O Milan voltou a performar entre as principais equipes do Campeonato Italiano, mas ainda não chegou até onde o seu tamanho merece. A chegada de Massimiliano Allegri permitiu que a equipe rossonera se colocasse na briga pelo título, principalmente diante da realidade de não ter muitas competições ocupando sua atenção. Por conta dessa melhora, o clube está completamente fechado com o treinador atual, mas, caso ele venha a se despedir, Simone Inzaghi surge como opção ideal para o time de Milão.
Mesmo com a bela trajetória do técnico do Al-Hilal na Inter de Milão, o Milan não vê problema em tentar uma investida por ele, caso seja necessário. Simone Inzaghi se despediu da equipe nerazzurri na temporada passada, depois de terminar a campanha sem títulos, ao perder a disputa para o Napoli de Antonio Conte e ser derrotado na decisão da Champions League pelo Paris Saint-Germain, que conquistou sua primeira “orelhuda” ao vencer os italianos por 5 a 0.
O profissional de 50 anos decidiu seguir o caminho financeiro ao receber uma proposta extremamente valiosa para comandar um dos principais times da Arábia Saudita, o Al-Hilal, após Jorge Jesus fazer história pela equipe. Entretanto, assim como muitos jogadores decidiram viver essa realidade do futebol asiático, diversos outros já começam a enxergar com bons olhos um retorno ao alto nível e talvez Inzaghi pense da mesma forma. Isso abriria espaço para o Milan, ou outro gigante europeu, tentar sua contratação, ainda mais com o mercado aquecido.
Milan tem dúvidas sobre Allegri?
O Milan quer continuar com Massimiliano Allegri. A dúvida, na verdade, é se o treinador estará disposto a estender seu projeto na equipe milanesa. O momento atual da Seleção Italiana abre muitas portas, ainda mais agora que Gennaro Gattuso se despediu da posição. Trata-se de um possível recomeço: a Itália está fora da Copa do Mundo, então o próximo treinador teria a missão de reconstruir o projeto desde o início.
Como Allegri não descartou publicamente essa possibilidade, os rossoneri ficam com essa pulga atrás da orelha — algo completamente compreensível. O curioso é que Simone Inzaghi também aparece nesse cenário, sendo um nome forte para assumir a seleção, dependendo mais de sua própria decisão do que apenas da vontade da federação.
Enquanto o Milan torce para não ser deixado de lado, acaba valorizando ainda mais a temporada de Allegri. Hoje, se o campeonato terminasse, o time estaria na terceira colocação, uma posição sólida, apesar de alguns tropeços evitáveis ao longo do caminho, mesmo com boas vitórias contra adversários fortes.
O ponto central é claro: os rossoneri não querem reiniciar um projeto. A temporada pode ser considerada “nota 7”, mas começar do zero novamente significaria adiar ainda mais os resultados dessa construção.
Sem contar que o Milan passa por mudanças constantes e precisa de continuidade. Pensando no curto prazo, é mais provável colher resultados com Allegri em seu segundo ano do que apostar em um novo treinador começando do zero.
Mercado não parece tão interessante para o Milan
Ao analisar o mercado, Allegri ainda se destaca como um dos nomes mais fortes disponíveis. Hoje, para assumir o Milan, o treinador precisa muitas vezes vir de um contexto com menos holofotes, já que o poderio financeiro do clube não acompanha os maiores da Europa. Por isso, outros fatores como perfil e adaptação, acabam pesando mais.
Vincenzo Italiano é um nome interessante, mas não teve um desempenho tão marcante no Bologna nesta temporada, especialmente em comparação com o trabalho anterior de Thiago Motta. Para comandar o Milan, é fundamental entender o peso da camisa e a pressão envolvida.
Nomes como Roberto Mancini também aparecem como possibilidade, até pelo histórico e pela presença constante em rumores ligados à seleção. Outro nome citado é Raffaele Palladino, jovem e promissor, mas que ainda precisa de mais tempo de maturação.
Cristian Chivu, por exemplo, foi uma aposta recente da Inter de Milão e já mostra sinais positivos, inclusive com chances de conquistar a Série A Enilive. Fica a dúvida: o Milan conseguiria repetir esse tipo de acerto ou acabaria apostando em um movimento sem tanta eficiência?
Diante desse cenário, é difícil não enxergar Simone Inzaghi como uma das principais opções. Além de garantir continuidade tática no esquema 3-5-2, ele traz uma abordagem possivelmente mais ofensiva que a de Allegri. Com experiência em alto nível no futebol italiano e títulos no currículo, Inzaghi se posiciona em uma prateleira semelhante à do atual treinador rossonero.


