhar ainda mais pontos com o técnico, Ricci tem como referência ninguém menos que Andrea Pirlo. Tá bom ou quer mais?
Apesar de ser volante de origem, Ricci pode atuar como meia e tem ótimo senso defensivo. Sabe ler as jogadas, tem calma para desarmar, interceptar e sair jogando com qualidade. Os passes curtos dão fluidez, e os longos quebram as linhas adversárias com estilo. Ricci é aquele tipo de jogador que vai buscar a bola e comanda o ritmo das ações, e isso não passa despercebido. Não à toa, vive sendo especulado em clubes maiores.
Ele renovou recentemente com o Torino, o que mostra o quanto o clube o valoriza, mas isso também pode dificultar as negociações. Mesmo assim, Ricci continua sendo uma das grandes promessas do futebol italiano e pode ser a engrenagem que falta no motor do Milan.

Fechando a lista, temos Hans Nicolussi Caviglia, do Venezia. Nascido em 2000 e com 1,80m, ele sempre foi visto com muito potencial, mas até agora teve dificuldades para emplacar. Rodou por vários clubes por empréstimo, Perugia, Parma, Sudtirol, Salernitana e agora Venezia, onde finalmente parece estar encontrando um rumo.
Caviglia é versátil, joga tanto recuado quanto avançado, e tem boa qualidade nos passes. Além disso, gosta de chegar na área, o que pode gerar gols e assistências. Na última temporada da Serie A, marcou 4 gols e deu 2 assistências em 29 jogos, um número bem interessante para um meio-campista.
Mas como nada é perfeito, ele também tem seu calcanhar de Aquiles: o histórico de lesões. A mais séria foi uma no joelho em 2020, além de outras menores que atrapalharam sua sequência. Se conseguir manter a forma física, pode ser uma bela aposta para o Milan.
Foto: Getty Images